quinta-feira, 17 de maio de 2018

Tiul (9)


Nosso último dia no Mar Morto. A experiência de entrar na água e não afundar é muito estranha. Para cada litro de água, 240 gramas de sal. Entrei na água e engoli uma gotícula. Na hora, pensei: “Caramba! Isso é mais salgado que o churrasco do João Bica!”.



Descobrimos o que estavam fazendo aqueles aviões militares que sobrevoaram baixinho o nosso hotel e que soltaram um sinalizador. Foram à Faixa de Gaza, onde bombardearam posições do Hamas. Hamas significa ira, raiva. Aqui, além de tudo o que existe de maravilhoso, há a contraparte de ira, raiva, rancor, pois o Criador é justo e envia a mesma porção aos dois lados, ao Yetzer Hará e ao Yetzer Tov. E o Grupo Kadosh está aqui para distribuir Ohr Makif e contribuir com o início de uma nova consciência mundial, a Consciência da Árvore da Vida.



Acertei com o Rabino Saltoun que faremos o VI Congresso de Kabbalah em Porto Alegre, em novembro de 2019, durante a Feira do Livro, com a administração estratégica da Marta Tejera, que comandará os grupos de trabalho do evento em nossa cidade. Também vamos apoiar o Saltoun numa viagem à antiga Pérsia, o Irã, para fazermos exercícios cabalísticos nos Santuários de Esther e de Mordechai, onde a consciência messiânica se revelou pela primeira vez no planeta.



Pela manhã, fomos a Eshmurat Ein Guedi, um parque nacional, onde tomamos banho na Cascata do Rei David. Chama-se assim porque nas cavernas que ficam acima da cascata o Rei Davi se escondeu. Depois, fomos a um Kibutz, que tem um lindo Jardim Botânico. Um Jardim Botânico no meio do deserto! Uma profecia de Isaías afirma que a Terra Santa se transformaria num jardim quando os judeus retornassem do exílio. Faz 70 anos que o Estado de Israel foi fundado. E faz alguns dias que os EUA reconheceram Jerusalém como a capital do estado judeu e transferiram para lá a sua embaixada. Estamos no meio do cumprimento de um conjunto de profecias. Que se tornem realidade as boas profecias e que sejam suspensas as profecias negativas.



A tarde, aqui, foi de banhos nas piscinas e nas águas salgadas. Estamos acumulando forças para a grande programação que começará amanhã, quando iremos a Qumram, as montanhas onde viviam os essênios e onde Jesus ficou estudando dos 13 aos 30 anos, preparando-se para ensinar kabbalah aos seus contemporâneos. Não foi entendido. E os ensinamentos do nazareno foram seqüestrados pelos romanos, a partir do Apóstolo Paulo, e que desembocou no Concílio de Nicéia (355 EC) e na transformação das pregações de um místico judeu numa religião oficial de um estado agressivo, invasor, prepotente e corrupto. Jesus disse: “Não vim para mudar a Lei, vim para cumprir a Lei”. A que Lei ele se referia? À Lei de Moisés, emanada do Monte Sinai. A circuncisão foi suspensa, o Mikvê virou gotinhas na testa (batismo) e o Shabat virou domingo. Se Jesus realmente retornasse, como pregam os crentes, não reconheceria as religiões cristãs que nasceram a partir das suas pregações.



Amanhã bem cedo iremos para a Cidade Eterna, Yerushalaim, a Cidade dos Anjos.    

quarta-feira, 16 de maio de 2018

Tiul (8)


Vivemos, agora à noite, aqui no Resort do Mar Morto, o momento mais divertido da viagem, até esse momento.



Estávamos na beira das piscinas, olhando para as estrelas, como fazem os humanos há centenas de milhares de anos. Marta e Sofia, e vários outros, permaneciam no interior, no restaurante, jantando e conversando. Joana e seu anjinho Maia estavam caminhando pelas ruelas calçadas ao longo da praia.



E, de repente, em vôo rasante, mas muito rasante, um pouco acima das tamareiras, passou o primeiro jato militar. Depois, outro. E mais outro. Cinco ou seis. E, na seqüência, um grande bombardeiro militar, um pouco mais lento. E dele, da barriga dele, de sua barriga cheia de iniqüidades, caiu uma bola de fogo e veio em nossa direção. Todos correram para dentro do edifício, mas eu errei a porta. Tentei entrar, mas porta não se abria. Na hora, pensei: Os sete ou oito estrondos que ouvimos durante um Mikvê em Netanya (não contei isso para não assustar quem não está aqui) estão agora sobre nós. Preciso salvar a Sofia, pensei, e corri para dentro do hotel. Mas errei a porta. E a Sandra Berto retornou e me resgatou, puxando-me pelo braço para a porta correta. Se fosse bomba, eu não estaria aqui contando essa história. E nem a Sandra, que teria morrido num ato heróico. Ainda não sei o nome e a função dessas bombas de luz que os bombardeiros militares lançam sobre as pessoas, parece que se chamam sinalizadores. Para sinalizar o quê? Que o Armagedom já começou? Aliás, Armagedom foi o assunto da palestra que o rabino Joseph deu depois, numa sala aqui no hotel. Ele cedeu-me a palavras, para que eu falasse também um pouco sobre isso. Revelei a todos que a Guerra de Gog e Magog foi dividida em três etapas, pelo mérito de grandes mekubalim que clamaram por compaixão à humanidade. A primeira etapa já veio, e foi a Primeira Guerra Mundial. A segunda etapa já veio, e foi a Segunda Guerra Mundial. Estamos no vestíbulo da terceira etapa. Todas as peças do tabuleiro militar já estão posicionadas no tabuleiro. No entanto, nos Tribunais Superiores, uma ordem foi exarada, adoçando o Julgamento. Se a Luz do Mashiach, que é a Kabbalah, for revelada ao mundo, a terceira etapa virá como paz e compaixão, e não como guerra e sofrimento. Cabe a todos nós decidirmos que caminho vamos tomar, se o Caminho da Luz ou o Caminho do Sofrimento.  



Qual é o teu caminho?

Tiul (7)

Estou vivendo aqui, no Mar Morto, uma interessante experiência pessoal, ou revivendo uma mesma experiência...



Um dia, há muitos anos, acordei com dores lancinantes por todo o corpo, na pele, nas articulações e nos ossos. Apenas os cabelos não doíam. Minha vida ficou difícil, muito difícil. Médicos, exames, médicos, exames, médicos, exames, e as dores lá, em cada centímetro do corpo, exceto nos cabelos.



De alguma forma, eu entendo o Rabi Akiva, que foi escalpelado vivo. De alguma forma, eu entendo os zelotes, que se refugiaram no alto de Masada e decidiram matar-se para preservar a dignidade e a liberdade. Quando a dor é muito intensa, e o sofrimento não tem limites, a morte não é uma maldição, mas uma benção.



Eu estava nesse limite, nesse frágil limite, quando encontrei a Marta. Talvez a Marta sozinha não tivesse sido capaz de me dar a coragem necessária para continuar vivendo com as minhas dores (sim, as dores já eram minhas, porque eu as conhecia completamente, ia dormir com elas, e acordava com elas), e aí Elohim enviou a Sofia, para a Marta e para mim. Quando eu vi os olhos da Sofia pela primeira vez, no Hospital Divina Providência (que nome!), jurei a mim mesmo que eu resistiria, que eu suportaria aquelas dores, e que eu criaria a minha segunda filha.



Durante anos, acordei chorando. De dor. E nesses anos a Marta me confortou, me acolheu e me suportou. Eu não era cabalista e reclamava muito das minhas dores. Depois de duas cirurgias (a medicina tentava, também, aliviar as minhas dores), tive um colapso hipovolêmico e uma parada cardíaca, já no Hospital São Lucas. Digo porque eu estava morrendo em casa, na Avenida Independência, mas fui levado pela Marta ao hospital e lá fui salvo, com a ajuda da minha filha Maíra. Enquanto a Marta tratava da burocracia da re-entrada no hospital (eu tinha feito uma cirurgia uma semana antes e tinha dado alta), a Maíra me levava de cadeira-de-rodas até o Centro Cirúrgico (tive a parada cardíaca dentro do elevador)... A ação combinada das duas, Marta e Maíra, salvou a minha vida.



Na morte, que eu conheci, conheci também a Verdade (que a vida não termina com a morte do corpo físico) e aceitei, lá, o encargo de retornar ao corpo e de ensinar essa Verdade milenar, que foi esquecida pela civilização moderna. Escrevi dois livros de ficção sobre essa minha EQM (Experiência de quase-morte, como a ciência a chama): A revolta das coisas, um livro infantil; e Dia de matar porco, um romance. E, agora, estou escrevendo 32 livros de kabbalah (o número 32 corresponde aos 32 Caminhos de Sabedoria, os 32 níveis de consciência que o ser humano precisa alcançar para fazer a Dvekut com o seu Criador.



Hoje de manhã, subimos à Fortaleza de Masada. A história e o local são impressionantes. Para não repetir o óbvio, não vou tratar desse assunto. Uma busca no Google e Wikipedia lhes trará mais conhecimento sobre essa história do que eu posso elaborar aqui. Quero retornar à estranha experiência que estou vivendo aqui, ou revivendo.



Desde que chegamos ao Mar Morto, as minhas dores voltaram. Todas. E eu as conheço uma a uma. Eu não estava com saudades delas, mas parece que elas estavam com saudade de mim. Assim que meus pés tocaram o solo desértico dessa terra, as dores voltaram. E, mais uma vez, a Marta está grávida. Desta vez, da Hanna. Estou prometendo a mim mesmo, mais uma vez, que vou criar a minha nova filha. Sou diferente, agora. Sou outro. Agora, eu sei o que essas dores significam, e eu as aceito com todos os meus atos, como todas as minhas emoções e com todos os meus pensamentos. Eu aceito essas dores com todos os 125 níveis do meu Naranchay. E prometo que não vou reclamar, como fiz pela primeira vez.



Damidbar. No deserto. Voltei para o deserto. Na sexta-feira, será Shavuot, a Festa que comemora a Outorga da Torah. Estarei lá mais uma vez, mas desta vez eu trouxe comigo muitos outros, membros e não-membros do Grupo Kadosh.

terça-feira, 15 de maio de 2018

Tiul (6)


Já estamos no Mar Morto, num resort de luxo chamado Crowne Plaza, no Mar Morto. O rabino Saltoun tem nos surpreendido a todos com a qualidade dos espaços que estamos visitando, tanto os espirituais quanto os físicos, como hotéis, restaurantes, resort, transporte e etc. Vamos ficar três dias nesse local, para o agrado do corpo, e na sexta, subiremos para Jerusalém.



Saímos, cedo da manhã, de Sadef e fomos à Igreja das Beatitudes, no Mar da Galiléia, local onde Jesus Cristo fez o Sermão da Montanha. Lá, ao lado do nosso grupo, rezava e cantava o Padre Marcelo Rossi e muitos brasileiros.



Depois daquele momento de meditação, tomamos um barco (Magen Ha Avraham, O Escudo de Abraão) e navegamos pelo Mar da Galiléia. Nesse barco, dançamos e cantamos ao som de Tim Maia e Zeca Pagodinho, mas antes, cantamos o Hino Nacional, enquanto a bandeira brasileira era hasteada. Eu, que não me emociono com essas questões de nacionalismo, quase fui às lágrimas. Jamais pensei que eu e o Grupo Kadosh pudéssemos expressar a identidade de nosso país aqui. Israel é o umbigo do mundo. Há milhares de anos os cabalistas aguardam que esse país se transforme na Luz para as nações. Não a Luz tecnológica (um deserto foi transformado em jardins e lavouras produtivas), mas a Luz da Espiritualidade, que não tem nada a ver com religiões. É aqui, nessa terra e nessa região, que abarca o Egito, o Irã, o Iraque, a Síria, o Líbano, a Palestina e Israel que se encontra a Terra Santa, um conceito que ultrapassa a nossa mente humana, mas que pode ser recebido pelos Partzufim que revelamos.  



Depois do passeio de barco, fizemos um Mikvê coletivo nas águas quentes do Mar da Galiléia.



Seguimos viagem e almoçamos um fantástico falafel na Lanchonete Chilik.



E em Tiberíades visitamos o Santuário do Rabi Akiva, o cabalista que foi escalpelado vivo pelos romanos, e que teve 24 mil alunos de kabbalah no primeiro século da Era Comum. Todos morreram de peste, porque não foram capazes de superar o ódio mútuo que irrompeu entre eles. Mas cinco sobreviveram, entre eles o Rabi Shimon Bar Yochai e seu filho, que receberam o Zohar na Caverna de Piki´In.



A caminho do lugar onde estamos agora, paramos na estrada para visitar o Santuário de Meir Baal Ha Ness (O Mestre dos Milagres). Já publiquei nesse blog um texto sobre a Hillulah desse Sábio, traduzido pela nossa Tatiane Franz.



Agora, eu, Marta e Sofia vamos descer do décimo-primeiro andar onde está o nosso quarto para jantarmos com outros membros do Kadosh, com vistas para as montanhas e para o Mar Morto.

segunda-feira, 14 de maio de 2018

Tiul (5)


Segunda-feira. Fizemos o Mikvê às 7h, e nos demos conta de que somos 10 homens casados do Grupo Kadosh buscando nos libertar das klipot que escurecem o Zohar (esplendor) de nossas almas. Prometemos uns aos outros que vamos continuar esse trabalho espiritual em Porto Alegre, no retorno, como estamos fazendo desde o momento em que ingressamos no Grupo Kadosh, mas a partir de agora com um Arvut diferente, um Arvut mais consistente, mais animado e mais elevado.



Pela manhã, viajamos para as montanhas e fomos à Caverna da Idra Zuta (Grande Assembléia) onde Shimon Bar Yochai e 9 alunos escreveram o Sefer Ha Zohar (O Livro do Esplendor). Lá nos sentamos, os homens, as mulheres e as crianças, ao redor do rabino e cabalista Joseph Saltoun, no interior da caverna, para ouvi-lo ler e comentar trechos do Zohar. Todos nós que lá estivemos, poderemos dizer aos nossos netos, quando o mundo já terá se tornado um lugar melhor, que sentamos, cantamos, fizemos exercícios cabalísticos no lugar em que o maior livro da história da Kabbalah foi revelado aos seres humanos de todas as raças, de todos os credos, de todos os gêneros e de todas as idades. Éramos quase quarenta pessoas no interior da caverna, mas milhares de Justos e Justas de todas as eras históricas estiveram ao nosso lado lá, nos apoiando em nossos esforços de trazer a paz, a harmonia, a prosperidade e a saúde física, mental e espiritual para toda a humanidade.



Da Idra Raba viajamos para o Santuário do cabalista Ionatan Ben Uziel, o cabalista-casamenteiro. Esse aluno de Hillel não se casou, para dedicar-se totalmente à Torah e à Kabbalah. Traduziu a Torah para o aramaico. No dia da sua Hillulah, prometeu que quem visitasse o seu túmulo encontraria a sua alma-gêmea. Centenas de milhares de casamentos já foram realizados sob a influência desse cabalista-nazir. Várias pessoas de nosso grupo rezaram com fervor, colocando a mão esquerda (a mão do recebimento) sobre a sua tumba. Alguns cabalistas fazem casamentos, mas esse faz milagres. Eu pedi que meu casamento prossiga tão bom e especial quanto já é, e que eu e a Marta sejamos dignos e capazes de revelar a Luz para mais e mais pessoas em Porto Alegre.



Do Santuário do Uziel viajamos para as Colinas de Golã. Não sei se alguém do grupo se deu conta de que estivemos na fronteira da guerra da Síria, completamente ao alcance dos mísseis e dos projéteis das poderosas armas automáticas. A Luz Azul nos acompanha por todos os lugares. Estamos livres da angústia, do medo, da raiva, do ciúme, da inimizade, do julgamento, embora o mundo ao nosso redor esteja fervendo de maus sentimentos. Almoçamos numa espécie de restaurante-rural ao lado de uma das fontes do Rio Jordão. O mesmo tipo de peixe defumado que costumo comprar na Loja do Sabra, no Bonfim, comi aqui, mas fresco, e na companhia de pessoas que compartilham comigo o sonho de fazer do mundo um lugar em que a Kabbalah possa ser distribuída a todos, para corrigi-lo. Para nós, cabalistas, isso não é um delírio messiânico, porque nós conhecemos o poder de transformação pessoal que existe na Luz do Zohar. A Era Messiânica é a Era em que a Luz desse livro tocará o coração e a mente de todos, a Era em que a consciência humana voltará a funcionar no modo da Árvore da Vida, e não mais no modo auto-centrado da Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal.



Das nascentes do Jordão voltamos para Safed, onde estamos descansando, para viajar amanhã bem cedo ao Mar Morto.      

domingo, 13 de maio de 2018

Tiul (4)


Domingo, dia intenso de atividades cabalísticas do Grupo Kadosh aqui em Safed e redondezas. Nossos corpos estão cansados; mas as almas, em júbilo.


Às 7h da manhã, fizemos o Mikvê do Ari. Onze homens. Rabbi Saltoun e mais 10 membros do Kadosh: Charles, Carlos, Fabrício, Mateus, Cláudio, Gerson, Fábio, Augusto, Christiano e Pedro.


Depois, visitamos o Santuário do Arizal. Ele está enterrado ao lado de Moshe Cordovero e seu aluno Alkabetz. Josef Caro, o dorminhoco, está enterrado colina abaixo.


Na sequência, fora do cemitério, fizemos o Ana Bekoach, cantando e circulando a tumba do sogro do Rabi Akiva, moinho do qual participaram homens e mulheres. O que lá em cima não é possível, pois as almas-amalequitas dos religiosos não permitem isso que eles consideram uma dessacralização, a mistura de Adão e Eva. Como se todos esses homens religiosos tivessem nascido sem mães... O Ari abriu a Kabbalah para todos, homens, mulheres e crianças, já em 1572. Infelizmente, as almas dos inquisidores da Idade Média reencarnaram aqui, em Israel, e, em 2018, as mulheres ainda são tratadas com muito preconceito pelos religiosos. Uma iniqüidade que precisa ser corrigida. E que será, na Era de Mashiach.


5778, o Ano do Começo da Paz.


Dentro de alguns minutos, pelo horário daqui, será o Aniversário de 70 anos de Israel, e inauguração da Embaixada Norte-Americana em Jerusalém.


Depois, viajamos alguns quilômetros para visitar Peki´in e a Idra Zuta (a caverna da Pequena Assembléia). Eu e os membros do Kadosh entendemos agora por que essa caverna se chama “Pequena Assembléia”. Rabi Shimon e seu filho Eleazar ficaram nela por 13 anos, escondidos dos romanos. Nesse tempo, revelaram ao mundo o Sefer ha Zohar, o Livro do Esplendor, com a ajuda de Moisés e de Elias. Aliás, estivemos na Caverna de Eliahu Ha Navi, o profeta Elias, dias atrás. Nessa outra caverna, Vera Teixeira de Aguiar recebeu algo maravilhoso, que somente ela pode contar.



Saímos de Peki´in e fomos almoçar num restaurante druso, a alguns quilômetros, no meio da estrada. Comida incrível e abundante. E, depois, fomos a uma vinícola kosher, Vinícola Dalton. Agora à noite, enquanto o resto do grupo fazia um tour pela cidade, eu, Marta, Sofia, Carlos, Thabita, Fabrício, Joana e a linda Maia fomos tomar chopp num boteco descolado, que poderia estar em Berlim, São Paulo, Nova Iorque ou Hong Kong. Safed  é uma fascinante mistura de coisas do tempo do Abraão, do Shimon Bar Yochai, do Isaac Lúria e da cultura pop. 

sábado, 12 de maio de 2018

Tiul (3)

Hoje, no Shabat, na Sinagoga do Ari, revelei um "segredo" importante para o Grupo Kadosh que esteve presente, e para os alunos do Saltoun, do Rio de Janeiro, de Brasília e da Suíça. Agradeço ao Saltoun, que abriu espaço para que eu pudesse ensinar na "casa do nosso mestre".

O que aconteceu hoje e o que está acontecendo com o nosso grupo aqui em Safed, começou há dois anos, quando vim para Israel para o lançamento do meu livro A revolta das coisas, que em hebraico se transformou em A revolta no quarto de brinquedos.

Depois de fazer palestras em Tel Aviv e em Jerusalém, na Universidade Hebraica, sobre literatura, em 2015, viemos para Safed, eu, a Marta e a Sofia.

No dia em que fiz o Mikvê do Ari, vivi uma experiência espiritual que não posso descrever aqui. No meio daquele attainment estonteante, prometi ao Mestre que em 10 anos, ou seja, em 2025, eu traria alguns homens do Grupo Kadosh para fazermos juntos o Mikvê.

E agora aqui estamos, apenas 2 anos depois, 10 homens do Grupo Kadosh, "quebrando klipot". No retorno, nós, os 10, temos um papel extraordinário a cumprir. E estamos aqui por conta do incansável trabalho de minha esposa Marta Tejera e do Rabino Saltoun. Sem eles, essa viagem não teria acontecido. Agradeço aos dois, do fundo do coração, e Isaac Lúria e Chaim Vital também agradecem. Tudo o que está acontecendo agora está conectado com o que vai acontecer depois, na Casa do Mikvê, em Porto Alegre.

O que ensinei na Sinagoga? Que a véspera de Shabat, das 14h de sexta, até a "descida da Shekinat", é o momento mais perigoso na vida de um cabalista, pois o Nachash fará de tudo para estragar a festa de Shabat, e a semana, e a vida de quem aceita a sua maldosa insinuação... O Nachash é especialista em incutir ciúme, rancor, raiva, autocomiseração, auto-centramento e outros sentimentos inferiores na alma de qualquer pessoa que decidiu se transformar num canalizador da Luz.    


Shamati (137)

    137. Zelofeade estava coletando madeira (Ouvi em Tav - Shin - Zayin , 1946-1947)   Zelofeade estava coletando madeira. O Zohar i...