quarta-feira, 21 de outubro de 2026

Shamati (147)

  

           

147. O trabalho da recepção e da doação

(Ouvi em 21 de Adar,Tav-Shin-Yod-Gimel, 8 de março de 1953)

 

A questão do trabalho na recepção e na doação depende do coração. Isso é considerado VAK. Contudo, o trabalho na fé e no conhecimento é considerado GAR. Apesar de serem um só discernimento, no sentido de que a fé é aceita pelo indivíduo de acordo com o valor do trabalho na recepção e na doação, ainda assim são dois discernimentos distintos.

 

É assim porque mesmo se consegue trabalhar na doação, ele ainda quer ver para quem está doando e quem aceita o seu trabalho. Assim, ele precisa trabalhar na forma de Mocha (Mente), ou seja, acreditar que há um Supervisor que aceita o trabalho dos inferiores.

 

 

terça-feira, 20 de outubro de 2026

Shamati (145)


 

145. O que é “Ele dará Sabedoria especificamente aos sábios”

(Ouvi em Truma 5, Tav-Shin-Gimel, 11 de fevereiro de 1943)

 

        

“Ele dará Sabedoria aos sábios.” Ele perguntou: “Deveria ter dito ‘Ele dará Sabedoria aos tolos’”.

 

E ele disse: “Sabe-se que não há coerção na espiritualidade.” Em vez disso, a cada um é concedido de acordo com o seu desejo. A razão é que a espiritualidade é a fonte de vida e do prazer. Então, como pode haver coerção em uma coisa boa? Por isso, se vemos que ao nos envolvermos com a Torá e as Mitzvot de forma coercitiva, no sentido de que precisamos superar o corpo, já que ele não concorda porque não sente prazer nesse trabalho, isso deve ser porque não sentimos a espiritualidade nos preceitos. É como foi dito, que a espiritualidade é a fonte da vida e do prazer, como está escrito no Zohar: “Onde há trabalho, há a Sitra Achra (Outro Lado).”

 

Esta é a razão pela qual apenas os sábios podem receber Sabedoria, pois os todos não têm necessidade de Sabedoria. Aliás, apenas os sábios podem receber a Sabedoria devido à sua natureza. Isso significa que quem é sábio ama a Sabedoria, e esse é seu único desejo. E seguindo a regra de que “não há prevenções diante de um desejo”, ele faz todo o esforço para obter Sabedoria. Assim, por fim, ele será premiado com a sabedoria. Portanto, aquele que ama a Sabedoria pode ser chamado de “sábio”.

 

Mas está escrito sobre os tolos: “Um tolo não tem desejo pelo entendimento.” O verso “Ele dará Sabedoria aos sábios” vem para nos dizer que quem ama a Sabedoria não ficará impressionado por não ter obtido Sabedoria apesar dos grandes esforços que fez. Ao invés disso, ele continuará o seu trabalho e certamente atingirá a Sabedoria, pois ele ama a Sabedoria. É por isso que eles dizem: “Vá por esse caminho e você certamente terá sucesso”.

 

Porém, devemos entender o seguinte: “A cria de um asno há de nascer como um homem?”. De onde ele tirará o desejo para ansiar pela Sabedoria?

 

Por isso, o conselho de trabalho por meio de “fazedores da Sua palavra” nos é dado, e então “para ouvir a voz da Sua palavra”. Isso significa que o indivíduo faz as coisas para obter aquilo que quer. Por isso, aqui, quando ele não tem nenhum desejo pela Sabedoria, significa que o que lhe falta é o desejo pela Sabedoria. Por essa razão, ele começa a se esforçar e agir para obter o desejo pela Sabedoria, e essa é a única coisa que ele precisa.

 

A ordem é que ele deve se esforçar na Torá e no trabalho apesar de não ter nenhum desejo por isso. Isso é chamado “trabalho”. Isso significa que ele faz as coisas apesar de não ter nenhum desejo por aquilo que faz. É como os nossos sábios disseram: “Tudo o que a sua mão e a sua força puderem fazer, faça.” E, pela virtude do esforço, um desejo e um anseio pela Sabedoria se formarão dentro dele.

 

E então o verso “Ele dará Sabedoria aos sábios” se tornará verdade nele, e ele será recompensado com “ouvir a voz da Sua palavra”. Assim, aquilo que previamente ocorria por meio da ação, um ato sem um desejo, agora tem como prêmio o desejo por isso. Portanto, se quisermos saber quem ama a Sabedoria, devemos olhar para aqueles que se esforçam pela Sabedoria apesar de ainda não terem sido recompensados para estarem entre os que amam a Sabedoria. Como dissemos, a razão é que, por meio do esforço, eles serão premiados para estarem entre aqueles que amam a Sabedoria.

 

Depois, quando eles tiverem um desejo pela Sabedoria, serão premiados com Sabedoria. Portanto, o desejo pela Sabedoria é o Kli (vaso), e a Sabedoria é a Luz. Esse é o significado de “não há coerção na espiritualidade”.

 

A Luz da Sabedoria significa a Luz da Vida. Não percebemos a Sabedoria como um conceito intelectual, mas como a vida em si, a essência da vida, na medida que, sem ela, o indivíduo é considerado morto. Por isso, podemos dizer que, por essa razão, a Sabedoria é chamada Chaya [viva].

 

 


domingo, 18 de outubro de 2026

Shamati (146)

  

146. Um comentário sobre o Zohar

(Ouvi no ano Tav-Reish-Tzadi-Chet, 1937-1938)

 

No Zohar: “Quando alguém nasce, ele recebe uma alma do lado da pura besta”. E ele interpreta que também essa alma animal concorda em ser um servo do Criador. “Se mais adiante ele é recompensado, recebe uma alma do lado das rodas.” Isso significa que ele tem uma alma que sempre anseia, e rola de um lugar a outro. Como uma roda sempre girando, ela vira e rola para se apegar à Kedushá (Santidade).

 

 

sábado, 17 de outubro de 2026

Shamati (144)

      

 144. Há um certo povo

 

(Ouvi na noite de Purim, depois da leitura da Meguilá, Tav-Shin-Yod, 1950)

 

 “Há um certo povo, espalhado e disperso entre os povos” (Ester 3:8). Haman disse que, na sua visão, vamos ter sucesso em destruir os judeus porque eles estão separados uns dos outros; por isso, o nosso poder contra eles certamente vai prevalecer, pois isso causa separação entre homem e o Criador. E o Criador, de qualquer forma, não vai ajudá-los, pois eles estão separados Dele. É por isso que Mordechai foi corrigir essa falha, como está explicado no verso: “Os judeus se reuniram”, etc., “Que se reunissem e se dispusessem a defender a sua vida” (Ester 8:11). Isso significa que eles se salvaram porque se uniram.

 

sexta-feira, 16 de outubro de 2026

Shamati (143)

     

 143. Bom apenas para Israel

(Ouvi de Baal Ha Sulam)

 

“Deus é, em verdade, bom para com Israel, para os que são puros de coração” (Salmos 73:1). Sabe-se que “só” e “somente” são diminutivos. Isso significa que, em todo lugar na Torá onde está escrito “só” e “somente”, vem para diminuir.

 

Portanto, nas questões de trabalho, devemos interpretar como quando o indivíduo se diminui e se abaixa. Abaixar se aplica quando o indivíduo quer ser orgulhoso, ou seja, quer estar em Gadlut (grandeza, idade adulta). isso significa que ele quer entender toda e cada coisa, que a sua alma anseia por ver e ouvir em tudo, mas ele ainda se abaixa e concorda em ir com os olhos fechados e manter a Torá e as Mitzvot em completa simplicidade.

 

Isso é “bom para Israel”. A palavra Yashar El (Israel) é formada pelas letras de Li Rosh (a cabeça, a mente, é minha).

 

Isso significa que ele acredita que tem uma mente de Kedushá (Santidade) apesar de ser apenas discernido como “somente”, no sentido de que está em um estado de diminuição e humildade. E ele diz que esse “somente” é absolutamente bom. Então o verso “Deus é para os puros de coração” se torna verdade nele, pois ele é premiado com um coração puro. E esse é o significado de “e tirarei da vossa carne o coração de pedra, e vos darei um coração de carne” (Ezequiel 36:26). O coração de carne é Mochin de VAK, chamado Mochin de vestimenta, o qual vem do superior. Mochin de GAR, no entanto, deve vir do interior, por meio dos escrutínios do inferior.

 

A questão do VAK de Mochin e GAR de Mochin requer explicação: há muitos discernimentos de VAK e GAR em cada nível. E talvez ele esteja se referindo ao que escreveu em diversos lugares, que a Katnut, chamada “GE do inferior”, eleva-se a MAN por meio do Kli que eleva MAN, chamado “AHP do superior”. Segue-se, portanto, que o superior eleva o inferior. E então, para receber o GAR das luzes e o AHP dos Kelim, o inferior deve se elevar por si mesmo.

 

 

quinta-feira, 15 de outubro de 2026

Shamati (142)

 

142. A essência da guerra

(Eu ouvi)

 

A essência da guerra deveria ser um lugar de permissão. No entanto, com Mitzvá (mandamento) e transgressão, a perda está próxima e a recompensa está longe. Por isso, é ali que o indivíduo deve observar sem quaisquer considerações.

 

Porém, travar guerra e manter as Mitzvot de escolha deveriam ocorrer em um lugar de permissão, pois o ato é apenas uma questão de permissão. Assim, mesmo se o indivíduo falha, o pecado não será tão grande. É por isso que é considerado próximo da recompensa, pois se vencer a guerra, ele trará uma nova autoridade sob a Kedushá (Santidade).

 

 

quinta-feira, 8 de outubro de 2026

Shamati (141)

  

141. O feriado de Pessach

(Eu ouvi)

 

O feriado de Pessach é relativo aos Mochim de Chaya, e a contagem é relativa aos Mochim de Chaya. Por isso, durante a contagem há o afastamento dos Mochim, pois a contagem é considerada elevar MAN. Sabe-se que, ao elevar MAN, há o afastamento das Luzes. Mas, após a contagem, os Mochim retornam ao seu lugar. É assim porque a Katnut (pequenez, infância), durante a contagem, é Katnut de Yechidá, mas junto a ela há os Mochim dos dias da semana, o qual é YESHSUT, e os Mochin do Shabat, os quais são Mochin de AVI.

 

 

Shamati (147)

                147. O trabalho da recepção e da doação (Ouvi em 21 de Adar, Tav - Shin - Yod - Gimel , 8 de março de 1953)   A q...