Estamos em Netanya, uma cidade costeira, no Mediterrâneo. Os hotéis em Tel Aviv estavam lotados, por conta das comemorações dos 70 anos do Estado de Israel.
Hoje, às 6:30h da manhã, fizemos um Mikvê nas águas geladas do mar, sob a batuta do Saltoun.
Agora, os outros estão tomando o café da manhã, antes de partimos para o Museu da Diáspora, enquanto eu lhes dou notícias da viagem.
Como eu tinha profetizado em Porto Alegre ao Grupo Kadosh, a guerra começou exatamente no momento em que estamos aqui. Ontem, o Irã lançou mísseis sobre o norte de Israel, Safed e região. A Sagrada Safed de Isaac Lúria. Há dois anos, quando fiz o Mikvê do Ari, recebi a incumbência espiritual de fazer de Porto Alegre a "Safed do Brasil". Se Baruch Hashem permitir, na Casa do Mikvê destruiremos muitas klipot.
Poucos sabem, mas o Mikvê é o mais importante aspecto da espiritualidade. Mais importante que a igreja, a mesquita ou a sinagoga.
Apoiem a Maria Carolina aí em Porto Alegre, participando das reuniões que ela comandará. Pelo Mérito do Kadosh de Porto Alegre, e somente pelo Mérito de todo o grupo, de todos aqueles e aquelas que não estão conosco aqui em Israel, voltaremos para casa, sãos e salvos.
Adoshem Ylachem Lashem.
quarta-feira, 9 de maio de 2018
terça-feira, 8 de maio de 2018
Tiul (1)
Estamos, eu, Marta, Sofia, Rabino Saltoun, e mais de 30 companheiros de Chabrut, cujos nomes citarei em outro post, no Aeroporto Leonardo Da Vinci, em Roma, aguardando o voo para Tel Aviv.
Ontem, o Trump rompeu o acordo nuclear com o Irã. Vi, no voo da noite, o noticiário internacional.
O Grupo Kadosh, em Lag Baomer, fez jejum e exercícios cabalísticos para "adoçar os dinim" que pairam sobre o Oriente Médio. Aos membros do Kadosh que ficaram em Porto Alegre, peço que sigam em suas kavanot pela Paz Mundial.
Tiul, em hebraico, significa "Viagem". Nas próximas três semanas, vou postar informações sobre a viagem cabalística que estamos fazendo, nós, uma trintena de kadoshim, mais os alunos do Rabino Saltoun. Iremos aos mais importantes locais da Kabbalah em Israel, em meio aos mísseis, ódios, desavenças e desentendimentos que começaram com a expulsão de Hagar e Ishmael por Sara, esposa do patriarca Abraão, e que continuam até hoje. Segundo o Zohar esse ódio mútuo não pode ser erradicado, mas acreditamos, nós, os cabalistas, que o amor ao próximo pode adoçá-lo e convertê-lo em convivência respeitosa.
Antigos cabalistas, e gemátrias, e tábulas do Bible Code, anunciaram o ano de 5778 (ou 2018 no calendário gregoriano) como o Ano do Início da Paz Mundial. Em relação à tensão na península coreana a paz parece ter se iniciado. Que o mesmo aconteça com as Colinas de Golã e com todo o Oriente Médio.
Ontem, o Trump rompeu o acordo nuclear com o Irã. Vi, no voo da noite, o noticiário internacional.
O Grupo Kadosh, em Lag Baomer, fez jejum e exercícios cabalísticos para "adoçar os dinim" que pairam sobre o Oriente Médio. Aos membros do Kadosh que ficaram em Porto Alegre, peço que sigam em suas kavanot pela Paz Mundial.
Tiul, em hebraico, significa "Viagem". Nas próximas três semanas, vou postar informações sobre a viagem cabalística que estamos fazendo, nós, uma trintena de kadoshim, mais os alunos do Rabino Saltoun. Iremos aos mais importantes locais da Kabbalah em Israel, em meio aos mísseis, ódios, desavenças e desentendimentos que começaram com a expulsão de Hagar e Ishmael por Sara, esposa do patriarca Abraão, e que continuam até hoje. Segundo o Zohar esse ódio mútuo não pode ser erradicado, mas acreditamos, nós, os cabalistas, que o amor ao próximo pode adoçá-lo e convertê-lo em convivência respeitosa.
Antigos cabalistas, e gemátrias, e tábulas do Bible Code, anunciaram o ano de 5778 (ou 2018 no calendário gregoriano) como o Ano do Início da Paz Mundial. Em relação à tensão na península coreana a paz parece ter se iniciado. Que o mesmo aconteça com as Colinas de Golã e com todo o Oriente Médio.
domingo, 6 de maio de 2018
Glossário de Termos Cabalísticos (4)
Dvekut
A palavra Dvekut significa adesão,
fusão, e é composta de Dalet, Beit,
Kuf, Vav e Tav, que resulta na gemátria de 512.
Se a Kabbalah é a “sequência de raízes que descem pelo caminho das causas e efeitos, com regras
fixas e determinadas” com o objetivo da Revelação
do amor do Criador às Suas criaturas neste mundo, como afirmou Baal Ha
Sulam, a Dvekut é o caminho de volta
pela Escada Espiritual chamada Naranchay, que, como sabemos, têm 125
níveis ou degraus.
Em Deuteronômio 13:4
fomos chamados a aderir ao Tetragrama,
Havaiah. Ou que Nome se queira dar ao
Criador.
Com rigor e método, a Kabbalah ensina como se faz a Adesão, como recebemos o primeiro nível, chamado de Nefesh de Nefesh de Assyiá, e como podemos galgar os outros 124
níveis.
Essa Adesão requer
quatro etapas: Hishtavut, Hitbodedut, Ruach ha Kodesh e Hitnabut.
1)
Hishtavut, ou imparcialidade e serenidade da
alma. Nesse estágio, o cabalista se torna indiferente ao elogio ou à injúria.
Quando atinge esse estágio, o cabalista não julga ninguém, não reclama do calor
ou do frio, respeita as opiniões alheias, não projeta nos outros as suas
obsessões, nem introjeta em si as obsessões dos outros. Ou, como afirmo em sala
de aula, nesse estágio nos libertamos de
desejar o desejo dos outros. Nesse instante, o cabalista descobre o que é a
liberdade, ou o que é “sair do Mitzarim”,
o que é libertar-se do Faraó, que
estava dentro da gente, no coração, e não fora, num trono.
2)
Hitbodebut, ou solidão contemplativa. Enfim, depois de muito tempo e trabalho
espiritual, o cabalista consegue ficar “sozinho com Deus”, sozinho com sua
própria consciência e com seu próprio corpo. Nesse ensurdecedor silêncio e
absoluto recolhimento ao próprio ser, nasce no cabalista o desejo pelo jejum e
pelas abstinências em geral, e nasce nele também a necessidade de evitar
alimentos que contenham klipot. Nós
não cumprimos mitzvot, nós recebemos mitzvot.
Uma mitzva não é um “mandamento”, é
uma qualidade do Criador que recebemos.
3)
Ruach ha Kodesh, ou Espírito Sagrado. Chamamos, em
nosso Grupo Kadosh, a esse estágio de Brisa
Refrescante. Também chamamos de Menta,
Hortelã. Nesse nível, o cabalista
recebe dons espirituais, em
conformidade com a raiz e qualidade de sua própria alma. Nenhum desses Dons recebidos pode ser utilizado em
benefício próprio, mas somente com o objetivo de “levar contentamento ao
Criador”.
4)
Hitnabut, ou profecia. Nesse estágio, o
cabalista consegue receber Chochmá
vestida de Ohr Chassadim, Sabedoria
vestida na Luz da Compaixão. Agora, aderida ao Criador, a criatura pode,
efetivamente, trabalhar pelo Tikun ha Olam,
a correção do mundo. Nesse estágio, o cabalista compreende a misteriosa
afirmação da Torah, de que Elohim criou Adam (o gênero humano) à Sua Imagem (Tzelem) e Semelhança (Partzuf).
Eu poderia escrever alguns tomos sobre a Dvekut, mas pretendo que isso aqui seja apenas um Glossário básico,
para iniciantes na Kabbalah. Assim, para finalizar, traduzo o cabalista Itschak de Acre, que disse: “Quem
atinge o mistério da adesão a Deus atinge o mistério da serenidade, e quem
alcança o mistério da serenidade alcança o mistério da solidão, e quem alcança
o mistério da solidão, alcança o mistério do Espírito Santo, e, a partir dele,
alcança a profecia, e com ela profetizará sobre o futuro”.
sexta-feira, 4 de maio de 2018
Mocha de Ilaah (3)
Um estudante de kabbalah precisa fazer quatro escrutínios
básicos e precisa construir na internalidade de seu kli primário quatro discernimentos
1.
Egoísmo;
2.
Indiferença;
3.
Boa
intenção;
4.
Altruísmo.
1)
Quando
os meus pensamentos e as minhas emoções justificam os meus desejos sem que eu
leve em consideração o que eles podem causar, sou um egoísta;
2)
Quando
a minha passividade, apatia e pregruiça geram espaços vazios, e que são preenchidos por pensamentos, emoções e
atos inconscientes ou impensados, sou um indiferente;
3)
Quando
prevejo os efeitos das minhas ações, baseado em minhas experiências passadas,
sou alguém que tem boa intenção;
4)
Quando
compreendo e tento emular o Pensamento
da Criação, que só deseja fazer o bem às Suas criaturas, começo eu também a
me tornar um altruísta.
Sem esses quatro escrutínios e discernimentos não é possível
transformar meus Vasos de Recepção
em Vasos de Doação.
quinta-feira, 3 de maio de 2018
Sefer Ha Zohar (5)
10
Até agora, esse é o segredo de Hashem, nosso Elokim, Hashem
(Deuteronômio 6:4). Esses três graus correspondem ao supremo segredo contido no
verso “No princípio, Elokim criou…” E, assim, o termo “no princípio” é um
antigo segredo, nomeadamente, Chochmá,
que é chamada de Princípio. O termo “criou” alude a um segredo oculto, a partir
do qual tudo o mais se expande. O significado secreto de Elokim é o que
sustenta tudo o que existe abaixo. O termo “os céus” alude à união do masculino
e do feminino, e é proibido separá-los. Antes, pelo contrário, é preciso
unificá-los, pois eles são o segredo da voz e da entonação - Iud Hey Vav Hey -
Adonai, os quais ficam unidos como um.
11
A partícula et é
criada através da combinação das letras Aleph e Tav, que são a primeira e a
última letras do alfabeto. Assim, et inclui
todas as letras, do princípio ao fim. Posteriormente, a letra Hey foi
acrescentada ao et, para que todas as
letras fossem unidas com Hey. Isso formou a palavra Atah (Port. “Tu”,
Aleph-Tav-Hey). Dessa forma, o verso diz: “E tu, preserva-as a todas” (Nehemias 9:6). Et é o segredo de Adonai, e assim ele é chamado. Céu é Iud Hey Vav
Hey, que é superior ao nome Adonai, pois Zeir Anpin, chamado “os céus”, e
também chamado “voz”, é o segredo do nome de Iud Hey Vav Hey. E seu princípio
feminino, chamado ET, e “fala”, é o segredo do nome
Adonai.
12
A palavra ve’et alude
ao estabelecimento dos princípios masculinos e feminino. Ve’et é o segredo do Vav - Iud Hey Vav Hey - e ambos são um. A
terra é o nome Elohim, equivalente ao Supremo, que está apto a produzir frutas
e descendentes. Esse nome está incluído nos três lugares e definido de várias
formas. Até aqui, este é o segredo do mais secreto dos mistérios, que foi
entalhado, construído e estabelecido de uma forma oculta, de acordo com o
significado escondido de um único verso.
quarta-feira, 2 de maio de 2018
Hillulot (4)
Rabi Shimon Bar Yochai
Tanaíta, aluno do Rabi Akiva, autor do Zohar, o livro mais importante de Kabbalah.
18 de Iyar
(03 de maio de 2018)
"Que o mérito deste tzadik proteja a todos nós,
Amém"
Viveu em Eretz
Yisrael, no segundo século da Era Comum.
Rabi Shimon Bar Yochai,
o santo Tanaíta do período mishnaico e autor do Sagrado Zohar, foi aluno do Rabi Akiva. R' Akiva foi morto pelos romanos
por estudar Torá, e Rabi Shimon Bar Yochai, que atacou os romanos por sua
crueldade e maldade, também foi condenado à morte e, junto com seu filho, Rabi
Elazar, escondeu-se em uma caverna nas montanhas, perto de Peki'in, na Galileia, onde permaneceu por 13 anos. O Talmud (Shabat 33b) diz que um
milagre aconteceu e uma alfarrobeira e uma fonte surgiram ao lado da caverna, a
fim de lhes prover comida e água. Eles eram frequentemente visitados pelo profeta
Elias e por Moisés, que lhes ensinavam os segredos mais profundos da Torá. Durante esses 13 anos de
reclusão, R' Shimon escreveu o Sagrado Zohar,
que constitui a base da Kabbalah.
O Sefer Ha Zohar
(Livro do Esplendor) aborda os aspectos místicos da Torá e é a chave para compreender os princípios que governam toda a
criação - tanto os visíveis como os ocultos. Penetrar os mistérios acerca de
Deus, do Homem, de Israel, da Luz Divina e suas Emanações (Sefirot), e
tantos outros temas esotéricos, requer um grande esforço, mas a recompensa vem
em igual medida.
Esse grande corpus
de conhecimento místico foi outorgado oralmente por Deus no Monte Sinai, mas
com o passar da história de Israel, tais ensinamentos perderam-se para a maioria
das pessoas, até que R' Shimon, temendo uma perda definitiva dessa sabedoria, a
registrou no Zohar.
Depois de ter ficado
escondido por mais de 1000 anos, o Zohar
foi redescoberto pelo Rabi Moshe de Leon, na Espanha, no século XIII.
De acordo com o Ari,
R' Shimon obteve permissão para escrever o Zohar
porque, mais que qualquer um dos seus predecessores, ele tinha a habilidade de
encobrir, proteger e revelar os ensinamentos místicos, através de seu filho. O Zohar enriqueceu a vida espiritual dos
judeus imensuravelmente. Nas palavras do Rabi Moshe Chaim Luzato: "Depois
dos 13 anos que R' Shimon ficou na caverna, os Portões da Sabedoria lhe foram
abertos a fim de proporcionar Luz para todo Israel, até o fim dos tempos".
O aramaico obscuro do Zohar foi
clarificado e traduzido ao hebraico pelo Rabi Yehuda Ashlag (Baal Ha Sulam), há
cinquenta anos.
Além do Zohar, R' Shimon também tem um papel
fundamental no Talmud e no Midrash. Por ser tão justo, nenhum arco
íris sequer apareceu durante toda a sua vida (que é o sinal da promessa de que
Deus não destruiria o mundo mesmo se não houvesse justos).
Muitos seguidores fiéis
visitam seu túmulo em Meron no seu "dia de partida", que ocorre em Lag Ba'Omer, onde pratica-se arco e
flecha e acende-se fogueiras em memória da chama brilhante e sobrenatural que
iluminou sua casa pouco antes da sua morte. Outro aspecto da celebração é o
primeiro corte de cabelo feito em meninos de três anos de idade (Chalaka).
Que o mérito do Rabi
Shimon Bar Yochai proteja a todos nós, Amém.
terça-feira, 1 de maio de 2018
Sodot ha Beit (1)
Primeiro Segredo do Beit
Como eu afirmo em minhas aulas de kabbalah, tudo poderia ser
resumido ao estudo da palavra Bereshit.
Essa palavra que inicia a Torah (Bereshit
Bará Elohim et ha Shamaim veet ha Eretz, cito de memória), contém uns dos
mais importantes dos 1820 Segredos de Torah. Também, como afirmo
em aula, a Letra Beit contém
infinitos segredos. Publicarei aqui algumas das minhas observações sobre a
Letra Beit e quem sabe, também, sobre a palavra Bereshit.
O Beit, da palavra
Bereshit, significa dois começos: a
sensação do Recipiente de ser diferente da Luz e o conseqüente Tzimtzum (Restrição), produzido pelo Recipiente, e que afastou a Luz de dentro dele.
Sem esses dois começos
(Beit-Reshit), a Criação não teria
sido possível e tudo permaneceria prenchido pela Luz Simples e Infinita,
sem aspecto de Rosh (Cabeça, começo)
e Sium (fim).
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