sábado, 7 de abril de 2018

Emanações de Chochmá (3)


Sete níveis da Divina Presença


·         Vilon (“A Cortina”) – experiência da re-criação contínua de toda a realidade por Deus.


·         Rakia (“O Firmamento”) – experiência das Letras Sagradas como canais da energia criativa de Deus e como tijolos de construção da realidade.


·          Shechakim (“Os Moinhos”) – experiência de Deus chamando-nos por nossos nomes e nos dando uma missão para executar na Terra.


·         Zevul (“A Casa”) – experiência da visão de Jerusalém e do Templo Sagrado como eles existem nos Mundos Espirituais, prontos para se materializarem no mundo físico.

·         Ma’on (“A Residência”) – experiência das forças divinas (Sefirot) que atuam na natureza e que nos permitem emular Deus em nossas vidas.

·         Machon (“O Lugar de Descanso”) – experiência do Inefável Nome Havaya, de Sua Onipotência e de Onipresença refletido em cada aspecto da realidade.

·         Aravot (“Os Céus”) – atingindo o estado final da verdadeira abnegação (bitul) na experiência com Deus, transformando o cabalista em “Carruagem Divina”, o veículo de Deus, para o cumprimento de Sua vontade na criação.

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sexta-feira, 6 de abril de 2018

Contos de Chanun Katan (3)




Chanun Katan, um velho cabalista, andava pelo Pomar, solitário e cabisbaixo, arrastando os pés.

Súbito, ouviu o crepitar do Fogo Devorador sobre uma touceira de espinhos.

"Eis-me aqui!", apressou-se em dizer.

"E o teu grupo, Maguid?", a voz no interior da Sarça Ardente perguntou.

"Pois é... O Altíssimo sabe... A vida moderna é cheia de compromissos, ninguém mais tem tempo para nada, filhos, trabalho, família, amigos, baladas, final de ano, férias...

"Sim, e daí?"

"Não consegui Minyan e por isso entrei no Bosque sozin...", e o Maguid não chegou a concluir a frase e nem ouviu a explosão.

Antes de sair de férias, Hashem fez um novo Tzimtzum.

quinta-feira, 5 de abril de 2018

Mekubalim (2)


A força da inveja não é limitada pelo tempo e espaço
(Michael Laitman)

Baal HaSulam “Introdução ao Livro, Panim Meirot uMasbirot: “A inclinação para a inveja escolhe os sábios dentre eles, como nossos sábios disseram, “A inveja do autor aumenta a sabedoria”.

A força de vontade, com a inclinação para a inveja, notabiliza-se em adquirir sabedoria e conhecimento. É como o grau falante em toda a realidade, onde a força operacional não é limitada pelo tempo e espaço, mas é coletiva e abrange todos os itens do mundo, em todos os tempos. Além disso, é a natureza do fogo da inveja ser geral, abranger sempre toda a realidade.

Isto é assim porque essa natureza é a condução da inveja: se uma pessoa não tivesse visto o objeto na posse de seu amigo o desejo por este objeto não teria despertado nela.

A força da inveja é a força mais poderosa, especialmente nos trabalhadores do Criador e um pouco menos nas pessoas comuns. Diz-se que, “a inveja do autor aumenta a sabedoria”, ou seja, esta é a única força que age, empurra e puxa a pessoa para frente. É uma força muito útil. Por isso, nós precisamos mostrar uns aos outros o quanto investimos no grupo, tentamos amar os amigos, dar bons exemplos, e não ter medo de que possamos parecer presunçosos e não justos. Você não deve se apresentar como um justo oculto. Pelo contrário, o seu exemplo expansivo de mostrar sua devoção, entusiasmo, beneficia muito os seus amigos. Compreendendo isso, o grupo já mostra o princípio de “Ama o próximo como a si mesmo”. Na verdade, eu estou interessado em ver que os outros são melhores do que eu! Normalmente, nosso egoísmo quer menosprezar todos; mesmo que eu não seja ninguém, pelo menos os outros são ainda menos do que eu. Aqui, pelo contrário, eu quero ver os outros maiores do que eu. Embora isso seja contra o meu egoísmo e desagradável, eu começo a me criticar, mas é para o bem do meu avanço. Assim, nós mostramos exemplos para as crianças: “Olhe para esse menino, o que ele pode fazer! Tente fazer o mesmo!” É natural que uma criança aprenda com exemplos de outras. É o mesmo no desenvolvimento espiritual: nós precisamos mostrar uns aos outros um bom exemplo e deliberadamente provocar inveja. No mundo exterior, as pessoas gostam que os outros as invejem e sofram, vendo-as tão bem sucedidas, ricas e poderosas. Mas aqui é o oposto, permitindo que outros me vejam como forte e orientado à meta, eu os ajudo porque quero que eles sejam melhores do que eu. Assim, eu elevo o grupo de acordo com o princípio: “A pessoa que escolhe um ambiente melhor é recompensada com sucesso e progresso”.
Nós precisamos usar este meio, a alavanca, o fogo da inveja que nos queima com a máxima astúcia, tentando despertar inveja boa nos amigos. Nós precisamos não só representar em relação uns com os outros, mas também falar sobre isso, saber a partir de todas as formas o que os outros mostram, e me tornar como eles e ainda melhor. Em seguida, o grupo vai se tornar mais forte, crescer e avançar.

quarta-feira, 4 de abril de 2018

Tefilot (3)

Tzfilá HaDeresh
(Abre Caminhos)

Shaddai El Chay,

Em nome de Abraão, de Isaac e de Jacó, em nome de Sara, de Raquel e de Lia, peço-te pela minha vida, protege-me e guia-me à Luz e ao êxito.

Desvanece os meus temores e dá-me forças para enfrentar as dificuldades. Não te peço luxos nem vaidades.

Dá-me a habilidade que minha profissão requer, para que eu saiba aproveitar ao máximo todas as oportunidades que Tu colocas em meu caminho.

Abre os meus lábios para que eu saiba dizer palavras que animem e encham de alegria a vida dos demais, e fecha as portas da minha casa, dos meus negócios e do meu trabalho àqueles que proferem insultos, maldições e aos que espalham fofocas e mentiras em meu entorno.

Põe na minha vida, Adonai Eloheinu, bons hábitos e anula os meus vícios e maus costumes.

Dá-me Sabedoria (Chochmá) e Conhecimento (Daat) para aceitar e compreender os outros seres humanos.

Abençoa os meus inimigos e protege a minha família, os meus amigos e os meus negócios.

KADOSH, KADOSH, KADOSH
ABRE-ME AS PORTAS DA SAÚDE, DA TRANQUILIDADE E DA PROSPERIDADE
KADOSH, KADOSH, KADOSH
BARUCH SHEM KEVOD MALCHUTO LEOLAM VAED
AMÉM SELÁ


terça-feira, 3 de abril de 2018

Segredos do Gan Naul (3)


 Sobre o Pitum Ha Ketoret


O cabalista que faz o Pitum Ha Ketoret duas vezes ao dia, às 9h da manhã e às 3h (15h), é abençoado com 33 brachot, a saber:

1.    Força para aniquilar o Yetzer Hará;


2.    Energia para ter assegurado os meios de subsistência;


3.    Longevidade;


4.    Êxito em todo e qualquer empreendimento;


5.    Felicidade e contentamento permanentes;


6.    Saúde;


7.    Evolução material e espiritual;


8.    Mérito para ajudar outras pessoas;


9.    Auxílio para levar contentamento ao Criador;


10.                      Auxílio para acalmar a severidade das forças cósmicas;


11.                      Ajuda-nos a proteger a Terra das calamidades naturais;


12.                      É a Oferenda de Sacrifício preferida do Criador;


13.                      Equivale ao Mérito da queima de Incenso no I Templo;


14.                      Desenvolve os dons de profecia e de cura;


15.                      Transforma acusadores em defensores;


16.                      Acelera a Era de Mashiach;


17.                      Adoça os Dinim;


18.                      Protege-nos da escravidão que os outros tentam nos impor;


19.                      Protege-nos dos pensamentos invasivos;


20.                      Protege-nos do Anjo da Morte;


21.                      Atrai energia positiva aos negócios, aos relacionamentos e a todas as nossas ações em Malchut;


22.                        É mais potente que os demais exercícios cabalísticos passivos;


23.                      Restaura os Partzufim danificados pelas nossas transgressões;


24.                      Protege-nos de enfermidades, epidemias e pandemias;


25.                      Protege-nos do exílio físico e espiritual;


26.                      Protege-nos dos Dinim familiares;


27.                      Protege-nos dos fracassos;


28.                      Atrai a simpatia e o carinho de outras pessoas;


29.                      Conduz-nos à Teshuvá;


30.                      Permite que se tenha descendência, mesmo em idade avançada ou na velhice;


31.                      Diminui o sofrimento da alma na hora da “batida do tapete”;


32.                      Equivale (mas não suspende) ao cumprimento das 613 Mitzvot;


33.                      É o melhor remédio contra a esterilidade, material e espiritual.

segunda-feira, 2 de abril de 2018

Shamati (3)


3. A questão do recebimento espiritual



Logramos discernir muitos graus e aspectos diferentes nos Mundos Superiores. Devemos compreender que tudo o que se refere a graus e discernimentos trata apenas dos attainments das almas com respeito àquilo que elas recebem desses Mundos. Isto segue a regra de Aquilo que nós não alcançamos, não conhecemos por nome algum. Isto se deve a que a palavra nome indica um attainment, como ocorre com a pessoa que nomeia algum objeto depois de haver discernido sobre ele, de acordo com seu próprio entendimento. Enfim, a realidade em geral divide-se em três discernimentos sobre a questão do recebimento espiritual:



1. Atzmuto (Sua Essência)

2. Ein Sof (Infinito)

3. Neshamot (almas)



1. De forma alguma discutimos o Atzmuto. Isto porque a raiz e o berço das criaturas começam no Pensamento da Criação, onde elas estão incorporadas, tal como está escrito: “A culminação de um ato se encontra no seu pensamento inicial”.



2. Ein Sof está relacionado com o Pensamento da Criação, que é “Seu desejo de fazer o bem as Suas criaturas”. Isto é considerado Ein Sof, e esta é a conexão que existe entre Atzmuto e as almas. Percebemos essa conexão sob a forma de “o Seu desejo de deleitar as suas criaturas”. Ein Sof é o começo. Chama-se “uma Luz sem Kli”. Não obstante, aqui se encontra a raiz das criaturas, que é a conexão entre o Criador e as criaturas, e que chamamos de “Seu desejo de fazer o bem às Suas criaturas”. Este desejo começa no mundo de Ein Sof e estende-se até o mundo de Assiyá, o nosso mundo.



3. As Neshamot (almas), que são as receptoras do bem que Ele deseja brindar.



Ele recebe o nome Ein Sof, porque essa é a conexão entre Atzmuto e as almas, a qual percebemos como “Seu desejo de fazer o bem às Suas criaturas”. Não temos expressão alguma para isso, exceto para essa conexão do desejo de desfrutar, e este é o começo desse vínculo chamado “Luz sem Kli”. E assim começa a raiz das criaturas; ou seja, a conexão entre o Criador e as criaturas, e que chamamos de “Seu desejo de fazer o bem as Suas criaturas”. Este desejo nasce no mundo de Ein Sof e se estende até o mundo de Assiyá.

Todos os mundos em si são considerados Luz sem Kli. Nesse sentido, não há nome nenhum para eles. São discernidos como Atzmuto, e neles não há recebimento.



Não pensemos que ali é possível captar muitos aspectos. Isto se deve a que esses discernimentos se encontram em potência. No entanto, assim que as almas chegam, esses discernimentos se manifestam nas almas que recebem as Luzes Superiores, conforme o que elas tenham arranjado e corrigido. Assim, as almas poderão receber, cada uma conforme a sua própria capacidade e qualificação.



Então, esses discernimentos se revelam de fato. Contudo, enquanto as almas não alcancem a Luz Superior os Mundos seguirão sendo considerados Atzmuto. Os Mundos são considerados Ein Sof, com respeito às almas que recebem dos Mundos. A razão disto é que tal conexão entre os Mundos e as almas, isto é, o que os Mundos dão às almas provém do Pensamento da Criação, que vem a ser a correlação entre as almas e Atzmuto. Esta conexão chama-se Ein Sof. Quando rezamos ao Criador, e lhe solicitamos que nos ajude, dando-nos o que desejamos, nos dirigimos ao nível de Ein Sof. Ali se encontra a raiz das criaturas, que busca distribuir-lhes prazer e deleite, o que chamamos de “Seu desejo de fazer o bem as Suas criaturas”.



            A oração é dirigida ao Criador que nos criou, e Seu Nome é “Seu desejo de fazer o bem as Suas criaturas”. Ele é chamado de Ein Sof porque se refere ao que antecede ao Tzimtzum (restrição). E ainda depois da restrição não ocorre nenhuma mudança Nele, posto que a Luz é imutável e Ele sempre conserva Seu Nome. A proliferação de Nomes se dá somente com respeito a quem recebe. Por isso, o primeiro Nome que se revelou, e que para as criaturas, representa a raiz, foi Ein Sof. E esse Nome permanece inalterado. Todas as restrições e mudanças sucedem unicamente com respeito a quem recebe, e Ele sempre resplandece no primeiro nome, que é Seu desejo infinito de fazer o bem as Suas criaturas.



Por tal motivo rezamos ao Criador, chamado Ein Sof, que ilumina sem restrição alguma e sem fim. E o que depois se converte no fim estriba nas correções para os receptores, com o propósito de que possam receber Sua Luz.



            A Luz Superior consiste em dois discernimentos: a pessoa que recebe e o recebido. Tudo o que dizemos a respeito da Luz Superior se refere somente à forma como a pessoa que recebe se impressiona com o que recebeu. Obviamente, nem a pessoa nem o recebido recebem por si só o nome de Ein Sof. Por outro lado, o recebido se denomina Atzmuto, e o sujeito da recepção se denomina “alma”, sendo esse um novo discernimento que é parte do todo. É novo no que diz respeito a que o desejo de receber está impresso ali. E, nesse sentido, a criação recebe o nome de “existência a partir da ausência”.

           

            Todos os Mundos em si são considerados uma unidade simples, e não há alteração na Santidade. Isto é o que significa “Eu, o Senhor, não mudo”. Não há Sefirot nem Bechinot (discernimentos) de nenhuma índole na Santidade. Nem mesmo os Nomes mais puros se referem à Luz em si, já que esta é um discernimento de Atzmuto, onde não há attainment. Por outro lado, todas as Sefirot e todos os discernimentos tratam somente daquilo que a pessoa percebe neles. Isto é assim porque o Criador quis que alcançássemos e que compreendêssemos a abundância como Seu desejo de fazer o bem às Suas criaturas.



            Para que pudéssemos alcançar aquilo que Ele havia desejado que alcançássemos e que compreendêssemos como é o Seu desejo de fazer o bem às Suas criaturasEle nos criou e nos conferiu os cinco sentidos, e esses sentidos obtém suas impressões da Luz Superior. Em conseqüência disso, recebemos muitos discernimentos, posto que o sentido geral chama-se “o desejo de receber”, e se divide em muitos aspectos, conforme a medida que os receptores sejam capazes de receber. Deste modo, encontramos muitas divisões e detalhes chamados ascensos e descensos, expansão, partida e etc. Devido a que o desejo de receber se denomina “criatura” e um “novo discernimento”, a palavra começa precisamente no lugar onde o desejo de receber começa a receber as impressões. A fala representa discernimentos, partes das impressões, pois aqui já existe uma correlação entre a Luz Superior e o desejo de receber. Isto se chama Luz e Kli. No entanto, não existe definição nem nome a respeito da Luz sem Kli, já que uma Luz que não seja alcançada por um receptor é considerada Atzmuto, sobre o qual é proibida qualquer declaração, posto que é inalcançável. Como poderíamos nomear e definir aquilo que não conseguimos alcançar?



Disto aprendemos que quando oramos para que o Criador nos envie salvação, cura e etc. há duas coisas que devemos distinguir:



1) O Criador;



2) Aquilo que provém Dele.



Sobre o primeiro discernimento, considerado Atzmuto, fica proibida toda e qualquer declaração, como acabamos de mencionar. No segundo discernimento, aquilo que provém Dele e que é considerado a Luz que se expande dentro de nossos vasos, isto é, dentro de nosso desejo de receber, é o que chamamos de Ein Sof. Representa a conexão do Criador com as criaturas, o que significa “Seu desejo de fazer o bem às Suas criaturas”. O desejo de receber é considerado como a Luz em expansão que finalmente alcança o desejo de receber. Quando o desejo de receber capta a Luz em expansão, esta adota o nome de Ein Sof. Chega aos receptores através de muitos véus, para que estes possam ser recebidos pelo inferior. Disso resulta que todos os discernimentos e todas as mudanças são levados a cabo especificamente no receptor, segundo o receptor se impressione com elas. Não obstante, devemos entender a matéria sobre a qual estamos falando. Quando falamos de discernimentos nos Mundos, referimo-nos a discernimentos potenciais. E quando o receptor alcança os ditos discernimentos, eles passam a ser discernimentos propriamente ditos.



O recebimento espiritual se dá quando o sujeito do recebimento e o alcançado se unem, já que sem um sujeito não pode existir forma para alcançá-lo, dado que não haveria quem obtivesse a forma do recebido. Por isso, este discernimento é considerado Atzmuto, a respeito do qual não é possível declaração alguma. Então, como podemos dizer que o alcançado tem sua própria forma? Só podemos falar se nossos sentidos se impressionam com a Luz em expansão, que é “Seu desejo de fazer o bem a Suas criaturas”, e que chega, de fato, às mãos dos receptores. De forma similar, quando examinamos uma mesa, nosso sentido do tato a percebe como algo duro. Também reconhecemos sua longitude e sua largura graças a nossos sentidos. Sem dúvida, isso implica que a mesa se manifeste dessa mesma forma a alguém que possua diferentes sentidos. Por exemplo: do ponto de vista de um anjo, se ele examinasse a mesa a veria de acordo com seus próprios sentidos. Portanto, não podemos determinar nenhuma forma a respeito do anjo, já que desconhecemos os sentidos que ele possui. Assim, dado que não podemos alcançar o Criador, é-nos impossível dizer que formas possuem os Mundos vistos de Sua perspectiva. Somente podemos alcançar os Mundos de acordo com os nossos próprios sentidos e sensações, já que esta foi Sua vontade para que a alcançássemos dessa maneira. Este é o sentido de “Não existe alteração alguma na Luz”. Por outro lado, todas as transformações ocorrem nos Kelim, isto é, nos nossos sentidos, de onde as medimos segundo a nossa própria imaginação. Nós medimos absolutamente tudo de acordo com nossa própria imaginação. Disto se conclui que se muitas pessoas examinassem um mesmo objeto ou entidade espiritual, cada um o compreenderia segundo a sua própria imaginação e sentidos, percebendo-o, cada um, de um modo diferente. Além disso, numa pessoa, a forma mudará conforme os seus próprios estados de ascensos e descensos, como já explicamos antes, ao dizer que a Luz é Luz Simples, e que todas as transformações e mudanças são levadas a cabo somente dentro de quem as recebe.



Oxalá a Luz nos seja concedida e que possamos seguir os caminhos do Criador, e servir-Lhe, já não com o propósito de receber uma recompensa em troca, mas com a finalidade de deleitá-Lo e assim elevar e resgatar a Divindade do pó.



Oxalá nos seja concedida essa adesão com o Criador e também a revelação de Sua Santidade às suas criaturas.



(Tradução de Charles Kiefer)


domingo, 1 de abril de 2018

Sefer Ha Zohar (2)




3



Aqueles que são sábios brilharão como as luzes do firmamento e aqueles que transformam muitos em justos brilharão como estrelas para todo o sempre (Daniel: 12:3). “E aqueles que são sábios” alude às almas dos justos; “as luzes do firmamento” aludem à iluminação das três Sefirot superiores, que são reveladas quando vestidas com o atributo de misericórdia. A atmosfera da luminescência que é o mais oculto de todas as coisas ocultas fundiu-se com esse ponto e brilhou dentro dele. Então esse começo – que é Arich Ampin – expandiu-se em cabeça e corpo e fez uma câmara para sua honra e glória. Lá, dentro da câmara, Arich Ampin plantou uma semente santa para trazer à tona as almas para o benefício do mundo. Esse é o segredo de “Assim a semente sagrada é o seu tronco imóvel” (Isaías: 6:13).





4



A luminosidade que foi tecida para sua honra é similar à semente púrpura da larva da seda. A larva encapsula a si mesma dentro da sua própria seda. E dessa semente prepara para si mesma uma câmara para sua própria glória e para o benefício de todos. Com esse princípio (Bereshit), o Um Oculto Desconhecido criou a câmara, e essa câmara é chamada pelo nome Elokim.


Shamati (137)

    137. Zelofeade estava coletando madeira (Ouvi em Tav - Shin - Zayin , 1946-1947)   Zelofeade estava coletando madeira. O Zohar i...