terça-feira, 6 de outubro de 2026

Shamati (140)

 

 

140. Como eu amo a Tua Torá

 

(Ouvi na conclusão de Pêssach 7, Tav-Shin-Gimel, 1943)

 

        

“Ó, como eu amo a Tua Torá! Eu falo dela o dia inteiro”.  Ele disse que, apesar de o Rei Davi já ter recebido a perfeição, ele ainda ansiava pela Torá, porque a Torá é maior e mais importante que qualquer perfeição no mundo.

 

 

segunda-feira, 5 de outubro de 2026

Shamati (139)

 

139. A diferença entre os seis dias de trabalho e o Shabat
         (Eu ouvi)

 

Os seis dias de trabalho são considerado ZA, e o Shabat é considerado Malchut. E ele perguntou: “Mas ZA é um nível superior a Malchut, então por que o Shabat é mais importante que os dias da semana? E também, por que eles são chamados Yemey Hol (dias da semana, dias sem santidade)?”

 

A questão é que o mundo é nutrido apenas através de Malchut. É por isso que Malchut é chamada “A assembleia de Israel”, pois toda a influência positiva para toda a Israel vem de lá. Portanto, apesar de os seis dias indicarem ZA, não há unificação entre ZA e Malchut. É por isso que é chamado Hol (não sagrado), pois nenhum abundância é atraída de ZA a Malchut.

 

E quando nenhuma Kedushá (santidade) se estende de Malchut, ela é portanto chamada Yemey Hol. Por outro lado, no Shabat há uma unificação de ZA e Malchut, e então a Kedushá se estende de Malchut. É por isso que é chamado Shabat. 

domingo, 4 de outubro de 2026

Shamati (138)

 

 

 

138. Sobre o medo que às vezes vem sobre uma pessoa
         (Ouvi emTav-Shin-Bet, 1941-1942)

 

Quando o medo vem sobre uma pessoa, ela deve saber que não há ninguém além Dele. Nem a bruxaria. E se ela vê que o medo a vence, deve dizer que não há tal coisa como o acaso, mas que o Criador lhe deu uma chance de Cima, e deve contemplar e estudar o motivo pelo qual esse medo lhe foi enviado. Pois é assim que ela vai superar o medo e dizer: “Não há ninguém além Dele”.

 

Mas, se depois de tudo isso, o medo não a tiver abandonado, a pessoa deve tomar isso como um exemplo e dizer que a sua servidão ao Criador deve ser na mesma medida do medo, ou seja, que o medo dos céus, o qual é um mérito, deve ser na mesma medida do medo que agora sente. Ou seja, o corpo fica impressionado por esse medo superficial, e exatamente da mesma maneira que o corpo fica impressionado assim deve ser o medo dos céus.

 

sábado, 3 de outubro de 2026

Contos de Chanun Katan (10)

  

Amor próprio

 

Chanun Katan abriu e disse:

 

- Não tive amor próprio quando trabalhava de ceifador, aos seis anos de idade, em troca de um prato de arroz e feijão;

 

- Não tive amor próprio quando afundava as perninhas nas barreiras de um banhado para construir tijolos que não fizeram parte da construção da minha casa, mas que se transformaram em pão e café aguado;

 

- Não tive amor próprio quando fui armador de um boliche, levantando pinos até de madrugada, para dormir na aula de matemática no dia seguinte e ser acusado de preguiçoso e dorminhoco pelo professor e colegas;

 

- Não tive amor próprio quando passava sinteco em pisos de carvalho e era dispensado do emprego por crises de asma;

 

- Não tive amor próprio quando danifiquei vértebras da coluna por excesso de peso das sacas de arroz e feijão que carregava na cabeça;

 

- Não tive amor próprio em dezenas de outras atividades a que me submeti para sobreviver por que não nasci herdeiro de fazenda, filho de magnata, filho de investidor de bolsa;

 

- Na minha bolsa só carreguei humilhação, pai ausente e mãe maluca, e uma penca enorme de crueldades gratuitas;

 

- E como não tive amor próprio, fui me deixando morrer, já quem nem a dignidade para um suicídio eu tinha...

 

- Assim, que ninguém venha me falar em amor próprio. Eu morri. E retornei. E descobri que o amor próprio, tão citado e tão cantado, é o destilado mais sofisticado do Serpente.

 

- Um justo não tem amor próprio, tem amor incondicional, inclusive por aqueles que o acusam de não ter amor próprio.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2025

Shamati (137)

  

137. Zelofeade estava coletando madeira

(Ouvi em Tav-Shin-Zayin, 1946-1947)

 

Zelofeade estava coletando madeira. O Zohar interpreta que ele estava medindo qual árvore era mais alta: A Árvore da vida ou a Árvore do conhecimento. Um justo é chamado “A Árvore da vida”, o qual trabalha inteiramente para doação. E, nisso, não há retenção para os externos. Contudo, a inteireza está na Árvore do Conhecimento, a extensão de Chochmá (Sabedoria) para baixo. Esse é o significado de “fazer o bem às Suas criações”. Elas não devem ser medidas. Ao contrário, elas devem ser “que possam se tornar uma na sua mão”.

 

Isso significa que uma sem a outra está incompleta. E Mordechai era da qualidade da Árvore da vida, ele não queria atrair nada para baixo já que não tinha nenhuma deficiência. Por isso, Ele precisou aumentar a qualidade de Haman, para que ele atraísse as Luzes para baixo. Depois, quando revelou sua deficiência, Mordechai as receberia na forma de recepção a fim de doar.

 

Agora podemos ver porque mais tarde, quando Mordechai diz coisas boas sobre o Rei, quando O salvou da morte, o Rei promoveu Haman, que era seu inimigo. É como os nossos sábios disseram: “De acordo com o desejo de cada homem”, de acordo com o desejo de Mordechai e de Haman, que se odiavam.

 

 

domingo, 14 de dezembro de 2025

Shamati (136)

 

 

 

136. A diferença entre as primeiras e as últimas cartas
(Ouvi em Purim, Tav-Shin-Zayin, 1946-1947)

 

A diferença entre as primeiras e as últimas cartas está apenas na sinopse escrita, ou seja, no conteúdo escrito que foi concedido pela casa do Rei. E os autores do Rei elaboram sobre o conteúdo para torná-lo compreensível a todos.

 

O conteúdo era simplesmente “que eles devem estar prontos para aquele dia”, e os autores o interpretaram como aplicável às nações, que elas estão destinadas a vingar os judeus. E essa força era para que Haman pensasse: “Quem poderia o Rei querer honrar mais do que eu?” Por isso, nas últimas cartas, eles escreveu especificamente, direto do Rei, “que os judeus devem estar prontos”. Por outro lado, nas primeiras cartas ele não escreveu especificamente “os judeus”. É por isso que eles tiveram a força para reclamar.

 

A questão é que essa força foi concedida porque o indivíduo não deveria justificar qualquer desejo pela recepção de luzes, pela atração das luzes superiores para baixo, pois todo o trabalho era para doar. Assim, quem quer especificamente as luzes maiores, como seu nome atesta: Haman, o Agagita, o Gag (teto) do nível, o qual é GAR.

 

sábado, 13 de dezembro de 2025

Shamati (135)

 

 

135. O limpo e o justo, não mate

(Ouvi em 2 de Nissan, Tav-Shin-Zayin, 23 de março de 1947, Tel Aviv)

 

“O limpo e o justo, não mate.” Um justo é aquele que justifica o Criador: o que quer que ele sinta, bom ou mau, ele leva acima da razão. Isso é considerado “direita”. Limpo se refere à limpeza da questão, o estado como ele o vê. É assim porque “um juiz tem apenas o que seus olhos vêem”. E se o indivíduo não entende a questão, ou não consegue alcançar a questão, ele não deveria borrar as formas como parecem aos seus olhos. Isso é considerado “esquerda”, e ele deveria nutrir ambas.

 

 

 

Shamati (140)

    140. Como eu amo a Tua Torá   (Ouvi na conclus ão de Pêssach 7 , Tav - Shin - Gimel , 1943)            “Ó, como eu amo a Tua...