sexta-feira, 5 de março de 2021

Kabbalah Sem Segredos (12)

 

 

Cartas e Kabbalah

 

Sem pretendermos ser especialistas nesse campo, sabemos que existem muitos tipos de cartas utilizadas para variados propósitos, como adivinhação do futuro e manejo dos desafios do dia a dia. Considerando que durante muito tempo se pensou que a Kabbalah tivesse poderes místicos e mágicos, e porque as pessoas sempre procuraram melhorar seus métodos para compreender o desconhecido, a associação entre cartas e Kabbalah foi algo natural.

 

Muitos seguidores do oculto creem que o sistema do Tarot tenha suas origens na Kabbalah, embora não existam evidências históricas que comprovem isso. No século XIX, o ocultista francês Eliphas Levi promoveu o vínculo entre o Tarot e a Kabbalah, enlace que se converteu no modelo principal para o desenvolvimento e a interpretação do Tarot.

 

De fato, as cartas mais influentes do século XX se basearam nos princípios cabalísticos. Um dos símbolos mais conhecidos da Kabbalah é a Árvore da Vida, um diagrama de 10 atributos, nove dos quais pertencem ao Criador e um à criatura (nós). A estrutura, o simbolismo e a interpretação das cartas do Tarot seguem a estrutura da Árvore da Vida.

 

A Árvore consiste em 10 esferas ou Sefirot conectadas por 22 linhas (chamadas Caminhos). O número de Sefirot (10) e o número de Caminhos (22) correspondem, respectivamente, ao Arcano Menor e ao Arcano Maior, os quais conformam a estrutura do Tarot. Aprenderás mais sobre a Árvore da Vida no capítulo 9.     

quinta-feira, 4 de março de 2021

Kabbalah Sem Segredos (11)

 

 

Associação de Ensinamentos

 

No espírito do “vale-tudo” do mundo atual, tudo está misturado com tudo: ciência e religião, rock´n-roll com Beethoven. Existe até mesmo sorvete de sushi (aposto que não sabias). De acordo com essa tendência, a Kabbalah tem sido associada com um número de doutrinas e ensinamentos que supera o número de ingredientes para pizzas que existem.

 

Mas há uma razão mais séria para o ressurgimento repentino dessa disciplina ancestral. A Kabbalah sempre teve a reputação de possuir uma compreensão das mais altas forças da natureza, dos mundos espirituais e da natureza de Deus. Como resultado disso, as pessoas sempre desejaram conectar termos cabalísticos com todo tipo de ensinamentos, como a yoga, os chakras, os amuletos de boa sorte, as meditações de todo tipo, as cartas de Tarot, as águas e as bebidas energéticas, os cristais, a astrologia, a numerologia, as previsões do futuro, a magia e os anjos guardiões.

 

O problema com essas supostas conexões é que se diminui a importância da Kabbalah e se debilita o seu poder para ajudar-nos a compreender melhor a nossa natureza humana e espiritual. E isto é, acima de tudo, o ponto central do atual interesse pelos ensinamentos da Kabbalah e a razão pela qual ela foi desenvolvida, em primeiro lugar.

 

Algumas dessas associações agregam sabor às nossas vidas; outras são bastante estranhas; e outras mais raiam o absurdo. Apresentamos aqui algumas dessas associações da Kabbalah com outros ensinamentos.


terça-feira, 2 de março de 2021

Kabbalah Sem Segredos (10)

 

A Kabbalah chega a Hollywood, e mais além

 

Assim como a Kabbalah esteve esperando que chegasse o momento nos qual as pessoas estivessem prontas para descobri-la, as pessoas, alguns influentes, a buscaram para descobrir o que ela tem a lhes oferecer. Eis aqui um breve panorama de quem e como se converteu uma disciplina espiritual secreta de antigamente no segredo espiritual das estrelas de hoje.

 

Tudo começou com a cantora Madona, que avivou o interesse pela Kabbalah nos Estados Unidos. Madona, uma moça católica que se transformou numa das maiores pop-star do mundo a partir dos anos 80, envolveu-se muito com a Kabbalah. O que no princípio parecia algo insignificante e uma moda passageira se transformou num elemento constante e Importante na vida da artista. Apesar de todas as mudanças em sua vida profissional e pessoal, sua dedicação constante aos estudos da Kabbalah fez com que muitas pessoas se perguntassem do que se tratava esse assunto e o que isso poderia oferecer a alguém que aparentava ter tudo. Sua vinculação com a Kabbalah fez com que outros astros (Demi Moore e seu esposo, Ashton Kutcher e Britney Spears, por algum tempo) também explorassem o que a Kabbalah podia lhes oferecer. A tendência se expandiu muito rapidamente nos círculos das celebridades. Muitas outras estrelas se congregaram em centros cabalísticos de Nova Iorque e de Los Angeles, enquanto mundo observava com surpresa.

 

Kab-Trívia: Madonna, Britney-Spears, Demi Moore, Liz Taylor, Mick Jagger, Jerry Hall, Courtney Love, Sandra Vernhard e Barbra Streisand são comente alguns dos artistas que se envolveram com a Kabbalah.

 

Pode haver controvérsias sobre uma ou outra das vertentes dos ensinamentos cabalísticos, mas, sem dúvida, a polêmica e o drama que as rodeiam fez com que todo o mundo conhecesse a palavra Kabbalah, que é muito diferente daquela vertente do único estudante de Kabbalah do século XVI, o rabino Isaac Lúria! De fato, se buscares na Internet lições de Kabbalah encontrarás centenas de milhares de resultados. Em sua maior parte, são lições disponíveis em formato de texto, áudio e vídeo. Entretanto, essas lições on line não são a única forma de se aprender Kabbalah na atualidade. São abundantes também as classes presenciais e os cursos em centros comunitários e em universidades, dirigidos por pessoas de qualquer religião, sexo e origem. No Hebrew Union College, uma cidadela do judaísmo reformista, Norman Cohen disse à revista Newsweek que “o que a Kabbalah pode nos ensinar (como estabelecer uma relação com Deus) tem que ser tratado com seriedade” (29 de agosto – 5 de setembro de 2005).

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2021

Kabbalah Sem Segredos (9)

 

Uma Sabedoria única para uma época única

 

Nesses nossos tempos, parece que nossas tendências destrutivas criaram grande infelicidade e deslocamentos de pessoas, além de sérias ameaças ao nosso meio ambiente. Não deveríamos nos surpreender, portanto, que as pessoas começassem a fazer perguntas sobre a vida, perguntas que a Sabedoria da Kabbalah pode ajudar a responder ou, ao menos, pode ajudar a explorar esse assunto com mais profundidade.

 

Mais pessoas começaram a dar-se conta de que mais saúde, mais sexo e mais poder não as fazem mais felizes. Muitas dessas pessoas chegaram ao ponto em que já não formulam perguntas sobre o “como”, mas se questionam o “por quê”. Qualquer doutrina que nos possa ajudar a responder a perguntas desse tipo tem boas chances de se tornar popular.

 

Dado que a Kabbalah é uma ciência que explora especificamente perguntas acerca do significado da vida, não é surpreendente que em tempos tão conturbados muita gente a considere atrativa. Isto, somado à publicidade gerada por seus célebres seguidores, colocou-a no centro da atenção dos buscadores de todas as partes do mundo. 

terça-feira, 23 de fevereiro de 2021

Kabbalah Sem Segredos (8)

 

 

O propósito da destruição

 

No ciclo perfeito da vida, cada parte tem sua função designada. Nenhuma parte da Criação é livre para fazer o que lhe apraz porque o bem-estar de cada uma delas depende do bem-estar das demais partes da Criação. Essa interdependência garante que nenhuma criatura supere em poder as demais, porque a destruição das outras criaturas significaria a destruição de si mesma.

 

Os seres humanos, abençoados com a auto-consciência, não são uma exceção a esta regra da natureza, porém, muitos deles, talvez a maioria, não apreciam essa idéia e de uma ou de outra forma atuam de modo prejudicial aos demais e, por tanto, também contra si mesmos.  Por que fazemos isso? Algumas pessoas dirão que isso faz parte do caminho que devemos trilhar com o propósito de aprender que isso não funciona e que não produz felicidade.

 

Acreditamos que, ao conseguirmos controle sobre os demais, sobre o nosso ambiente, podemos manipular e dar forma ao mundo ao nosso gosto, mas quando refletimos sobre os resultados, tudo o que percebemos é infelicidade naqueles que tratamos de manipular, e ao olharmos profundamente para dentro de nós mesmos, o que vemos é também infelicidade. Tu e eu não podemos prejudicar os outros sem que o dano regresse a nós mesmos, de uma forma ou de outra. Esta é uma das revelações da Kabbalah.

 

Um olhar para as notícias nos jornais mostra que as forças de destruição que existem não são somente as forças da natureza. Para muitas pessoas dos países desenvolvidos, o impulso de melhorar de vida se converteu numa caçada ao prazer, com grande enfoque em questões como: “De que maneira posso conseguir mais dinheiro e bens materiais?”; “Como posso conseguir sexo melhor e mais abundante?”; “Como posso conseguir mais poder?”. 

 

Assim, se damos um passo para trás, podemos ver que ao intentar manipular aos demais, ao destruir aquilo que acreditamos que é um obstáculo para a nossa felicidade e satisfação, fracassamos, e então nos sentimos impulsionados a responder a perguntas mais profundas sobre o significado de nossas vidas.

 

Mais ainda, como veremos na Quarta Parte, nada foi criado sem um motivo, nem mesmo a capacidade humana de destruição. Sua meta não é somente nos motivar a perguntarmos pelo significado de nossa vida, embora certamente esse seja o primeiro passo. Seu principal propósito é fazer com que nos demos conta de que a mera intenção de gratificação e a razão da nossa desgraça. A intenção adequada, aquela que em última instância nos proporciona prazer, é assombrosamente a intenção de fazer o bem aos demais, tanto às pessoas como ao próprio Criador.

 

Noutras palavras, nosso próprio egoísmo, para utilizar a linguagem da Kabbalah explicada neste livro, é nosso inimigo. Na Kabbalah, o egoísmo é conhecido como “Faraó”. Mas esse Faraó não é do tipo mau que conhecemos das histórias bíblicas com as quais crescemos. A Kabbalah explica que na realidade o “Faraó” é o “outro lado” do Criador, que procura nos mostrar o caminho para sairmos do egoísmo. Ali é onde reside a chave de nosso êxito como estudantes de Kabbalah. Quanto mais rapidamente aceitarmos o fato de que é o ego que precisamos corrigir, e absolutamente nada no mundo exterior, mais rapidamente progrediremos. No capítulo 3, abordaremos o tema da correção de nosso mundo interior em detalhes. Agora, segue na tua leitura.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2021

Kabbalah Sem Segredos (7)

 

 Por que a Kabbalah agora?

 

Para os cabalistas, a resposta a esta pergunta é simples. A Kabbalah tem um único propósito: oferecer uma perspectiva que ajude a responder à pergunta pelo propósito da vida.

 

Agora, mais do que nunca, as pessoas se perguntam pelo significado e propósito de suas vidas. Uma vez satisfeitas as necessidades materiais (e, em alguns casos, satisfeitas além da imaginação), as pessoas ainda assim sentem um vazio em suas vidas. A Kabbalah é uma disciplina que motiva reflexões e novas perspectivas de vida, o que proporciona satisfação espiritual. Esse é o segredo de sua popularidade.

 

De acordo com o rabino Yehuda Ashlag em seu Estudo das Dez Sefirot, um extenso comentário sobre os escritos do grande Ari, tu estás pronto para a Kabbalah se às vezes:

·       Perguntas sobre o sentido da vida;

·       Perguntas por que tu e todas as formas de vida existem;

·       Perguntas por que em certas ocasiões a vida é tão difícil;

·       Perguntas por que existem essas dificuldades na vida...

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2021

Kabbalah Sem Segredos (6)

 

Romper o muro de ferro

 

Não foi senão na última década do século XX que a Kabbalah começou realmente o seu avanço para o cenário central da consciência pública. A figura mais proeminente na disseminação a nível mundial é, sem dúvida, o rabino Yehuda Ashlag, que foi o primeiro cabalista que não só falou em favor da disseminação, como também a levá-la a cabo.

 

Ashlag publicou a revista Ha-Umá (A Nação) em 05 de junho de 1940. Também tentou convencer a David Ben Gurion e a outros líderes do assentamento judeu na Palestina, hoje Israel, a incorporar princípios cabalísticos no sistema educacional. Naquele momento, o rabino Ashlag também declarou que, no futuro, pessoas de todas as religiões estudariam a Kabbalah e manteriam as suas religiões de origem, sem conflito entre ambas.

 

Tais declarações, conjugadas com o ato de disseminar a Kabbalah, pareciam tão pouco ortodoxas e inaceitáveis naquele momento que A Nação fechou suas portas depois da primeira publicação por ordem do Mandato Britânico na Palestina. Como justificação, o Mandato Britânico declarou que se dizia que Ashlag promovia o comunismo. 

 

Atualmente, o “muro de ferro” de Ashlag foi derrubado. Embora o interesse das grandes celebridades tenha ajudado, as razões verdadeiras são mais profundas que isso, porque a Kabbalah parece tocar as almas das pessoas de todas as procedências, sem importar suas religiões.

 

Palavras do coração: “No princípio das minhas palavras, encontro a necessidade de quebrar o muro de ferro que nos separou da Sabedoria da Kabbalah desde a destruição do Templo até esta geração. Ela dorme nas nossas profundezas e sente um grande temor de ser esquecida”. (Introdução ao Estudo das Dez Sefirot, rabino Yehuda Ashlag).


Shamati (137)

    137. Zelofeade estava coletando madeira (Ouvi em Tav - Shin - Zayin , 1946-1947)   Zelofeade estava coletando madeira. O Zohar i...