terça-feira, 31 de julho de 2018

Emanações de Chochmá (7)




Como a pessoa sente o primeiro nível espiritual?

(Michael Laitman)



Pergunta: Como se sente o primeiro nível espiritual?

Resposta: Sentir o primeiro nível espiritual acontece quando, por meio de seus esforços, a pessoa constantemente desperta a influência da Luz Superior que existe na conexão entre cabalistas. Se ela anseia pela união, ela começa a descobrir que esse estado já existe, mas na medida em que anseia por isso, ela atrai a influência desse estado geral sobre si mesma. Como um condutor que se move num campo magnético gera uma corrente elétrica, por meio de nosso desejo para com o próximo estado, nós também evocamos o aparecimento de uma característica única dentro de nós chamada Luz. Então, nós começamos a sentir o próximo nível espiritual.

A espiritualidade se encontra fora do corpo humano físico. Esse corpo forma o nosso ego dentro de nós.

Tão logo ansiamos escapar dele, nós começamos a atrair um poder único, a Luz Superior, a Luz da correção, Ohr Makif (Luz Circundante). E ela nos influencia na medida em que ansiamos pelo estado espiritual. Ela corrige, muda e nos transforma em seres espirituais, o que significa que nos dá a sensação do espaço exterior do corpo. É assim que ela age.

Pergunta: Quais são os sinais de se sentir os níveis espirituais?

Resposta: Em cada nível espiritual, nós sentimos um mundo completamente novo, mas esse não é o mundo que está agora dentro de nós, a nossa frente. Ele é revelado cada vez como um novo universo, um novo sentimento sobre nós mesmos e sobre aqueles que nos rodeiam. Há um novo sentimento sobre o Criador no qual nos encontramos como passas na massa.

Pergunta: O que leva as pessoas a um grupo que estuda Cabalá?

Resposta: Não há nada de acidental no mundo. Uma pessoa chega a um grupo ou encontra a sabedoria da Cabalá porque tem potencial espiritual. Quando esse potencial atinge um contato mínimo com o campo espiritual geral, ele começa a atrai-lo para dentro de si mesmo e a dirigi-lo para mais perto do centro. No caminho, ela encontra cargas idênticas que são como ela, mas as vê na forma particular de pessoas com as quais pode falar sobre o mesmo assunto e descobrir o mundo superior juntamente com elas.

sexta-feira, 27 de julho de 2018

Sodot Ha Beit (2)




Em Êxodo 14:15, Moisés ouve uma pergunta duríssima, uma pergunta que ressoa através dos milênios, mas que a humanidade se recusa a ouvir:



“Por que clamas por Mim?”



E Eyeh Asher Eyeh nem espera a lamúria, ou a auto-justificação de Moisés, e se antecipa, já com a solução, a resolução para todos os problemas humanos:



“Fala aos Filhos de Israel que marchem!”



Uma inteira pedagogia, uma inteira filosofia e uma inteira pragmática estão contidas nesse monólogo assombroso, mas iluminador...



D´us não espera que rezemos, que choremos, que nos lamentemos, que clamemos, que batamos no peito, que nos auto-acusemos, mas que marchemos em direção aos mares de dificuldades que nos impedem de alcançar a Terra Prometida.



Antes de um milagre, precisamos de uma ação. Não uma ação de um deus ex-machina, mas de uma ação de nossas próprias pernas!



Sem marchar, sem fazer, sem dar o primeiro passo, o milagre não é possível. Porque não há milagre. Porque D´us não faz milagres, mas nós fazemos. Todos os milagres possíveis Ele os confiou ao homem, quando anunciou: “Façamos Adam (esse ser andrógino, composto de Ish e Isha) a nossa imagem e semelhança”.



O que era necessário, para que a relação de causa e efeito tivesse início, D´us fez: criou o desejo de receber, que não existia Nele.



Ele, o desejo de doar, e nós outros, o desejo de receber, produzimos a dialética, que põe tudo em funcionamento. Mais nada precisa ser criado (ex-nihilo), pois, a partir do Beit (de Bereshit), todas as relações de causa e efeito podem ser geradas. Por isso, Elohim pode descansar e deixar que nós mesmos tratemos de fazer os milagres.  

quinta-feira, 26 de julho de 2018

Contos de Chanun Katan (6)



A parábola da lesma



Para explicar aos seus alunos a Hashgadat Pratit, a Providência Particular que recebem os tzadikim que amam e respeitam a todos os seres da Criação, Chanun Katan disse:



“Do ponto de vista da lesma, o ser humano é um deus. Um dia, do nada, e sem que a lesma nada lhe tivesse feito, o homem salpica sal sobre ela, que se dissolve em abrasiva agonia.



Do ponto de vista de D´us, o homem não é uma lesma, pois lhe pergunta, colocando em ação o Livre Arbítrio: “Queres que Eu te trate como trataste a lesma?”


quarta-feira, 25 de julho de 2018

Hillulot (6)


 Rabi Natan Neta Shapira


Cabalista e Líder Rabínico da Cracóvia.


13 de Av



Nasceu na Polônia, em 1585

Faleceu em Cracóvia, Polônia, em 1633



Rabi Natan Neta é mais conhecido como "Megale Amukot", revelador das profundezas, título da sua obra principal. No Megale Amukot, ele faz 252 comentários sobre a súplica de Moisés diante de D'us para que lhe permitisse entrar na terra de Israel.



Rabi Natan disseminou os ensinamentos cabalísticos do Ari na Polônia e milhares de pessoas o seguiam como professor.



Faleceu jovem, com 48 anos, e no epitáfio do seu túmulo se lê que "Eliyahu HaNavie lhe falou face a face".

O Rabi Chaim de Tzanz disse sobre o Rabi Natan Neta que seus poderes eram tão maravilhosos que quando alguém apenas dizia, na sua frente, o nome de uma pessoa doente, essa pessoa era imediatamente curada.



Nassi


A palavra hebraica nassi (líder) é um acrônimo da frase nitzotzo shel Yaakov Avinu, "uma faísca de Jacó, nosso pai". A alma de todo líder de Israel é uma ramificação da alma de Yaakov, pai do povo de Israel (Megaleh Amukot, sessão 84).



Rabi Natan Neta e o "Nistar" (tzadik que permanece anônimo)


Rabi Bunim percebeu que desde que o jovem Dov fora trabalhar consigo na sua loja suas vendas aumentaram. Ele atribuiu isso meramente à devoção e eficiência do rapaz. Tinha sido providencial contar com um auxílio extra, ainda que o jovem fosse um estrangeiro na Cracóvia, onde ninguém o conhecia. No início, quando Dov tinha se oferecido para o trabalho, ele havia pedido apenas uma coisa: que lhe fosse permitido ir à sinagoga de manhã e à tarde para rezar.



Certa manhã, a loja estava com um grande movimento. O Rabi Bunim ficou perdido sem o seu fiel ajudante, que ainda estava na sinagoga. "O que ele está fazendo lá há tanto tempo?", se perguntou. Meia hora depois e nada do jovem retornar. Então, o comerciante decidiu ir buscá-lo pessoalmente. "Se ele ainda estiver rezando, não direi nada", pensou. Quando o Rabi Bunim adentrou a sinagoga e viu o seu assistente olhando as pinturas do teto, explodiu em fúria. Voou até ele e lhe deu um tapa ressonante na bochecha. Foi um som tão alto que todos se viraram para eles. Rabi Bunim se envergonhou e rapidamente retornou aos seus clientes.



O Jovem Dov removeu cuidadosamente o seu tefilin, o guardou e deixou a sinagoga pela última vez. Foi direto ao rav da cidade, Rabi Natan Shapira, que era seu amigo próximo, para se despedir. "Por que você está me deixando?", chorou o Rabi Natan em genuína tristeza. Ao ver que suas súplicas não surtiam efeito no seu jovem amigo, ele disse: "Ao menos, vamos nos despedir com palavras de Torah, como bons amigos devem fazer. Tenho trabalhado no meu livro Megaleh Amukot, transcrevendo 252 explicações para o verso da Parashat Va'Etchanan 'Al tosef ledaber ailai badavar hazeh' ('Não me fale mais sobre essa questão'), que corresponde ao valor numérico equivalente a Rav lach. Podes me oferecer mais uma explicação para esse verso, no qual Deus rejeita as súplicas de Moshe Rabeinu para entrar em Eretz Yisrael?"



"Sim", respondeu Dov. "Há uma explicação oculta, ainda não revelada na sua obra. Há quatro animais divinos nos quais se apoia a merkava celestial. O trono de Deus também tem quatro pedestais. Moshe Rabeinu desejava entrar em Israel para que, com sua santidade, pudesse se tornar digno de ser o quarto suporte. Deus lhe disse que parasse de mencionar a sua entrada. Rav lach. Basta. A palavra badavar forma o acróstico Ben David beregel revi'it. Deus disse a Moisés que parasse de pedir, já que o quarto pedestal seria o Rei David" (os outros três são Abraão, Isaac e Jacó).



Com essas palavras, o rapaz se despediu do Rabi da Cracóvia, o Megale Amukot.



Enquanto isso, o Rabi Bunim percebeu que Dov nunca voltaria a trabalhar para ele. Ele se arrependeu da sua ação apressada e impetuosa. Dov havia sido um empregado dedicado e esforçado. Como ele poderia se desculpar pela vergonha que lhe causou em público? Rabi Bunim recorreu ao Megale Amukot com essa questão.



Rabi Natan Neta já sabia de tudo isso, e lhe disse: "Seu empregado nem sentiu o tapa que você lhe deu. Não significou nada para ele, fisicamente. Quem você realmente prejudicou foi a mim. Com sua ação, perdi um grande amigo, um companheiro, um igual. Ele já está muito longe daqui e eu nunca mais o verei. A única lembrança que tenho dele são as palavras de Torá, que ele me disse antes de partir. Só isso permanece comigo para aliviar a dor".

domingo, 22 de julho de 2018

Kisse Shel Eliahu (5)


Pela mira do fuzil


Em Netânya, enquanto ouvíamos os estouros de interceptação de mísseis lançados da Síria sobre Israel, ouvi, na presença de outras 42 pessoas (ah, os mistérios e segredos do 42...), alunos e alunas do Grupo Kadosh, na sala de reuniões do hotel, a mais linda, impactante e transformadora frase da minha vida.



Rabbi Joseph Saltoun, que foi soldado israelense na juventude, e que participou de duas guerras, disse:



“Eu tinha me acostumado a ver os palestinos pela mira do meu fuzil. Depois que me tornei cabalista, eu comecei a ver o fuzil pelo lado deles...”



Diz o Talmud que precisamos colocar os pés nos sapatos do outro, pois só então seremos capazes de sentir o outro. Sem essa alteridade, a compaixão não é possível.



Por que não fazemos nós mesmos essa ação?



Nesse momento em que todos os povos da Terra entrarão em grande turbulência, nesse momento em que a decisão do Knesset de Israel vai abalar as mentes e os corações, e vai colocar gasolina no incêndio de um novo antissemitismo, precisamos recordar que, em 1948, Israel não reclamou da criação do Estado da Palestina. Aceitou. Mas os ingleses vetaram a criação do outro estado, e permitiram somente a criação do Estado de Israel. Agora, Israel é um estado totalmente judaico, com o hebraico como língua oficial, com Jerusalém como sua capital indivisível.



Retornando à frase do Saulton. É preciso coragem para um judeu, e rabino, dizer o que ele disse diante de quase meia centena de pessoas naquela praia em Israel. Sim, nos falta coragem para vestirmos o sapato dos outros. Falta coragem aos rabinos, falta coragem aos mulás, falta coragem aos padres, falta coragem aos pastores, falta coragem aos pais de santo e aos líderes religiosos de todas as religiões e credos.



O Criador não distingue entre as suas criaturas. Não foi ele quem criou as religiões. No Monte Sinal, a humanidade recebeu um Livro de Instruções, para uso e benefício de todos os seres humanos. O Daat (conhecimento) ali exposto foi selado, porque a humanidade ainda não estava madura para a sua Revelação. Em 163 da Era Comum, Shimon Bar Yochai quebrou o selamento na obra Sefer Ha Zohar. E, desde então, cabalistas judeus, cristãos e muçulmanos estão ensinando aos outros seres humanos como conectar-se, como operar as energias espirituais para a produção de transformações positivas na realidade tangível. A Kabbalah não apenas nos aproxima das forças superiores, como produz uma abertura mental enriquecedora que nos traz sabedoria, altruísmo e paz interior.



Para criar uma nação, e mais tarde um estado, Moisés transformou a Chochmá Nistará (Sabedoria Secreta) em uma religião, chamada Judaísmo. Com o mesmo propósito, o Imperador Constantino criou o Cristianismo. Com objetivo idêntico, Maomé criou o Islamismo. Muito sangue já foi derramado por conta dessa busca de identidade cultural e desejo de pertencimento ideológico. É chegada a hora de o judaísmo, o cristianismo e o islamismo fazerem como faz o cabalista Joseph Saltoun: parar de ver o outro pela mira de um fuzil.


quinta-feira, 19 de julho de 2018

Shofar (5)



Há três anos, sob a batuta da Cristina Moreira, que organiza o evento, nosso Grupo Kadosh faz trinta dias de leitura do Zohar, no mês de Av, o mês mais aziago do ano, vinte e quatro horas de leitura por dia, e no dia 9 de Av fazemos um jejum de 24 horas. Como a cada 19 anos essa data coincide com Shabat, neste faremos o Jejum no dia 10 de Av. Do sábado à noite ao domingo à noite. Neste ano, quase 200 pessoas, de nosso grupo e do mundo inteiro, e também o rabino canadense Joseph Saulton, juntaram-se a nós.


Por que fazemos isso, em meu grupo, que se compõe de pessoas de todos os credos e etnias? Para adoçar os Dinim que pairam sobre os judeus e sobre todos nós, e para diminuir a onda de anti-semitismo que se levantará mais uma vez no horizonte da História.



Fiz uma pesquisa sobre o mês de Av e mostro aqui alguns dos motivos que me levam a trabalhar nessa causa espiritual:



1.    Em 9 de Av de 2448 (lembrar que no Calendário Cabalístico estamos no ano 5778) os espiões retornaram de Canãa e fizeram uma assustadora reportagem, o que causou, no nível pshat, os 40 anos de peregrinação no deserto (Números 13 e Mishnah Tanit 4:6). Caleb e Josué não desacreditaram Canãa;


2.    Em 9 de Av de 3340 os babilônios destruíram o I Templo e mataram 100.000 judeus e exilaram o restante da população para a Babilônia e a Pérsia;


3.    Em 9 de Av de 3830 os romanos, sob o comando de Tito, começam a destruição do II Templo, matando 2,5 milhões de judeus através da guerra, forme e doenças derivadas. Mais de 1 milhão de judeus são vendidos como escravos ou são exilados para todas as regiões do Império Romano;


4.    Em Av de 3892 (8 de julho) os romanos esmagam a revolta de Bar Kochba;


5.    Em Av de 3893 (28 de julho) Turnus Rufus arou o local em que se encontrava o II Templo e sobre esse campo arado os romanos erigiram a cidade a que chamaram Aelia Capitolina no lugar de Jerusalém. Erigiram ali um Templo a Júpiter sobre o Monte do Templo, local que hoje é o centro da disputa espiritual entre judeus e muçulmanos;


6.    Em Av de 4855 (20 de julho) o Papa Urbano II inicia a Primeira Cruzada, matando 10 mil judeus apenas no primeiro mês. As Cruzadas trarão morte e destruição à milhares de judeus, quando foram completamente aniquiladas comunidades judaicas na Renânia e na França;


7.    Em Av de 4950 (21 de julho) uma tempestade em York, na Inglaterra, matou 500 judeus;


8.    Em Av de 5050 (25 de julho) o Rei Eduardo I expulsou os judeus da Inglaterra, ao que se seguiram pogroms e confiscamento de livros e propriedade judaicas;


9.    Em Av de 5066 (29 de julho) a França expulsa os judeus de seu país;


10.          Em Av de 5252 (11 de agosto) Fernando e Isabel iniciam a Inquisição na Espanha e em Portugal, culminando com a expulsão dos judeus, em 31 de julho, da Península Ibérica. Muitas famílias são separadas, afogadas, e tem as suas propriedades confiscadas;


11.          Em Av de 5674 (1 de agosto) alemães declaram guerra contra a Rússia, iniciando a I Guerra Mundial, que é a causa da II Guerra Mundial e que produz, nesse período, mais de 400 pogroms na Hungria, Ucrânia, Polônia e Rússia;


12.          Em Av de 5701 (2 de agosto) o Partido Nazista aprova a Solução Final, através da qual o Comandante da SS, Heinrich Himmler, exterminará um terço da população judaica mundial;


13.          Em Av de 5702 (23 de julho) os nazistas começam a deportação de mais de 800.000 judeus do Gueto de Varsóvia para o Campo de Concentração de Treblinka;


14.          Em Av de 5750 (31 de julho) Saddam Hussein comandou o ataque ao Kuwait, o que levou à Primeira Guerra do Golfo Pérsico, e a quase 30 anos de guerra no Oriente Médio, e que está muito longe de terminar. Em 31 de julho o Cometa Shoemaker-Levy chocou-se contra o Planeta Júpiter, evento que foi visto por bilhões de pessoas na Terra;


15.          Em Av de 5754 (17 de julho) terroristas explodem um carro-bomba na AMNIA, em Buenos Aires, matando 86 pessoas e ferindo mais de 300. Dias atrás, o rabino Guershon, da SIBRA, recebeu uma Condecoração internacional pelo seu trabalho de jornalista naquele trágico evento;


16.          Em Av de 5778 (13 e 14 de julho) mais de 170 foguetes foram lançados sobre Israel, mas apenas 4 pessoas ficaram feridas, sem muita gravidade.

terça-feira, 17 de julho de 2018

Zihara Ilaa (1)


Por quê?



Seis letras. Um acento ortográfico. Um sinal de interrogação. Duas palavras, em português. Uma única palavra, em inglês. Uma breve frase: Por quê?



Essa expressão idiomática, se respondida, faz um ser humano evoluir espiritualmente. Também o faz materialmente, mas eu me interesso pelas raízes e não pelos ramos.



Por que sou como sou?



Por que sofro?



Por que estou nessa situação?



Por que não sou capaz de transformar a energia que recebo do Universo em saúde, prosperidade e paz?



Por que me aferro a uma noção doentia, egocêntrica e insensata de privacidade?



Por que não sou capaz de perceber que privacidade, como a própria palavra o denuncia, me priva do outro, da alteridade e do próprio Criador? Privacidade me priva do Arvut, que é a garantia mútua de que um ser humano vai ajudar a outro ser humano, vai amar ao outro ser humano como a si mesmo, seja ele judeu, palestino, alemão, italiano, croata, francês, indígena, aborígene...



Por que sou capaz de imaginar que um favor ou uma doação de dinheiro, de tempo, de presença, seja um abuso? Abuso de quê? Seria um abuso porque existe uma mitzvá que me ordena amar aos outros e compartilhar com os outros? Ah, então é o ego, que é o oposto da alma, que se sente abusado quando aceita a ajuda dos outros? O ego quer ficar sozinho, o ego quer se sentir deprimido, abandonado, injustiçado, o ego não quer receber, o ego não quer indagar sobre o porquê das coisas, dos entes e dos seres.  



O que o ego não sabe é que privacidade dá origem à privada, lugar de dejetos e de maus odores. A privada é um lugar no Universo onde se deve manter, sim, a privacidade. E, nesse caso, nem é preciso perguntar porquê!

Shamati (137)

    137. Zelofeade estava coletando madeira (Ouvi em Tav - Shin - Zayin , 1946-1947)   Zelofeade estava coletando madeira. O Zohar i...