quarta-feira, 24 de fevereiro de 2021

Kabbalah Sem Segredos (9)

 

Uma Sabedoria única para uma época única

 

Nesses nossos tempos, parece que nossas tendências destrutivas criaram grande infelicidade e deslocamentos de pessoas, além de sérias ameaças ao nosso meio ambiente. Não deveríamos nos surpreender, portanto, que as pessoas começassem a fazer perguntas sobre a vida, perguntas que a Sabedoria da Kabbalah pode ajudar a responder ou, ao menos, pode ajudar a explorar esse assunto com mais profundidade.

 

Mais pessoas começaram a dar-se conta de que mais saúde, mais sexo e mais poder não as fazem mais felizes. Muitas dessas pessoas chegaram ao ponto em que já não formulam perguntas sobre o “como”, mas se questionam o “por quê”. Qualquer doutrina que nos possa ajudar a responder a perguntas desse tipo tem boas chances de se tornar popular.

 

Dado que a Kabbalah é uma ciência que explora especificamente perguntas acerca do significado da vida, não é surpreendente que em tempos tão conturbados muita gente a considere atrativa. Isto, somado à publicidade gerada por seus célebres seguidores, colocou-a no centro da atenção dos buscadores de todas as partes do mundo. 

terça-feira, 23 de fevereiro de 2021

Kabbalah Sem Segredos (8)

 

 

O propósito da destruição

 

No ciclo perfeito da vida, cada parte tem sua função designada. Nenhuma parte da Criação é livre para fazer o que lhe apraz porque o bem-estar de cada uma delas depende do bem-estar das demais partes da Criação. Essa interdependência garante que nenhuma criatura supere em poder as demais, porque a destruição das outras criaturas significaria a destruição de si mesma.

 

Os seres humanos, abençoados com a auto-consciência, não são uma exceção a esta regra da natureza, porém, muitos deles, talvez a maioria, não apreciam essa idéia e de uma ou de outra forma atuam de modo prejudicial aos demais e, por tanto, também contra si mesmos.  Por que fazemos isso? Algumas pessoas dirão que isso faz parte do caminho que devemos trilhar com o propósito de aprender que isso não funciona e que não produz felicidade.

 

Acreditamos que, ao conseguirmos controle sobre os demais, sobre o nosso ambiente, podemos manipular e dar forma ao mundo ao nosso gosto, mas quando refletimos sobre os resultados, tudo o que percebemos é infelicidade naqueles que tratamos de manipular, e ao olharmos profundamente para dentro de nós mesmos, o que vemos é também infelicidade. Tu e eu não podemos prejudicar os outros sem que o dano regresse a nós mesmos, de uma forma ou de outra. Esta é uma das revelações da Kabbalah.

 

Um olhar para as notícias nos jornais mostra que as forças de destruição que existem não são somente as forças da natureza. Para muitas pessoas dos países desenvolvidos, o impulso de melhorar de vida se converteu numa caçada ao prazer, com grande enfoque em questões como: “De que maneira posso conseguir mais dinheiro e bens materiais?”; “Como posso conseguir sexo melhor e mais abundante?”; “Como posso conseguir mais poder?”. 

 

Assim, se damos um passo para trás, podemos ver que ao intentar manipular aos demais, ao destruir aquilo que acreditamos que é um obstáculo para a nossa felicidade e satisfação, fracassamos, e então nos sentimos impulsionados a responder a perguntas mais profundas sobre o significado de nossas vidas.

 

Mais ainda, como veremos na Quarta Parte, nada foi criado sem um motivo, nem mesmo a capacidade humana de destruição. Sua meta não é somente nos motivar a perguntarmos pelo significado de nossa vida, embora certamente esse seja o primeiro passo. Seu principal propósito é fazer com que nos demos conta de que a mera intenção de gratificação e a razão da nossa desgraça. A intenção adequada, aquela que em última instância nos proporciona prazer, é assombrosamente a intenção de fazer o bem aos demais, tanto às pessoas como ao próprio Criador.

 

Noutras palavras, nosso próprio egoísmo, para utilizar a linguagem da Kabbalah explicada neste livro, é nosso inimigo. Na Kabbalah, o egoísmo é conhecido como “Faraó”. Mas esse Faraó não é do tipo mau que conhecemos das histórias bíblicas com as quais crescemos. A Kabbalah explica que na realidade o “Faraó” é o “outro lado” do Criador, que procura nos mostrar o caminho para sairmos do egoísmo. Ali é onde reside a chave de nosso êxito como estudantes de Kabbalah. Quanto mais rapidamente aceitarmos o fato de que é o ego que precisamos corrigir, e absolutamente nada no mundo exterior, mais rapidamente progrediremos. No capítulo 3, abordaremos o tema da correção de nosso mundo interior em detalhes. Agora, segue na tua leitura.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2021

Kabbalah Sem Segredos (7)

 

 Por que a Kabbalah agora?

 

Para os cabalistas, a resposta a esta pergunta é simples. A Kabbalah tem um único propósito: oferecer uma perspectiva que ajude a responder à pergunta pelo propósito da vida.

 

Agora, mais do que nunca, as pessoas se perguntam pelo significado e propósito de suas vidas. Uma vez satisfeitas as necessidades materiais (e, em alguns casos, satisfeitas além da imaginação), as pessoas ainda assim sentem um vazio em suas vidas. A Kabbalah é uma disciplina que motiva reflexões e novas perspectivas de vida, o que proporciona satisfação espiritual. Esse é o segredo de sua popularidade.

 

De acordo com o rabino Yehuda Ashlag em seu Estudo das Dez Sefirot, um extenso comentário sobre os escritos do grande Ari, tu estás pronto para a Kabbalah se às vezes:

·       Perguntas sobre o sentido da vida;

·       Perguntas por que tu e todas as formas de vida existem;

·       Perguntas por que em certas ocasiões a vida é tão difícil;

·       Perguntas por que existem essas dificuldades na vida...

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2021

Kabbalah Sem Segredos (6)

 

Romper o muro de ferro

 

Não foi senão na última década do século XX que a Kabbalah começou realmente o seu avanço para o cenário central da consciência pública. A figura mais proeminente na disseminação a nível mundial é, sem dúvida, o rabino Yehuda Ashlag, que foi o primeiro cabalista que não só falou em favor da disseminação, como também a levá-la a cabo.

 

Ashlag publicou a revista Ha-Umá (A Nação) em 05 de junho de 1940. Também tentou convencer a David Ben Gurion e a outros líderes do assentamento judeu na Palestina, hoje Israel, a incorporar princípios cabalísticos no sistema educacional. Naquele momento, o rabino Ashlag também declarou que, no futuro, pessoas de todas as religiões estudariam a Kabbalah e manteriam as suas religiões de origem, sem conflito entre ambas.

 

Tais declarações, conjugadas com o ato de disseminar a Kabbalah, pareciam tão pouco ortodoxas e inaceitáveis naquele momento que A Nação fechou suas portas depois da primeira publicação por ordem do Mandato Britânico na Palestina. Como justificação, o Mandato Britânico declarou que se dizia que Ashlag promovia o comunismo. 

 

Atualmente, o “muro de ferro” de Ashlag foi derrubado. Embora o interesse das grandes celebridades tenha ajudado, as razões verdadeiras são mais profundas que isso, porque a Kabbalah parece tocar as almas das pessoas de todas as procedências, sem importar suas religiões.

 

Palavras do coração: “No princípio das minhas palavras, encontro a necessidade de quebrar o muro de ferro que nos separou da Sabedoria da Kabbalah desde a destruição do Templo até esta geração. Ela dorme nas nossas profundezas e sente um grande temor de ser esquecida”. (Introdução ao Estudo das Dez Sefirot, rabino Yehuda Ashlag).


quinta-feira, 18 de fevereiro de 2021

Kabbalah Sem Segredos (5)

 

Os muitos anos de ocultação

 

Nem sempre a Kabbalah foi tão popular e nem os cabalistas eram tão abertos. Durante muitos séculos a Kabbalah se manteve em segredo, escondida do olhar do público nos lugares sombrios de reuniões de cabalistas, que selecionavam a cada estudante de forma meticulosa e ensinavam somente em grupos bem reduzidos. Por exemplo, o Grupo de Ramchal, a cargo do rabino Moshe Chaim Luzzato, que ensinou no século XVIII, fazia o ingresso nas aulas algo muito difícil. O coletivo obrigava o candidato a aceitar um rigoroso pacto de estilo de vida e de estudo que precisava ser cumprido durante todo o dia, todos os dias, durante todo o tempo em que o indivíduo se mantivesse como membro do grupo. Outros grupos, como o de Kotz (nomeado assim em homenagem a uma cidade da Polônia), costumavam vestir roupas esfarrapadas, e tratavam aos não-membros com um cinismo ofensivo. De modo deliberado, se afastavam da comunidade ao aparentar que desobedeciam os costumes judaicos mais sagrados, como o do Dia do Perdão. Os membros do grupo salpicavam migalhas de pão em suas barbas para aparentar que haviam comido nesse dia de jejum. Naturalmente, a maioria das pessoas sentia repulsa por eles.

 

Não obstante, os mesmos cabalistas que ocultaram a Sabedoria também fizeram tremendos esforços para escrever os livros que seguem sendo os pilares da Kabbalah até os dias de hoje. O rabino Isaac Lúria (o Santo Ari), por exemplo, instruiu a apenas um estudante, mas a publicação de seus livros fez com que o seu aluno, o rabino Chaim Vital, declarasse que, a partir daquele momento, o estudo do Livro do Zohar estava permitido a todo aquele que assim o desejasse. Por esse motivo, ao largo de sua vida o Ari ensinou a um grupo de estudantes, mas, em seu leito de morte, ordenou a todos, exceto a Chaim Vital, que deixassem de estudar. O Ari afirmou que somente Chaim Vital compreendia os ensinamentos de forma apropriada e que temia que, sem um mestre adequado, o restante dos alunos se desviaria.

 

Para entendermos esse longo tempo de ocultação dos cabalistas, é preciso compreender que foi durante o século XVI que o Ari chegou a Safed, a capital dos cabalistas daquela época. Ele suplicou ao seu único discípulo, Chaim Vital, que se abstivesse de convidar outras pessoas a estudar. Chaim Vital, que se transformou num grande cabalista por direito próprio, não acedeu ao pedido de seu mestre e convidou outros indivíduos a estudar em grupo. Enquanto ensinava nesse grupo, o Ari produziu um dos textos mais extraordinários da Kabbalah e da lei judaica até os dias de hoje. De fato, a kabbalah luriânica que o Ari fundou constitui a maior parte da Kabbalah que temos na atualidade.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2021

Kabbalah Sem Segredos (4)

 

Saindo da neblina

 

Tradicionalmente, a Kabbalah esteve fechada a todos, exceto para alguns raros, sérios e selecionados alunos. Já não é assim. Como nunca antes, a Kabbalah se tornou atual, chique, da moda...

 

Mais ainda, os cabalistas, que antes eram tão renitentes em abrir seus segredos ao público, se transformaram exatamente nas peças chaves da abertura.

 

Kab-Trívia: Ao buscar a palavra Kabbalah na Internet aparecem milhares de livros, dos quais poucos foram escritos antes de 1980, muito poucos antes de 1990 e somente alguns apareceram antes da mudança de século. A maioria dos livros sobre Kabbalah foram escritos no novo milênio. Nos últimos anos, a Kabbalah realmente se tornou popular!

 

terça-feira, 16 de fevereiro de 2021

Kabbalah Sem Segredos (3)

 

1


A Kabbalah se torna popular!

 

* A Kabbalah sai para a luz * Novas respostas para novas perguntas * A popularidade atual da Kabbalah * Combinações de espiritualidade e Kabbalah * O futuro da Kabbalah

 

 

No Livro do Zohar, o pináculo dos livros cabalísticos, está escrito que a Kabbalah floresceria e se faria popular no final dos tempos. Com toda essa publicidade que existe hoje (milhões de impressos e grande número de ensaios e artigos que podemos encontrar na Internet), parece que o final dos tempos chegou.

 

A Kabbalah se propõe a iluminar e a descrever as leis do mundo espiritual. Não é uma religião. É uma ciência espiritual, e durante mais de 2000 anos tem sido considerada um dos níveis espirituais mais altos e mais difíceis de alcançar.

Shamati (137)

    137. Zelofeade estava coletando madeira (Ouvi em Tav - Shin - Zayin , 1946-1947)   Zelofeade estava coletando madeira. O Zohar i...