domingo, 6 de junho de 2021

Kabbalah Sem Segredos (43)

 

Apenas pensa!

 

A Kabbalah é o estudo de como eu e tu sentimos o Criador. Recorda-te das nossas discussões neste capítulo sobre os sentidos e a percepção. Quando o sol começa a brilhar e tua pele se aquece, tu não sabes, em termos cognitivos, que estás quente. Tu sentes o calor do sol de uma forma que supera o pensamento e a razão. Os cabalistas aprenderam a unificar os reinos díspares do pensamento e dos sentidos, e, ao fazê-lo, conseguiram alcançar novos níveis de percepção. Eles compreenderam que os pensamentos criam a realidade, não as ações, e centram os seus esforços em evocar os pensamentos que criam a realidade positiva.

 

quinta-feira, 3 de junho de 2021

Kabbalah Sem Segredos (42)

  

Quatro fatores (elementos)

 

Tu e eu estamos sempre numa nova situação, num novo estado de ânimo ou num novo marco mental. Quem designa ou determina esse estado? Melhor ainda, quais são os elementos que o determinam? A Kabbalah nos diz que são quatro os fatores que determinam o estado de uma pessoa a cada momento:

 

1.    Origem. Esse é o ponto inicial da transformação, mas não é o mesmo que uma página em branco. Pensa nele como um muro que foi pintado e repintado muitas vezes. As camadas de pintura prévia estão ali, debaixo da superfície. Talvez não possam ser vistas ou distinguidas, mas formam parte da composição desse muro, sempre o ponto inicial para a seguinte camada de transformação, assim como a atual camada da pintura atual de um muro sempre é a camada inferior da camada seguinte.

2.    

Caminhos de desenvolvimento que correspondem à natureza humana e não mudam. Esse fator corresponde às partes imutáveis e permanentes da natureza de uma pessoa. Entre elas incluem-se aspectos como as características hereditárias (a cor da pele, a cor dos olhos e a predisposição às enfermidades cardíacas e outros tipos) e a natureza do indivíduo (como ter um bom temperamento ou ser uma pessoa irritadiça).


3.    Caminhos de desenvolvimento que se modificam sob a influência de fatores externos. Essa é a nossa atitude em relação ao ambiente externo. Digamos que recebas uma avaliação negativa de desempenho no teu trabalho por parte de um chefe. Talvez te sintas magoado e injustiçado. Talvez venhas a compreender que teu chefe tem, de coração, as melhores intenções a teu respeito e só fez isso para te mostrar o que precisas fazer para ter mais êxito. De qualquer forma, é inevitável que a tua atitude a respeito desse fato produzirá alguma mudança em ti.


4.    Caminhos de desenvolvimento dos fatores externos em si mesmos. O quarto fator é o próprio ambiente externo e sua contínua evolução. Seguindo o exemplo anterior, teu chefe será afetado pela tua atitude, à qual, por conseguinte, mudará a atitude dele em relação a ti. O resultado é que a tua atitude modifica o teu entorno.

 

No caminho: Por que a tua atitude, qualquer que seja ela, muda o teu entorno? A resposta é que tu não estás separado do teu entorno, tu fazes parte dele. Portanto, as tuas ações e as ações de todos os demais, modificam o entorno. Isso estabelecido, resta uma pergunta importante: “Como eu posso atuar com a finalidade de melhorar o ambiente que me rodeia?”

 

Como demonstram esses quatro fatores, a confluência entre a origem de uma pessoa, sua natureza interna e as forças exteriores imutáveis contribuem para nossa composição interna. Sem dúvida, desses quatro elementos, o único que podemos modificar é o último, o nosso entorno. Não obstante, dado que os elementos afetam uns aos outros, ao modificar o nosso entorno podemos dar forma a todos os demais elementos em nosso interior.

 

Esse mesmo princípio de “a mudança de um afeta a todos” aparece também na ciência. Talvez conheças o popular “efeito borboleta”, uma teoria que sugere que o bater de asas de uma borboleta no Brasil possa produzir um tornado no Texas. Em termos mais simples, os menores acontecimentos, aparentemente insignificantes, podem ter consequências catastróficas mais adiante. Assim, com o fim de controlar as nossas vidas e determinar o nosso futuro, apenas precisamos saber que elemento modificar e que botão apertar.  

 

Os cabalistas afirmam que a origem (o primeiro fator), as ações da origem (o segundo fator) e a evolução da sociedade (o quarto fator) não dependem de ti, absolutamente. O que sim, pode depender de ti, é o terceiro fator, ou seja, a tua atitude diante dos fatores externos. Se pensares a esse respeito em termos sociais mais amplos, poderás ver que a tua atitude e as tuas decisões podem afetar a sociedade como um todo (inclusive a ti mesmo). Tua escolhes a tua sociedade de acordo com as tuas metas.

 

Tu podes influenciar também com as tuas intenções, mas se as intenções da sociedade não concordam com as tuas, modifica, então, a tua sociedade. Afinal, conforme a Kabbalah, tu és o produto da tua sociedade, razão pela qual é tão importante que tu a escolhas com cuidado e que, com frequência, lhe dê forma e a melhore.

 

Por que o Criador desenhou a existência desse modo? Nos capítulos seguintes, veremos que, segundo os cabalistas, isto tem origem na Estrutura do Primeiro Homem (Adam HaRishon), a alma coletiva da qual todos fazemos parte.

 

O escritor John Woods capturou essa ideia sobre o pensamento e como este afeta a realidade: “O mundo é exatamente como pensamos que ele é, e esta é a razão”. Isso é verdadeiro porque nossos pensamentos afetam as nossas ações, as quais, por sua vez, afetam o mundo como nós o percebemos. Tudo isso deixa uma pergunta pendente: “De onde provem os nossos pensamentos?”

 

quarta-feira, 2 de junho de 2021

Kabbalah Sem Segredos (41)

 

O princípio do prazer e da dor

 

O único desejo do Criador é que tu e eu nos enchamos de prazer. O fato de reconhecer essa verdade é central para nosso caminho para a perfeição. A todo observador da cena humana fica claro que a maioria das pessoas, sejam estudantes de Kabbalah, ou hedonistas a moda antiga, desejam prazer, e, às vezes, percorrem grandes distâncias para consegui-lo. Se a intenção do Criador era que nós buscássemos e experimentássemos o prazer infinito, como entra a dor nessa equação?

 

Eu e tu não nos comprometemos com nenhuma ação a menos que acreditemos que, de alguma forma, isso nos proporcionará felicidade. Além disso, não fazemos movimentos laterais na nossa busca pelo prazer. Cada ação está comprometida com o cálculo de que nossa felicidade aumentará. Assim, tu e eu nos colocamos em situações dolorosas de maneira consciente com o fim de obter mais prazer.

 

Certas situações dolorosas nos fazem reavaliar o que cremos ser as causas de nossa felicidade e nos fazem reordená-las de acordo com a sua importância. Digamos que tenhas um relógio Rolex, cuja posse te proporciona muito prazer: o que ele representa, em termos das tuas conquistas sociais, o que ele diz acerca dos teus valores e de teu nível de vida, tua admiração pela sua beleza e precisão, e quem sabe quantas outras coisas mais. Certo dia, um assaltante coloca uma pistola na tua cabeça e exige que entregues o teu adorado relógio. Ou, caso contrário... A maioria das pessoas aceitaria esse ato doloroso (neste caso, entregar o precioso objeto) com a finalidade de evitar um ato ainda mais doloroso (levar um tiro ou morrer no assalto).

 

Pense nisso como uma espécie de escala de prazeres. Quais objetos, artigos ou experiências possuem um valor mais alto? Quais são os de menor importância? Estás disposto a agüentar uma dor momentânea em troca de um prazer maior?

 

As pessoas podem mudar a consciência do seu prazer futuro (todo mundo tem imaginação) e calcular que qualquer incômodo no presente vale por um prazer futuro. Noutras palavras, um sofrimento pode valer a pena se desejas obter prazer, inclusive se o prazer não é imediato e não pode estar ao alcance das tuas mãos por anos e anos.

 

O rabino Ashlag define isso como um estado no qual o prazer futuro “brilha” no presente, iluminando-o. Ele nos explica que, na realidade, não podemos sentir o futuro. Em vez disso, sentimos o prazer que virá, enquanto nos encontramos no estado presente. Dessa forma, o incômodo atual se faz tolerável, inclusive desejável, se focarmos a nossa mente na meta gratificante do futuro.

 

No caminho: A felicidade nem sempre significa um sucesso que coloca um grande sorriso em nosso rosto. Significa avançar até as metas que nos ajudam a viver o tipo de vida que acreditamos ser a que mais nos convém nesse preciso momento. Então, essa é a direção a que sempre as nossas ações nos conduzirão para sermos “felizes”.   

 

segunda-feira, 31 de maio de 2021

Kabbalah Sem Segredos (40)

 

Como escolhemos?

 

A Kabbalah ensina que, apesar de que o Criador deseja estabelecer uma relação com a Sua criação, escondeu-se para nos dar a impressão do livre arbítrio. Nestas condições, nos parece que somos capazes de atuar, pensar e eleger de modo independente a respeito da presença do Criador. Nossas decisões parecem ser tomadas a partir de nossa vontade e de nosso livre arbítrio. Não percebemos a mão invisível que guia as nossas ações e, pelo que podemos ver, nossas decisões são realmente livres.

 

Pensa no seguinte: o Criador tem toda a tua vida planejada, até o que comerás no almoço de hoje. Estás num restaurante e tens dificuldade em decidir entre peru e rosbife. Depois de uma breve luta interna, te decides pelo rosbife em pão de centeio, com uma maionese adicional, justamente como o Criador sabia que irias escolher. No momento da tua decisão, somente te resignaste à predeterminação, abaixaste as mãos e permitiste que o Criador escolhesse por ti? Não exatamente, mas Ele já tinha esse momento estipulado desde o princípio. E isso não fez menos delicioso o teu prato de rosbife. Ou fez?

 

Mas se o Criador já tem planejadas todas as nossas decisões e atos, é realmente livre o livre arbítrio? A resposta é que nossas decisões são livres quando as contemplamos da nossa perspectiva. Que o Criador saiba o que decidiremos parece-nos sem significado, sempre e quando nós mesmos não saibamos o que decidiremos.

 

sexta-feira, 28 de maio de 2021

Kabbalah Sem Segredos (39)

  

Livre Arbítrio

 

Durante muito tempo se disse que a gente só é feliz de verdade quando é realmente livre: livre de ataduras, livre de opressões e livre para tomar suas decisões. De igual forma, as pessoas de fé se perguntaram durante muito tempo como conciliar o conceito de livre arbítrio com a existência de um poder superior e, no caso dos cabalistas, do Criador. O desejo simples do Criador é que tu e eu estejamos satisfeitos e nos sintamos alegres. Esse estado somente pode ocorrer quando alcançamos o Seu estado, o Seu grau de consciência. E isso só acontece quando o desejo de receber prazer é igual ao desejo do Criador de dar prazer. Se isso te parece redundante, circular, o é. Trata-se da reciprocidade que nos acerca ainda mais da perfeição e do desejo do Criador para conosco. Então, como reconciliamos essa ideia de livre arbítrio com o que o Criador deseja para nós?

 

Eis aqui a lógica cabalística, passo a passo:

 

1.    O Criador é absolutamente benevolente;

2.    * Como consequência disso, Ele deseja levar-nos ao estado de bem absoluto;

3.    * O estado de bem absoluto é Seu próprio estado;

4.    * Isto significa que temos que chegar a ser como Ele: benevolentes;

5.    

Portanto, devemos chegar a sentir que Seu estado, a benevolência, é o estado do bem absoluto. Noutras palavras, precisamos eleger isso com nosso próprio livre arbítrio;

6.    O livre arbítrio somente pode acontecer com a condição de que o Criador não aplique força alguma sobre nós, de forma que sejamos independentes Dele;

7.    Ele está oculto e nos deu a existência neste mundo;

8.    Sem senti-lo como temível ou bom, senão através de um estado completamente “neutro”, podemos decidir com liberdade que ser como Ele é o bem absoluto.

 

Numa certa ocasião, o rabino Yehuda Ashlag escreveu a seguinte alegoria numa carta a um aluno:

 

“Era uma vez um rei que queria saber quais dos seus súditos eram confiáveis. Anunciou que qualquer pessoa que quisesse vir trabalhar para ele seria recompensada com generosidade e com uma janta festiva, digna de reis. Não havia ninguém no portão de entrada, somente um letreiro indicava para onde se dirigir e o que fazer, mas nenhum guarda supervisionava os candidatos. Aqueles que se sentaram em lugares designados foram expostos, sem sabê-lo, a um pó mágico, e os que se sentaram em lugares não designados, não. Pela tarde, quando todo o mundo se sentou à mesa, aqueles que sentaram nos lugares designados, desfrutaram muito da janta. Para os outros, a comida foi a pior que já haviam degustado na vida. Somente os que escolherem livremente seguir a recomendação do rei foram premiados com o prazer que o próprio rei desfrutava.

 

quinta-feira, 27 de maio de 2021

Kabbalah Sem Segredos (38)

 

A (inexistente) realidade objetiva

 

Nossa compreensão do que sentimos baseia-se nos genes que herdamos, em nossas experiências, em nossa socialização e no que aprendemos ao longo da vida. Tudo é muito subjetivo. Sem importar o que captam os nossos sentidos, o que acabamos por compreender e nossa própria forma de atuar quanto a isso são coisas muito pessoais.

 

Por exemplo, se fôssemos surdos, ainda assim haveria sons ao nosso redor? Não existiria o som da música e o rugido dos aviões sobre nós? Os pássaros deixariam de cantar se não fôssemos capazes de ouvi-los? Sim, para nós, surdos, seria assim. Não há modo de explicar a um surdo como canta um Sabiá. Mais ainda, duas pessoas não experimentam as mesmas emoções quando ouvem um Sabiá. Tudo o que sentimos é completamente subjetivo. Essa é a razão pela qual os cabalistas apenas podem nos sugerir como é o mundo espiritual. O percurso através dele teremos que fazer por nossa própria conta.

 

Não parece óbvio que existam outras alternativas para a nossa versão da realidade? E essas alternativas podem nos ajudar a elaborar melhores juízos sobre o que percebemos. Além disso, nosso comportamento subsequente pode nos guiar a resultados mais positivos para nós mesmos e para o mundo. A Kabbalah reconhece isso e oferece uma alternativa.

 

Tudo o que eu e tu acreditamos que existe fora de nós mesmos, na realidade existe dentro da gente. Assim, quando falamos da realidade objetiva, nos referimos ao que vemos como objetivo através da lente de nossa própria percepção. Ou seja, sempre nos referimos a um ponto de vista que é, por natureza, subjetivo.

 

No caminho: Eis um aspecto da natureza humana: dada nossa percepção subjetiva, nunca podemos apreender ou explicar a natureza com objetividade, pois nós a captamos através de nossos cinco sentidos. Mais ainda, não somos capazes de explicar a natureza, mas somente a nossa própria compreensão da natureza. A apreensão e as explicações que oferecemos, no final das contas, são uma manifestação de nossos cérebros em funcionamento. Um dos nossos dons como seres humanos é a capacidade de conhecer isso acerca de nós mesmos e de aprender a manejar isso com inteligência.

 

terça-feira, 25 de maio de 2021

Kabbalah Sem Segredos (37)


Além de si mesmo

 

Tua percepção do Mundo Superior, o Mundo do Porvir, varia conforme teu estado espiritual presente. Para os cabalistas, o Mundo Superior é o grau seguinte que uma pessoa pode alcançar. No princípio, nossa percepção do Mundo Superior está latente. Dado que as nossas qualidades são opostas às qualidades do Criador, somente podemos perceber o mundo material no qual vivemos neste exato momento. Nesse estado, tudo o que acreditamos que seja o Mundo Espiritual é apenas fruto da nossa imaginação.

 

Não obstante, uma vez que adquirimos a primeira qualidade espiritual, o primeiro raio de altruísmo, também ganhamos a capacidade de ver o mundo espiritual tal como ele é. Os cabalistas chamam a esse evento de “cruzar a barreira”. Uma vez que cruzamos a barreira, já não necessitamos que um mestre nos guie, porque nesse estado já estamos sob a direção consciente do Criador.

 

Na maioria dos casos, os cabalistas continuam seus estudos com um mestre, mesmo depois de terem atravessado a barreira, mas a relação entre eles muda drasticamente. O mestre já não precisa guiar uma pessoa cega pela mão. Ao contrário, agora, ambos caminham juntos por uma rota encantada de descobrimentos.

 

Lá, além da barreira, o estudante aprende através da observação e utiliza as novas ferramentas de observação que agora refina e melhora. Esse modus operandi se conhece como “a alma da pessoa lhe ensinará”. Yehuda Ashlag a descreve numa carta a um aluno como o processo de ver um amigo aproximar-se à distância. Imaginas que vês uma pessoa muito longe de ti. Primeiro, nem estás seguro de que se trata mesmo de uma pessoa, é mais como um ponto escuro. Depois, aparecem as características básicas: a cabeça, o tronco, os braços, as pernas. Quando a pessoa se aproxima um pouco mais podes ver se é um homem ou uma mulher, e, depois de um pouco mais de tempo, poderás distinguir os traços do rosto da pessoa, e aí já poderás reconhecer o teu amigo.

 

Ao aprendermos a transcender o nosso egoísmo, é importante compreender como se mede a percepção. Cada sentido tem uma ferramenta de medição interna que opera de uma forma simples.

 

No caminho: Biná significa “compreensão”. Na Kabbalah, esse termo normalmente se refere à contemplação das relações de causa e efeito e da benevolência. Também é o exemplo da qualidade altruísta do Criador em nosso interior. Portanto, Biná é nosso mestre espiritual interior. Essa é a razão pela qual Biná também é conhecida como Ima (mãe). 

 

Pensa num tímpano. O mecanismo de audição reage a algo exterior e trabalha da mesma forma que a força exterior, mas em direção oposta, ao pressionar o retorno desde dentro. Assim, se mentem em equilíbrio e te permite medir, neste caso, o volume e tom do som. Aqui está a chave: para que ocorra esse tipo de percepção, deve haver alguma força unificadora entre quem percebe e o objeto de percepção. No caso do tímpano, o liame comum poderia ser a onda de som necessária para que nós escutemos.  

 

Mas qual é a força unificadora que pode vincular nossa percepção com o Criador? Será que precisamos de um “tímpano” para colocá-lo sobre nosso sexto sentido, e que tivesse a mesma qualidade que nos brinda o nosso Criador? Bem, esse “tímpano” existe e é a intenção, ou Kavaná, apresentada no capítulo 2. Qualquer coisa que faças com a intenção honesta de dar se considera “outorgar” em espiritualidade. O problema espiritual é detectar onde está a tua intenção de receber e convertê-la numa intenção de outorgar. Aqui é que o mestre, o grupo de amigos e os livros nos ajudam.

 

Através dos cinco sentidos percebemos o estímulo externo, não como ele é em realidade, mas como aprendemos a interpretá-lo. Assim, se adquirimos qualidades espirituais podemos começar a perceber novos mundos ao nosso redor e começaremos a obter uma imagem mais clara da verdadeira forma do Criador até que, no último nível de elevação, o percebemos em Sua totalidade.

 

No caminho: Durante o nosso Ascenso espiritual podemos chegar a reconhecer que o Criador nos deu a condição da escuridão para nos incentivar a desenvolver a necessidade de Sua ajuda e para nos acercarmos mais Dele. O princípio espiritual é simples: se consideramos o nosso estado de ser como obscuro e desagradável, e o estado de ser do Criador como luminoso e prazenteiro, então desejaremos estar Nele. Essa é a razão pela qual o processo que experimentamos além da barreira se chama “reconhecimento do mal”, quando definimos nosso estado de ser como mau (para nós mesmos). Se considerarmos nosso estado como mau por completo e Seu estado como desejável por completo, cruzaremos a barreira. Esta é a condição para se entrar no mundo espiritual do Criador.

Shamati (137)

    137. Zelofeade estava coletando madeira (Ouvi em Tav - Shin - Zayin , 1946-1947)   Zelofeade estava coletando madeira. O Zohar i...