quinta-feira, 17 de junho de 2021

Kabbalah Sem Segredos (47)

 

4

 

O desejo de espiritualidade

 

*O nosso desejo e o impulso por mais *O propósito do “mal” *O ponto no coração *A intenção como força propulsora

 

Tu poderias contar-me a história da humanidade como a história do desejo humano e de como ela evoluiu e se desenvolveu ao longo de milhares de anos. A busca de modos de se satisfazer a esses desejos emergentes determina os níveis de evolução de uma civilização e define também como esta mede o seu próprio progresso.

 

Este capítulo explora o desenvolvimento dos desejos humanos, desde as necessidades mais básicas até o nível mais alto: a necessidade de espiritualidade. Tu somente conseguirás começar um estudo sério da Kabbalah depois de chegaras ao nível mais alto. Essa é a porta de entrada à compreensão do Criador e o papel dos seres humanos neste mundo.

 

terça-feira, 15 de junho de 2021

Kabbalah Sem Segredos (46)

  

O mínimo que precisas saber

 

·       Nossos sentidos nos brindam uma imagem incompleta da realidade. O que percebemos como “nosso mundo” é um fragmento do que o Criador nos deu;

·       O Criador somente deseja doar-te, e, à medida que recebes, tu vais querer ser como o Criador e doar aos demais;

·       Existem quatro fatores que determinam o teu estado em

·       qualquer momento: origem, fatores derivados e determinados pela origem, a atitude com o teu ambiente externo e a evolução desse ambiente;

·       Se queres modificar teus pensamentos e desejos deves tomar o controle sobre o terceiro fator, que é o ambiente onde vives;

·       Ao modificar o teu ambiente, modificarás os teus pensamentos e teus pensamentos mudarão a sociedade.

quinta-feira, 10 de junho de 2021

Kabbalah Sem Segredos (45)

  

O mais forte de todos os poderes

 

Os cabalistas afirmam que “uma pessoa está onde está o seu pensamento”. Isto significa que se pensas num mundo minúsculo, permanecerás neste mundo. No entanto, se teus pensamentos aspiram ao Mundo Superior, eles te acercarão do Criador e te permitirão perceber níveis mais altos.

 

O pensamento mais amplo tem poderosas aplicações cotidianas. Se vês a tua vida e o teu entorno como produtos do Criador, começarás a perceber situações de aparência negativa como parte do Plano Dele para ti. Este modo de pensar não impede que os acontecimentos ocorram, mas te ensina a enfrentá-los de uma forma positiva e que te acerca da perfeição e que se alinha melhor com o Criador.

 

Já viste um imã empurrando outro imã? É surpreendente quando consideras que as ondas magnéticas não podem ser vistas e nem tocadas. O mesmo acontece com as ondas de rádio e os campos magnéticos, e inclusive com a gravidade. A única forma de saber que essas formas existem é através dos seus efeitos no mundo. Os pensamentos funcionam da mesma forma. Não podem ser vistos nem escutados, mas seus efeitos ressoam mais que nossas palavras e ações. De acordo com a Kabbalah, teus pensamentos são os poderes mais fortes de todos e teus pensamentos guiam as tuas palavras e as tuas ações.

 

Uma vez que tenhas reconhecido o poder dos teus pensamentos poderás começar a induzir uma mudança positiva no mundo, aprendendo de que maneira pensa o Criador e adotando esse modo de pensar como teu próprio. Poderás dizer que o método completo da Kabbalah está enfocado em ensinar como controlar os teus pensamentos e teus desejos mais íntimos, aqueles dos quais geralmente nem és consciente, mas que sentes e que conheces somente através de seus resultados.

 

Palavras do coração: “Devemos compreender Seu pensamento ao criar os mundos e a realidade diante de nós. Suas operações não foram realizadas por muitos pensamentos como fazemos nós, pois Ele é Um, Único, Unificado e Simples. Assim, Suas Luzes estendem-se Dele, Simples e Unificado. Portanto, deves compreender e perceber que todos os nomes e apelativos, e todos os mundos, o Superior e o Inferior, são uma Luz Simples, Única e Unificada. No Criador, a Luz que se estende, o pensamento, a operação e o Operador, e tudo o que o coração pode pensar e contemplar, são uma e a mesma coisa. Assim, podes julgar e perceber que essa realidade inteira, superior e inferior, em seu estado final de correção, foi emanada e criada por um pensamento único. Esse pensamento único realiza todas as operações, é a essência de todas as operações, o propósito e a essência do trabalho. É a perfeição em si mesma e a recompensa ansiada, como explicou Ramban: Uma, Única e Unificada”. (Do Estudo das Dez Sefirot, Yehuda Ashlag).

 

quarta-feira, 9 de junho de 2021

Kabbalah Sem Segredos (44)

  

O que dissemos sobre a realidade?

 

Recorda-te da seção neste capítulo a respeito da realidade e de como é limitada a percepção humana. As pessoas só conhecem a realidade que elas percebem através dos cinco sentidos, e o que experimentam é uma cópia interna do que está no exterior. O sexto sentido dos cabalistas te permite sentir uma realidade completamente nova, o que te leva a tomar decisões distintas em relação ao ambiente exterior, com a finalidade de abrir possibilidades diferentes na tua atitude em relação ao mundo do qual fazes parte.

 

A sabedoria da Kabbalah permite-nos modificar nossa atitude em relação ao exterior com maior rapidez. Permite-nos, por exemplo, reverter a força negativa que nos empurra, para conseguirmos um progresso rápido em direção à força positiva, que nos puxa para a frente. Ao fim e ao cabo, a Kabbalah nos recorda que o Criador é benevolente e quer nos dar prazer, e que esse é o Seu único pensamento. Na verdade, tudo o que temos que fazer é mudar a nossa percepção da realidade. Assim, o mundo se verá unificado e unido sob o único pensamento do Criador, que é fazer o Bem às Suas criaturas.

 

domingo, 6 de junho de 2021

Kabbalah Sem Segredos (43)

 

Apenas pensa!

 

A Kabbalah é o estudo de como eu e tu sentimos o Criador. Recorda-te das nossas discussões neste capítulo sobre os sentidos e a percepção. Quando o sol começa a brilhar e tua pele se aquece, tu não sabes, em termos cognitivos, que estás quente. Tu sentes o calor do sol de uma forma que supera o pensamento e a razão. Os cabalistas aprenderam a unificar os reinos díspares do pensamento e dos sentidos, e, ao fazê-lo, conseguiram alcançar novos níveis de percepção. Eles compreenderam que os pensamentos criam a realidade, não as ações, e centram os seus esforços em evocar os pensamentos que criam a realidade positiva.

 

quinta-feira, 3 de junho de 2021

Kabbalah Sem Segredos (42)

  

Quatro fatores (elementos)

 

Tu e eu estamos sempre numa nova situação, num novo estado de ânimo ou num novo marco mental. Quem designa ou determina esse estado? Melhor ainda, quais são os elementos que o determinam? A Kabbalah nos diz que são quatro os fatores que determinam o estado de uma pessoa a cada momento:

 

1.    Origem. Esse é o ponto inicial da transformação, mas não é o mesmo que uma página em branco. Pensa nele como um muro que foi pintado e repintado muitas vezes. As camadas de pintura prévia estão ali, debaixo da superfície. Talvez não possam ser vistas ou distinguidas, mas formam parte da composição desse muro, sempre o ponto inicial para a seguinte camada de transformação, assim como a atual camada da pintura atual de um muro sempre é a camada inferior da camada seguinte.

2.    

Caminhos de desenvolvimento que correspondem à natureza humana e não mudam. Esse fator corresponde às partes imutáveis e permanentes da natureza de uma pessoa. Entre elas incluem-se aspectos como as características hereditárias (a cor da pele, a cor dos olhos e a predisposição às enfermidades cardíacas e outros tipos) e a natureza do indivíduo (como ter um bom temperamento ou ser uma pessoa irritadiça).


3.    Caminhos de desenvolvimento que se modificam sob a influência de fatores externos. Essa é a nossa atitude em relação ao ambiente externo. Digamos que recebas uma avaliação negativa de desempenho no teu trabalho por parte de um chefe. Talvez te sintas magoado e injustiçado. Talvez venhas a compreender que teu chefe tem, de coração, as melhores intenções a teu respeito e só fez isso para te mostrar o que precisas fazer para ter mais êxito. De qualquer forma, é inevitável que a tua atitude a respeito desse fato produzirá alguma mudança em ti.


4.    Caminhos de desenvolvimento dos fatores externos em si mesmos. O quarto fator é o próprio ambiente externo e sua contínua evolução. Seguindo o exemplo anterior, teu chefe será afetado pela tua atitude, à qual, por conseguinte, mudará a atitude dele em relação a ti. O resultado é que a tua atitude modifica o teu entorno.

 

No caminho: Por que a tua atitude, qualquer que seja ela, muda o teu entorno? A resposta é que tu não estás separado do teu entorno, tu fazes parte dele. Portanto, as tuas ações e as ações de todos os demais, modificam o entorno. Isso estabelecido, resta uma pergunta importante: “Como eu posso atuar com a finalidade de melhorar o ambiente que me rodeia?”

 

Como demonstram esses quatro fatores, a confluência entre a origem de uma pessoa, sua natureza interna e as forças exteriores imutáveis contribuem para nossa composição interna. Sem dúvida, desses quatro elementos, o único que podemos modificar é o último, o nosso entorno. Não obstante, dado que os elementos afetam uns aos outros, ao modificar o nosso entorno podemos dar forma a todos os demais elementos em nosso interior.

 

Esse mesmo princípio de “a mudança de um afeta a todos” aparece também na ciência. Talvez conheças o popular “efeito borboleta”, uma teoria que sugere que o bater de asas de uma borboleta no Brasil possa produzir um tornado no Texas. Em termos mais simples, os menores acontecimentos, aparentemente insignificantes, podem ter consequências catastróficas mais adiante. Assim, com o fim de controlar as nossas vidas e determinar o nosso futuro, apenas precisamos saber que elemento modificar e que botão apertar.  

 

Os cabalistas afirmam que a origem (o primeiro fator), as ações da origem (o segundo fator) e a evolução da sociedade (o quarto fator) não dependem de ti, absolutamente. O que sim, pode depender de ti, é o terceiro fator, ou seja, a tua atitude diante dos fatores externos. Se pensares a esse respeito em termos sociais mais amplos, poderás ver que a tua atitude e as tuas decisões podem afetar a sociedade como um todo (inclusive a ti mesmo). Tua escolhes a tua sociedade de acordo com as tuas metas.

 

Tu podes influenciar também com as tuas intenções, mas se as intenções da sociedade não concordam com as tuas, modifica, então, a tua sociedade. Afinal, conforme a Kabbalah, tu és o produto da tua sociedade, razão pela qual é tão importante que tu a escolhas com cuidado e que, com frequência, lhe dê forma e a melhore.

 

Por que o Criador desenhou a existência desse modo? Nos capítulos seguintes, veremos que, segundo os cabalistas, isto tem origem na Estrutura do Primeiro Homem (Adam HaRishon), a alma coletiva da qual todos fazemos parte.

 

O escritor John Woods capturou essa ideia sobre o pensamento e como este afeta a realidade: “O mundo é exatamente como pensamos que ele é, e esta é a razão”. Isso é verdadeiro porque nossos pensamentos afetam as nossas ações, as quais, por sua vez, afetam o mundo como nós o percebemos. Tudo isso deixa uma pergunta pendente: “De onde provem os nossos pensamentos?”

 

quarta-feira, 2 de junho de 2021

Kabbalah Sem Segredos (41)

 

O princípio do prazer e da dor

 

O único desejo do Criador é que tu e eu nos enchamos de prazer. O fato de reconhecer essa verdade é central para nosso caminho para a perfeição. A todo observador da cena humana fica claro que a maioria das pessoas, sejam estudantes de Kabbalah, ou hedonistas a moda antiga, desejam prazer, e, às vezes, percorrem grandes distâncias para consegui-lo. Se a intenção do Criador era que nós buscássemos e experimentássemos o prazer infinito, como entra a dor nessa equação?

 

Eu e tu não nos comprometemos com nenhuma ação a menos que acreditemos que, de alguma forma, isso nos proporcionará felicidade. Além disso, não fazemos movimentos laterais na nossa busca pelo prazer. Cada ação está comprometida com o cálculo de que nossa felicidade aumentará. Assim, tu e eu nos colocamos em situações dolorosas de maneira consciente com o fim de obter mais prazer.

 

Certas situações dolorosas nos fazem reavaliar o que cremos ser as causas de nossa felicidade e nos fazem reordená-las de acordo com a sua importância. Digamos que tenhas um relógio Rolex, cuja posse te proporciona muito prazer: o que ele representa, em termos das tuas conquistas sociais, o que ele diz acerca dos teus valores e de teu nível de vida, tua admiração pela sua beleza e precisão, e quem sabe quantas outras coisas mais. Certo dia, um assaltante coloca uma pistola na tua cabeça e exige que entregues o teu adorado relógio. Ou, caso contrário... A maioria das pessoas aceitaria esse ato doloroso (neste caso, entregar o precioso objeto) com a finalidade de evitar um ato ainda mais doloroso (levar um tiro ou morrer no assalto).

 

Pense nisso como uma espécie de escala de prazeres. Quais objetos, artigos ou experiências possuem um valor mais alto? Quais são os de menor importância? Estás disposto a agüentar uma dor momentânea em troca de um prazer maior?

 

As pessoas podem mudar a consciência do seu prazer futuro (todo mundo tem imaginação) e calcular que qualquer incômodo no presente vale por um prazer futuro. Noutras palavras, um sofrimento pode valer a pena se desejas obter prazer, inclusive se o prazer não é imediato e não pode estar ao alcance das tuas mãos por anos e anos.

 

O rabino Ashlag define isso como um estado no qual o prazer futuro “brilha” no presente, iluminando-o. Ele nos explica que, na realidade, não podemos sentir o futuro. Em vez disso, sentimos o prazer que virá, enquanto nos encontramos no estado presente. Dessa forma, o incômodo atual se faz tolerável, inclusive desejável, se focarmos a nossa mente na meta gratificante do futuro.

 

No caminho: A felicidade nem sempre significa um sucesso que coloca um grande sorriso em nosso rosto. Significa avançar até as metas que nos ajudam a viver o tipo de vida que acreditamos ser a que mais nos convém nesse preciso momento. Então, essa é a direção a que sempre as nossas ações nos conduzirão para sermos “felizes”.   

 

Shamati (137)

    137. Zelofeade estava coletando madeira (Ouvi em Tav - Shin - Zayin , 1946-1947)   Zelofeade estava coletando madeira. O Zohar i...