sexta-feira, 16 de outubro de 2026

Shamati (143)

     

 143. Bom apenas para Israel

(Ouvi de Baal Ha Sulam)

 

“Deus é, em verdade, bom para com Israel, para os que são puros de coração” (Salmos 73:1). Sabe-se que “só” e “somente” são diminutivos. Isso significa que, em todo lugar na Torá onde está escrito “só” e “somente”, vem para diminuir.

 

Portanto, nas questões de trabalho, devemos interpretar como quando o indivíduo se diminui e se abaixa. Abaixar se aplica quando o indivíduo quer ser orgulhoso, ou seja, quer estar em Gadlut (grandeza, idade adulta). isso significa que ele quer entender toda e cada coisa, que a sua alma anseia por ver e ouvir em tudo, mas ele ainda se abaixa e concorda em ir com os olhos fechados e manter a Torá e as Mitzvot em completa simplicidade.

 

Isso é “bom para Israel”. A palavra Yashar El (Israel) é formada pelas letras de Li Rosh (a cabeça, a mente, é minha).

 

Isso significa que ele acredita que tem uma mente de Kedushá (Santidade) apesar de ser apenas discernido como “somente”, no sentido de que está em um estado de diminuição e humildade. E ele diz que esse “somente” é absolutamente bom. Então o verso “Deus é para os puros de coração” se torna verdade nele, pois ele é premiado com um coração puro. E esse é o significado de “e tirarei da vossa carne o coração de pedra, e vos darei um coração de carne” (Ezequiel 36:26). O coração de carne é Mochin de VAK, chamado Mochin de vestimenta, o qual vem do superior. Mochin de GAR, no entanto, deve vir do interior, por meio dos escrutínios do inferior.

 

A questão do VAK de Mochin e GAR de Mochin requer explicação: há muitos discernimentos de VAK e GAR em cada nível. E talvez ele esteja se referindo ao que escreveu em diversos lugares, que a Katnut, chamada “GE do inferior”, eleva-se a MAN por meio do Kli que eleva MAN, chamado “AHP do superior”. Segue-se, portanto, que o superior eleva o inferior. E então, para receber o GAR das luzes e o AHP dos Kelim, o inferior deve se elevar por si mesmo.

 

 

quinta-feira, 15 de outubro de 2026

Shamati (142)

 

142. A essência da guerra

(Eu ouvi)

 

A essência da guerra deveria ser um lugar de permissão. No entanto, com Mitzvá (mandamento) e transgressão, a perda está próxima e a recompensa está longe. Por isso, é ali que o indivíduo deve observar sem quaisquer considerações.

 

Porém, travar guerra e manter as Mitzvot de escolha deveriam ocorrer em um lugar de permissão, pois o ato é apenas uma questão de permissão. Assim, mesmo se o indivíduo falha, o pecado não será tão grande. É por isso que é considerado próximo da recompensa, pois se vencer a guerra, ele trará uma nova autoridade sob a Kedushá (Santidade).

 

 

quinta-feira, 8 de outubro de 2026

Shamati (141)

  

141. O feriado de Pessach

(Eu ouvi)

 

O feriado de Pessach é relativo aos Mochim de Chaya, e a contagem é relativa aos Mochim de Chaya. Por isso, durante a contagem há o afastamento dos Mochim, pois a contagem é considerada elevar MAN. Sabe-se que, ao elevar MAN, há o afastamento das Luzes. Mas, após a contagem, os Mochim retornam ao seu lugar. É assim porque a Katnut (pequenez, infância), durante a contagem, é Katnut de Yechidá, mas junto a ela há os Mochim dos dias da semana, o qual é YESHSUT, e os Mochin do Shabat, os quais são Mochin de AVI.

 

 

terça-feira, 6 de outubro de 2026

Shamati (140)

 

 

140. Como eu amo a Tua Torá

 

(Ouvi na conclusão de Pêssach 7, Tav-Shin-Gimel, 1943)

 

        

“Ó, como eu amo a Tua Torá! Eu falo dela o dia inteiro”.  Ele disse que, apesar de o Rei Davi já ter recebido a perfeição, ele ainda ansiava pela Torá, porque a Torá é maior e mais importante que qualquer perfeição no mundo.

 

 

segunda-feira, 5 de outubro de 2026

Shamati (139)

 

139. A diferença entre os seis dias de trabalho e o Shabat
         (Eu ouvi)

 

Os seis dias de trabalho são considerado ZA, e o Shabat é considerado Malchut. E ele perguntou: “Mas ZA é um nível superior a Malchut, então por que o Shabat é mais importante que os dias da semana? E também, por que eles são chamados Yemey Hol (dias da semana, dias sem santidade)?”

 

A questão é que o mundo é nutrido apenas através de Malchut. É por isso que Malchut é chamada “A assembleia de Israel”, pois toda a influência positiva para toda a Israel vem de lá. Portanto, apesar de os seis dias indicarem ZA, não há unificação entre ZA e Malchut. É por isso que é chamado Hol (não sagrado), pois nenhum abundância é atraída de ZA a Malchut.

 

E quando nenhuma Kedushá (santidade) se estende de Malchut, ela é portanto chamada Yemey Hol. Por outro lado, no Shabat há uma unificação de ZA e Malchut, e então a Kedushá se estende de Malchut. É por isso que é chamado Shabat. 

domingo, 4 de outubro de 2026

Shamati (138)

 

 

 

138. Sobre o medo que às vezes vem sobre uma pessoa
         (Ouvi emTav-Shin-Bet, 1941-1942)

 

Quando o medo vem sobre uma pessoa, ela deve saber que não há ninguém além Dele. Nem a bruxaria. E se ela vê que o medo a vence, deve dizer que não há tal coisa como o acaso, mas que o Criador lhe deu uma chance de Cima, e deve contemplar e estudar o motivo pelo qual esse medo lhe foi enviado. Pois é assim que ela vai superar o medo e dizer: “Não há ninguém além Dele”.

 

Mas, se depois de tudo isso, o medo não a tiver abandonado, a pessoa deve tomar isso como um exemplo e dizer que a sua servidão ao Criador deve ser na mesma medida do medo, ou seja, que o medo dos céus, o qual é um mérito, deve ser na mesma medida do medo que agora sente. Ou seja, o corpo fica impressionado por esse medo superficial, e exatamente da mesma maneira que o corpo fica impressionado assim deve ser o medo dos céus.

 

sábado, 3 de outubro de 2026

Contos de Chanun Katan (10)

  

Amor próprio

 

Chanun Katan abriu e disse:

 

- Não tive amor próprio quando trabalhava de ceifador, aos seis anos de idade, em troca de um prato de arroz e feijão;

 

- Não tive amor próprio quando afundava as perninhas nas barreiras de um banhado para construir tijolos que não fizeram parte da construção da minha casa, mas que se transformaram em pão e café aguado;

 

- Não tive amor próprio quando fui armador de um boliche, levantando pinos até de madrugada, para dormir na aula de matemática no dia seguinte e ser acusado de preguiçoso e dorminhoco pelo professor e colegas;

 

- Não tive amor próprio quando passava sinteco em pisos de carvalho e era dispensado do emprego por crises de asma;

 

- Não tive amor próprio quando danifiquei vértebras da coluna por excesso de peso das sacas de arroz e feijão que carregava na cabeça;

 

- Não tive amor próprio em dezenas de outras atividades a que me submeti para sobreviver por que não nasci herdeiro de fazenda, filho de magnata, filho de investidor de bolsa;

 

- Na minha bolsa só carreguei humilhação, pai ausente e mãe maluca, e uma penca enorme de crueldades gratuitas;

 

- E como não tive amor próprio, fui me deixando morrer, já quem nem a dignidade para um suicídio eu tinha...

 

- Assim, que ninguém venha me falar em amor próprio. Eu morri. E retornei. E descobri que o amor próprio, tão citado e tão cantado, é o destilado mais sofisticado do Serpente.

 

- Um justo não tem amor próprio, tem amor incondicional, inclusive por aqueles que o acusam de não ter amor próprio.

Shamati (143)

         143. Bom apenas para Israel (Ouvi de Baal Ha Sulam)   “ Deus é, em verdade, bom para com Israel, para os que são puros de...