quinta-feira, 7 de março de 2019

Mocha de Ilaah (6)


Tabernáculo



Tudo, na Kabbalah, é mais simples do que parece...



Hashem quis habitar na realidade, e por isso estamos aqui, na dimensão do tempo, do espaço e do movimento, que é a dimensão de Malchut, ou Assyiá. Jocosamente, digo em sala de aula que “D´us quis tomar uma cerveja gelada e por isso nos criou”.



Para um religioso, o que digo é um anátema. Para um cabalista, é uma verdade profunda, de dimensões cósmicas.



Fomos acostumados, e manipulados, pelas autoridades religiosas, a pensar na queda de Adão e Eva (que maravilhosa alegoria de Chochmá e Biná) como uma tragédia. Mas foi, sob o ponto de vista da Kabbalah, uma brachá, uma benção, o começo da redenção da matéria. O Tikun ha Olam (a reparação do mundo) é trabalho nosso, que está se desenvolvendo em três fases históricas bem distintas: Tohu e Bohu (caos e confusão), Torah (instrução pela Luz) e Mashiach (a revelação do Criador às Suas criaturas neste mundo). Sem esse Tikun ha Olam, sem essa purificação do espaço material, o Criador, a Essência Transcendente, não teria como habitar na realidade. Ou, como dizemos na internalidade de nosso grupo de kabbalah, a Shekinat não teria um lugar digno para habitar, já que a Arca da Aliança está ocultada desde antes da destruição do primeiro Templo, destruição feita por Nabucodonossor, Imperador da Babilônia, e seu general Nevuzaradan, 410 anos depois de sua construção pelo Rei Salomão.



Tudo o que precisamos fazer como cabalistas é “ajeitar a casa”, é “limpar o ambiente”, é perfumar o Mishkan para que a profecia do Monte Sinai se torne realidade mais uma vez, quando Hashem ordenou a Moisés: “Prepara para Mim um Mishkan (Tabernáculo) e Eu habitarei no meio deles”. No meio deles, dos que lá se encontravam, dentro das almas. E ainda tem gente que pensa que D´us habita em sinagogas, igrejas, mesquitas e santuários de outras crenças.    

quarta-feira, 6 de março de 2019

Otiot (3)


O significado da Letra Beit



A letra beit, da palavra “casa”, refere-se à casa de D’us: “Minha casa será uma Casa de Oração para todos os povos”. O Midrash afirma que a motivação Divina para a criação foi que o Santo, Bendito seja, desejava uma morada nos mundos inferiores. A concretização deste desejo começou com a criação do homem, uma alma Divina investida em um corpo físico, e prosseguiu com a multiplicação do homem, para “conquistar” o mundo todo e torná-lo o reino de D’us.



A Torá precede a descrição detalhada do Tabernáculo e seus utensílios com a declaração de seu propósito fundamental: “E eles farão para Mim um Santuário e Eu habitarei dentro deles.” Não “dele”, explicam os Sábios, mas “deles” — em cada cabalista. “Habitar dentro deles” é, essencialmente, a revelação da Divindade sobre o povo de Israel — sempre presente, mas frequentemente “obscurecida”, como na época do exílio e da destruição do Templo. A santidade inata do povo de Israel, o “santuário de D’us”, quando revelada e conectada à da terra de Israel faz a Terra Santa se expandir e, eventualmente, abranger toda a terra (mundo inferior): “A terra de Israel se expandirá, no futuro, sobre todas os lugares da terra.”



Beit é numericamente igual à palavra ta’avá, que significa “desejo” ou “paixão” (412). De um modo geral, “ta’avá” denota uma característica humana negativa. Entretanto, em diversos lugares, “ta’avá” indica a paixão positiva do tzadik, o homem justo. Uma passagem em Provérbios afirma: “Ele cumprirá a paixão do tzadik”, e uma segunda diz: “As paixões dos tzadikim são somente boas.” A “ta’avá” de D’us, o “Tzadik do mundo” está totalmente acima da razão e da lógica. Neste nível, não se pergunta “por que”. Como expressou Rabi Shneur Zalman de Liadi: “Sobre a paixão, não pode haver pergunta”. Assim como D’us é a essência do bem, também Sua paixão é “somente bem”.



“Com quem o Santo, Bendito seja, Se aconselhou sobre criar ou não o mundo? Com as almas dos tzadikim”. As “almas dos tzadikim” referem-se a todas as almas judias e dos justos das nações, como é dito: “Todo Seu povo é de tzadikim.” A conotação de D’us como o “Tzadik do mundo” se refere à origem e união absoluta da alma do cabalista em Sua própria Essência. Quando a alma desce para se investir na consciência finita e na vivência de um corpo aparentemente mundano, sua tarefa é tornar-se o tzadik aqui embaixo, emulando verdadeiramente sua Fonte, o “Tzadik Acima”. Isto é alcançado através do refinamento e purificação da paixão, ta’avá, para que ela se torne “somente bem”.



O “Tzadik Acima” habita na Casa construída para Ele pelo tzadik aqui embaixo. Aqui, a paixão mais profunda do Criador se concretiza. O beit grande, a primeira letra da Torá e o começo da Criação, expressa este propósito fundamental, como é dito: “A última ação é a primeira a surgir no pensamento”. Na primeira palavra da Torá, Bereishit, as três letras “serviçais” — o prefixo beit e as duas letras sufixas, yud e tav — formam bayit, “casa” (equivalente à soletração total da letra beit). A raiz de “bereishit”, rosh, significa “cabeça”. Assim, a permutação mais “natural” de bereishit é lida como: rosh bayit, “a cabeça da casa”. Uma troca das letras de rosh forma osher, “alegria”. Quando o tzadik atrai D’us, a “Cabeça”, para dentro de Sua Casa, esta se torna uma casa de alegria verdadeira e eterna.



Trazer a “Cabeça” para habitar em Sua “Casa” aqui embaixo, em verdadeira alegria, é o segredo de brachá, “bênção”, que começa com a letra beit. Nossos Sábios ensinam que o “grande beit” inicia a Criação — e a Torá como um todo — com o poder da bênção. D’us abençoa Sua criação, a qual Ele criou com o atributo da bondade, o atributo de Avraham (Abraão). Avraham recebe subsequentemente o poder da bênção, o “grande beit” da Criação, como é dito: “E você será [aquele que concede] bênção.” Posteriormente, no momento de sua circuncisão, lhe foi concedido o “pequeno hei” da Criação, o poder de atrair para baixo e manifestar a bênção Divina da alegria no mais ínfimo detalhe da realidade.



A Bênção Sacerdotal é composta de três versículos. O número de palavras aumenta na ordem de 3, 5 e 7, sempre com a mesma diferença de dois, beit. O número de letras aumenta na ordem de 15, 20 e 25, sempre com a mesma diferença de cinco, hei. As palavras representam uma consciência total, ou ampla, enquanto as letras representam uma consciência particular, ou pequena. O poder de abençoar “totalmente” é o poder da letra beit, como é dito: “E repleto com a bênção de D’us.” O poder de atrair a bênção para o mais ínfimo detalhe da realidade pertence ao hei.



Este serviço de Avraham, e de todos os judeus e justos das nações depois dele, leva à concretização da intenção primordial da Criação, a compreensão do poder de bênção de Israel, de que o domínio do Rei (a “Cabeça da Casa”) se expande para abranger toda a realidade, e, portanto, conceder verdadeira alegria a todos.



FORMA

Três vavs conectados com uma abertura à esquerda, o “lado norte”.



Mundos

“O mal começa pelo norte”.

A habilidade do homem de escolher entre o bem e o mal.

Os três traços de caráter positivos da alma animal e a má inclinação. A abertura do lado norte simboliza o atributo da coragem.



Almas

A abertura do lado norte simboliza o “temor ao céu”.

“Tudo está nas mãos do céu, exceto o temor ao céu”.

Mashiach fechará o lado aberto — a integração do livre-arbítrio e a Onisciência.

Falar Torá — revelar a faísca interior de Mashiach.



Divindade

Lados Fechados — revelação Divina — “Você” — em mente, coração e ação.

Lado Aberto — ocultação Divina — “Ele” — no coração encoberto — a escuridão acima da luz.



NOME

Casa



Mundos

Uma casa física.

A “casa” metafísica da pessoa — seu relacionamento com a realidade.

Toda a Criação é uma “casa” em relação a D’us.

O prazer supraconsciente — “Um homem sem uma casa não é um homem”.



Almas

O aspecto feminino da alma representado pela casa.

“A casa de um homem é a sua esposa”.

A alma como uma casa para D’us — a filha do sacerdote.

O poder da gestação.



Divindade

O desejo de D’us de fazer uma morada para Si nos mundos inferiores.

A Casa da Imanência e a Casa da Transcendência.



NÚMERO

Dois



Mundos

O início da pluralidade revelada.

A natureza dualística da Criação.

Complexidade hierárquica.



Almas

A alma descrita como a “subordinada do Rei”.

Yossef: o efeito Prisma — a revelação da mente.

Mordechai: o efeito Temporal — a revelação do coração.



Divindade

O Próprio poder Divino de conter duas oposições.

Ocultação da essência Divina e revelação de Sua luz.

Ocultação e revelação da luz em estados de consciência baixos e elevados.

A Torá começa com um beit grande.

O Nome Havayeh e o Nome Elokim.

“Os dois companheiros que nunca se separam”.


quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

Shamati (8)



8. Qual é a diferença entre “Sombra de Kedushah” e “Sombra de Sitra Achra”?



Escutei em julho de 1944



(Tradução de Clarissa Porto Alegre Schmidt)



Está escrito (Cântico dos Cânticos, 2): “Até que sopre a brisa do dia e se dissipem as sombras”. Devemos compreender o que representam as sombras no trabalho e o que são “duas sombras”. O fato é que quando a pessoa não sente a Sua Providência e que Ele dirige o mundo sendo “Bom e Benfeitor”, isto é considerado como “uma sombra que oculta o sol”.



Em outras palavras, assim como uma sombra produzida sobre o corpo que oculta o sol não o altera de maneira alguma, pois o sol segue brilhando com plena intensidade, do mesmo modo, quem não sente a existência de Sua Providência não provoca nenhuma transformação Acima. E mais, não existe nenhuma alteração Acima tal como está escrito: “Eu, o Senhor, não mudo”.



Ao invés disto, todas as transformações têm lugar nos receptores.



Devemos observar dois discernimentos nesta sombra, neste ocultamento:



1) Quando a pessoa já tem a capacidade de superar os estados de escuridão e ocultação, e de justificar o Criador, e de rezar com o propósito de que seus olhos sejam abertos para que vejam que todos os estados de ocultação que ela sente vêm Dele; ou seja, que Ele é quem executa tudo isto sobre a pessoa para que ela possa encontrar sua oração e desejar aderir-se a Ele.



A razão para isto é que somente por meio do sofrimento que a pessoa recebe Dele, e com o desejo de liberar-se das dificuldades e fugir dos tormentos, ela faz tudo o que pode. Então, ao receber estes estados de ocultação e de aflição, com certeza encontrará a conhecida cura, que consiste em rezar tudo o que possa para que o Criador lhe ajude e lhe livre do estado em que se encontra. Neste estado a pessoa ainda crê em Sua Providência.



2) Quando a pessoa chega a um estado em que não pode mais aguentar e diz que todo o sofrimento e dor que sente se deve a que o Criador os enviou com o propósito de fazê-la subir de nível, então ela entra em um estado de heresia. Isto ocorre porque ela não pode crer em Sua Providência, e, portanto, é natural que não possa rezar.

Assim, há dois tipos de sombras; e este é o sentido da frase “e as sombras se dissipam”, que se refere a que as sombras fugirão do mundo.



Por isso é que é necessário discernir entre a sombra de Kedushá (Santidade) e a sombra de Sitra Achra. No Livro do Zohar está escrito que a sombra de Klipah (casca) se refere a “outro deus que é estéril e não dá fruto”. Em Kedushah (Santidade), porém, se denomina “sob a sua sombra me sentei com deleite, e o seu fruto foi doce ao meu paladar”. Em outras palavras, a pessoa diz que todos os estados de ocultação e de sofrimento que sente foram enviados pelo Criador para oportunizar o trabalho acima da razão.



Ter força para dizer isto, ou seja, sentir que tudo é provocado pelo Criador, é para o nosso próprio benefício. Dito de outro modo, através disto a pessoa pode chegar a trabalhar com o fim de doar, e não mais para si mesmo. Neste momento, ela chega a descobrir e a crer que o Criador desfruta especificamente deste trabalho, que é feito totalmente acima da razão.



Então, a pessoa não reza ao Criador para que as sombras se dissipem do mundo, mas diz: “Vejo que o Criador deseja que eu Lhe sirva deste modo, completamente acima da razão”. Assim, em tudo o que ela faz, declara: “É claro que o Criador desfruta deste trabalho; deste modo, por que eu deveria me importar se trabalho sob um estado de ocultação de Seu Rosto?”.



Como a pessoa deseja trabalhar com o fim de doar, ou seja, para transmitir deleite ao Criador, ela não se sente rebaixada pelo seu esforço de nenhum modo. Quer dizer, ela não se sente em estado de ocultação de Seu Rosto, ou que o seu trabalho não leva deleite ao Criador. Pelo contrário, ela está de acordo com a liderança do Criador, ou seja, ela aceitará de coração a maneira que o Criador deseje que ela sinta a Sua existência durante o trabalho. E isto é assim porque a pessoa não tem em conta o que lhe proporciona prazer, mas pensa naquilo que possa levar contentamento ao Criador. E deste modo a sombra lhe dá vida.



Isto se chama: “Sob sua sombra me deleitei”. Quer dizer que a pessoa deseja atingir um estado em que ela possa sobrepor-se acima da razão. Portanto, se ela não se esforça durante um estado de ocultação, quando ainda estão presentes as condições para rezar e pedir que o Criador Se aproxime de si, mas é negligente com essa situação, então lhe é enviado um segundo estado de ocultação em que nem sequer é possível rezar. E isto ocorre por ter incorrido no erro de não ter se esforçado ao máximo para rezar ao Criador. E a consequência disto leva a tal nível de abatimento.



No entanto, depois que a pessoa chega a este estado, obtém compaixão de Cima, de onde lhe é concedido um novo despertar. O mesmo ciclo se repete até que ela finalmente fortalece a sua oração; e assim o Criador a escuta, dela se aproxima, e a corrige. 




terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

Emanações de Chochmá (9)



A História da maçã

(Michael Laitman)

Vamos falar sobre a história bíblica da criação. O desejo de receber exis­tente na alma comum (nós) é denominado Eva. O desejo de dar, de outorgar, é chamado Adão. O egoísmo - o desejo de receber com a intenção de receber - é denominado a serpente, e nós o chamamos de ego. O ego quer assumir todos os nossos desejos e nos empurrar para o egoísmo. Isto é considerado como a serpente vindo até Eva - o desejo de receber -, dizendo: “Quer saber? Você pode usar o seu desejo de receber de uma boa maneira”. Então, Eva foi até o Adão - o desejo de dar - e disse: “Quer saber? Nós temos a oportunidade de subir até os mundos mais elevados. Além disso, é isso que o Criador quer, e é por isso que Ele nos fez recebedores”.

E ela comeu. O desejo de receber, unido à serpente (egoísmo), comeu a maçã. Como eles gostaram, pensaram: “Por que não arrastar o Adão (as forças de doação) nisso?”. E foi isso que fizeram. Como resultado, todo o corpo de Adam ha Rishon (a alma comum), todos os seus desejos, foram corrompidos pela intenção da serpente em receber, no que se tornou o pecado original.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

Hillulot (10)

Hilulá de Rabi Yom Tov Algazi



Nascido em: 1727
Falecido em: Jerusalém, 1802

Rabi Yom Tov Algazi foi aluno do famoso cabalista Rabi Shalom Sharabi - o RASHASH.

2 de Adar | 17/02/2018



Em 1776, Rabi Yom Tov Algazi foi indicado como juiz principal da Corte Judaica de Jerusalém.



Rabi Yom Tov Algazi foi um dos principais alunos do famoso cabalista Rabi Shalom Sharabi - o Rashash.

Rabi Yom Tov Algazi foi membro do grupo de cabalistas Ahavat Shalom e assinou seus contratos de sociedade de 1754, 1758 e 1759. Foi membro da bet ha-midrash Neveh Shalom, de Bet El. Rabi Shalom Sharabi sucedeu o pai de Algazi como líder da yeshivah dos cabalistas, mas era Yom Tov Algazi quem a administrava. Após a morte do Rabi Sharabi, em 1782, Yom foi eleito rabi e dayyan e, em 1777, tornou-se rishon le-Zion. O período em que atuou foi uma época difícil para os judeus de Jerusalém, pois eram atormentados pelas autoridades. A liderança de Algazi, sua influência e fama na Diáspora, foram um alento à comunidade. Em 1764, ele acompanhou o Rabi Abraham ben Asher e Ḥ.J.D. Azulai em uma missão em nome de Pekidei Eretẓ Israel be-Kushta (Representantes da Terra de Israel em Constantinopla). De 1770 a 1775, ele foi enviado em outras missões de Jerusalém: para Constantinopla, Adrianópolis e Belgrado. Viajou para a Itália, França, Holanda, Alemanha e Polônia, retornando à Jerusalém, em 1777, pela Itália e Esmirna. Indicou o seu filho, Jacob, como parnas da comunidade de Hebron (1787). A medida em que os débitos da comunidade de Hebron aumentavam, Algazi e seu filho aguentavam um período extremamente difícil (1793-95). Tanto pai quanto filho estavam correndo risco de serem presos. Os credores tornavam-se violentos e Jacob Algazi foi seriamente ferido. No mês de Elul de 1795, Algazi foi à Constantinopla e em três meses juntou uma grande soma de dinheiro em prol de Hebron e também arrecadou uma grande soma em Esmirna e Salônica. Entretanto, em 1796, antes de retornar à Jerusalém, seu filho faleceu por conta dos golpes que havia levado.

Suas obras distinguem-se pela sagacidade e profundidade. São elas: Hilkhot Yom Tov, impressa juntamente com o Talmud de Vilna, e trata do Hilkhot Bekhorot ve-Ḥallah, de Nahmanides, cujo manuscrito encontrou na Itália, em 1795; a responsa Simḥat Yom Tov, de 1794; Kedushat Yom Tov, de 1843, responsa e sermões; Get Mekushar, de 1767, estudos sobre o contrato de casamento, publicados em Ne'ot Ya'akov, p. 24–79.

Rabi Algazi escreveu poucos livros sobre a Lei Judaica. Foi enterrado em Har HaZeitim (Monte das Oliveiras), próximo ao túmulo do Rashash.

Que o mérito do tzadik Rabi Yom Tov Algazi proteja a todos nós. Amém.






quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

Glossário de Termos Cabalísticos (7)


Guf



O Partzuf se compõe de Rosh e Guf (Cabeça e Corpo).  



No Guf os Kelim de Kabbalah (Vasos de Recepção) em cada degrau recebem as Luzes, pela força da Ohr Hozer (Luz Refletida), da Masach (tela) para baixo.

terça-feira, 18 de dezembro de 2018

Hillulot (9)


Profeta Zacarias


Profeta do Período do Segundo Templo.


10 de Tevet



Falecido em Eretz Yisrael



Profeta, neto do Profeta Ido. Possui seu próprio livro no Tanach (Trei Asar - Doze Profetas).


De acordo com o Ari, Rabi Yitzchak Luria, no Shaar Há Gilgulim (Hakdama 33), Zacarias possuía as almas de Aaron HaKohen e de seus filhos Nadav e Avihu. Ele era um cohen, mas não é conhecido como tal, pois seu principal tikkun (correção da alma) nessa vida tinha mais relação com Nadav e Avihu do que com Aaron HaKohen, conforme o Ari.


Chaggai, Zacarias e Malaquias profetizaram durante o segundo ano do [reinado de] Dario. (Tratado de Megillah, 15a)


Zacarias profetizou durante o Período do Segundo Templo. (Tratado de Sanhedrin 99a)


Zacarias é também chamado de Meshulam, no livro de Neemias 8:4, pois ele era perfeito (shalem) em suas ações (Tratado de Megillah, 23a).

“Eu, Daniel, sozinho, tive a visão, mas o povo que estava comigo não viu” (Daniel 10:7). Isso [refere-se a] Chaggai, Zacarias e Malaquias. Eles eram superiores a Daniel por serem profetas [enviados por Deus para dizer profecias à Israel], enquanto que Daniel, não [tinha o dom da profecia]; mas ele foi superior a eles no que viu, enquanto que eles não viram. (Tratado do Sanhedrin, 93b, veja Maharsha)


Chaggai, Zacarias e Malaquias receberam a tradição da Torá dos profetas [anteriores a eles]. (Avot d’Rabi Natan I)


A tradução dos profetas para o aramaico foi feita por Yonatan ben Uziel, que tinha escutado de [seus professores] Chaggai, Zacarias e Malaquias. (ibid. Maharsha, Tratado de Megilla 3a)


Essas Mishnás [que não se encontram na Mishná atual] foram escritas por cinco grandes homens justos: Shimur, o Levita; Chezekiah; Tzedkiah; o Profeta Chaggai; e o Profeta Zacarias, filho de Ido. [Além disso,] foram eles que construíram os vasos para o Templo e para os tesouros de Jerusalém. (Ben Ish Chai, do Rav Pe’alim, p. 16)


Jeremias foi o último de todos os Profetas. Mas os profetas Chaggai, Zacarias e Malaquias não profetizaram depois dele? [Sim, mas] eles haviam recebido suas profecias muito antes. (Midrash Aggadah, Bamidbar 30:15)

Com a morte dos últimos profetas - Chaggai, Zacarias e Malaquias - a Inspiração Divina retirou-se de Israel (Tratado de Yoma, 9b)


Que o mérito do tzadik Zacarias HaNavie proteja a todos nós, Amém.

Shamati (137)

    137. Zelofeade estava coletando madeira (Ouvi em Tav - Shin - Zayin , 1946-1947)   Zelofeade estava coletando madeira. O Zohar i...