quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020

Introdução ao Livro do Zohar (24)




24. Permita-me dar um exemplo do nosso mundo. Digamos que uma pessoa deseja construir uma boa casa. Seu projeto inicial mostra uma casa com todos os quartos e comodidades que ela terá quando a construção estiver terminada. Depois disso, ela desenha o projeto de construção com todos os seus detalhes e explica-o aos construtores, um detalhe por vez: madeira, tijolos, vigas de metal etc. É apenas depois disso que ela inicia de fato a construção da casa e continua a construí-la até que fique pronta, conforme havia planejado inicialmente.



Você já deve saber que no Mundo do Infinito, que é o mistério do projeto inicial, toda a Criação é preparada na sua completa perfeição. Entretanto, essa alegoria não expressa totalmente o seu significado, pois o futuro e o passado são um só para o Criador, e o projeto inicial está sendo implementado Nele. Ele não precisa de instrumento algum para a ação, como nós precisamos. Portanto, a verdadeira realidade está Nele.



Nós percebemos nossa oposição ao Criador como Infinito. Se tentarmos combinar dentro de nós ideias opostas, de forma que todas elas se unifiquem em uma única noção, nós entraremos no Mundo do Infinito, que então deixará de ser infinito e se tornará real, onde o presente, o passado e o futuro se unificam.



Devemos nos esforçar ao máximo para transformar nossas noções comuns de eternidade e infinito em definições mais concretas, corretas e espirituais. Todos os conceitos espirituais existem dentro de nós, mas somente os compreendemos quando eles se tornam opostos entre si: bem e mal, branco e preto, limitado e ilimitado, recepção e doação etc. Se tentarmos sobrepor essas noções em nossas propriedades internas, o Infinito gradualmente se tornará nossa realidade.



Isso é exatamente o que ocorre no Criador, e é por isso que, para Ele, pensamento e ação são a mesma coisa. No decorrer do nosso avanço, tentaremos conectar todas as noções com uma única fonte. Nós entraremos em um único estado, absoluto e constante, em que o tempo torna-se irrelevante. Pouco a pouco, precisamos nos acostumar com esse estado. No artigo "O Hábito Torna-se uma Segunda Natureza", presente no livro intitulado Shamati (Eu Ouvi), Baal HaSulam escreve que todas as qualidade e estados ocultos, implícitos, estão dentro de nós, pois estamos no nosso estado atual apenas na nossa percepção. Sob o ponto de vista do Criador, nós já estamos em um estado de perfeição e eternidade, no único estado criado por Ele. Nossa tarefa é corrigir nossas sensações, sentir nossa verdadeira condição.



Baal HaSulam diz que podemos alcançar esse estado com a ajuda de exercício contínuo, ao desenvolvermos um hábito, que se tornará nossa segunda natureza. Cada ação no nosso mundo entra no nosso campo de visão ou permanece fora dele dependendo somente do quanto conseguimos nos sintonizar com tal ação. Enquanto aprendemos e adquirimos os hábitos corretos, começamos a perceber toda sorte de eventos que, antes, passavam despercebidos. O mesmo ocorre com o espiritual: primeiro, adquirimos gradualmente sentidos adicionais, então passamos a perceber a realidade espiritual.



O Livro do Zohar diz que a categoria do Infinito se baseia em contrastes, que a espiritualidade é onde o passado, o presente e o futuro se unem. O Zohar nos encoraja a desenvolver o rudimento dessas sensações.



Baal HaSulam segue utilizando o exemplo da casa: o Mundo de Atzilut é como um projeto cuidadoso e detalhado do que será realizado.



O objetivo é construir uma casa (ou seja, os Mundos do Infinito e o Mundo de Adam Kadmon). O Mundo de Atzilut é uma forma, que pode claramente ser imaginada. Esse é o projeto detalhado da casa, com desenhos e especificações, tudo o que existe no papel, mas ainda não foi materializado.



Você já deve saber que tanto o projeto inicial, que é o Mundo do Infinito, e o projeto detalhado e deliberativo, que a seu tempo será construído na realidade, não tem nada a ver com as criaturas, pois tudo permanece estático no estágio do planejamento, onde nada ainda foi implementado na prática. Isto é, os Mundos do Infinito, de Adam Kadmon e de Atzilut são totalmente independentes das Almas, de você e de mim.



O mesmo ocorre com uma pessoa: embora ela tenha pensado em todos os detalhes (tijolos, peças de metal, madeira) que ela precisará durante a construção, ela ainda não tem nada além da sua própria imagem mental da casa.



A principal diferença é que o projeto mental de uma pessoa não é a realidade, enquanto que o projeto do Criador é a realidade em si mesma, e é incomparavelmente maior que a realidade das criaturas.



Portanto, o terceiro estado da Criação é absolutamente real. Em comparação com ele (os Mundos de Atzilut, Adam Kadmon e do Infinito), o nosso estado é espiritualmente ilusório e é percebido apenas dentro de nós. Isso se assemelha a uma pessoa doente, deitada inconsciente na sua cama. Embora ela ainda esteja neste mundo, ela não pode senti-lo. Ou ainda, imagine uma pessoa em uma sala escura, inconsciente do mundo enorme em volta dela.



Com isso, explicamos o mistério do Mundo do Infinito e do Mundo de Atzilut. Tudo o que eles expressam relaciona-se apenas com a criação das criaturas, como todas elas existem no projeto, mas sua essência ainda não foi revelada. Assim como no nosso exemplo da casa, não há nada no projeto de construção da humanidade: nem tijolos, nem madeira, nem vigas de metal.


terça-feira, 18 de fevereiro de 2020

Segredos do Gan Naul (9)






Aos homens e mulheres de boa vontade, aos chineses, japoneses, brasileiros, israelenses, palestinos, turcos, russos, norte-americanos, europeus, australianos, africanos, neozelandeses e a todos os povos da Terra que sabem ler...



Estamos entrando numa nova era, de dificuldades tremendas, mas também de tremendas correções de alma. Nós, cabalistas, chamamos a isso de Gmar Tikun, a Correção Final.



Façam todos os dias, ao menos uma vez por dia, os 4 exercícios cabalísticos abaixo, para adoçar os duros Dinim (Juízos) que pairam sobre a humanidade. Abra o link e apenas se concentre na tela. Não tente entender. Faça como os hebreus no deserto, ao pé do Monte Sinai, e diga: Farei e Ouvirei. 

















segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020

Nevuah (5)


Rabino místico mostra que Coronavírus foi profetizado no Livro de Ezequiel



O crescimento do coronavírus tem sido rápido e chocante. Em 31 de dezembro, o governo da China começou a tratar os primeiros casos, os quais apareceram na província de Wuhan. As primeiras mortes foram relatadas apenas onze dias depois. Dez dias depois disso, o vírus já tinha se espalhado para outros países na Ásia e, um dia após, o primeiro caso foi reportado nos Estados Unidos. Um mês depois do registro dos primeiros casos, a Organização Mundial de Saúde declarou uma emergência de saúde global e restrições a viagens foram implementadas.



No começo de janeiro, quando o coronavírus era um problema pouco conhecido em um recanto distante na China, Yosef Pinto - um rabino místico israelense, internacionalmente aclamado, que atualmente vive no Marrocos - anunciou que teve uma visão:



“Todos sabem que eu sou muito cuidadoso com o que digo”, disse o rabino Pinto aos seus seguidores, em um discurso gravado. “Durante o Shabat, eu tive uma visão que não foi nada simples. Estamos na iminência de um enorme choque no mundo, da escala do assassinato de um líder mundial ou dos ataques terroristas de 11 de setembro. Será numa escala muito difícil e virá através de coisas muito difíceis. Todos os judeus devem se unir e se fortalecer para rezar e se arrepender. O mundo vai passar por um choque que ficará marcado na história como um dos piores. Esse
período vai iniciar em apenas alguns dias. Precisamos começar a “adoçar o
julgamento” agora mesmo.



Na semana passada, o rabino Pinto deu uma declaração confirmando que a visão era, de fato, sobre o coronavírus. “É importante que não fiquemos ambivalentes”, disse o rabino. “Precisamos estar preparados. O que está acontecendo na China está se tornando uma catástrofe global e as consequências vão atingir quase todos os cantos do mundo. Logo isso ficará claro para todos. Não estou tentando assustar ninguém. Venho apenas para falar a verdade. Desde o surto da doença, dezenas de milhares morreram na China, milhões estão mantidos em quarentena, por várias semanas. Aqueles que não morrem da doença, estão morrendo de fome. Logo o abastecimento de comida vai acabar e as forças de segurança vão se dar conta de que também estão em quarentena - e vão tentar salvar a si mesmos.”



“Estamos falando de uma catástrofe do mesmo nível do Holocausto.”



“Muito em breve, as pessoas vão começar a se dar conta do tanto de informação que está sendo escondida do público sobre como o governo está trancando as pessoas em suas casas. Estamos entrando no período mais difícil que o mundo já enfrentou em muitos séculos.”



“A economia do mundo está apoiada na China, mas a China está na beira do colapso total. Todas as lojas que vendem produtos chineses terão que fechar. Não existe mais a China como nós a conhecíamos. Isso já se foi. Os únicos produtos chineses que temos nas lojas são aqueles que estavam em depósitos antes do vírus. E haverá ainda mais pragas, mais epidemias. A China inteira ficará em quarentena.”



O rabino citou uma fonte profética para o coronavírus:

Despejarei minha ira sobre Sin, a fortaleza do Egito, e destruirei a riqueza de No. Colocarei fogo no Egito; Sin se contorcerá em angústia e No será dilacerado; e Noph (enfrentará) adversários em plena luz do dia (Ezequiel 30:15-16).



No hebraico moderno, “Sin” (סין) é o nome para a China.



“Eu sei que o que estou dizendo é assustador, mas cada um de nós precisa rezar pelo mundo inteiro, precisa acender velas, e buscar o perdão de Deus. Precisamos rezar pela redenção como nunca antes.”



O rabino Pinto deu diversos conselhos: ele disse para sermos muito cuidadosos e não tomarmos empréstimos ou fazer novas dívidas.



Em outra declaração, o rabino Pinto assegurou a seus seguidores de que Israel vai se sair melhor que outros países.



“Toda nação tem seu anjo designado, o qual é responsável por aquilo que acontece a ela, seja bom ou ruim. Quando os anjos lutam, há guerras na Terra entre essas nações.”



Qualquer judeu que precise viajar neste momento deve ter um cuidado especial em ler as porções da Torá que lidam com a peregrinação dos judeus no deserto. Deve também aprender as seções da Torá sobre o incenso no tabernáculo, já que essa foi uma proteção contra doenças, mas isso só deve ser estudado durante o dia.


domingo, 16 de fevereiro de 2020

A Ciência da Cabalá (Introdução ao volume I)








INTRODUÇÃO AO LIVRO DO ZOHAR

VOLUME I





A CIÊNCIA DA CABALÁ

(PTICHA)

Traduzido por Tatiana Barbiero Frantz



  

PREFÁCIO





      Se você ainda se questiona "De onde eu venho?", "De onde vêm todas as coisas ao meu redor?", você precisa deste livro.

      Se você se interessa pelo mundo em que vive e deseja conhecê-lo à fundo, você precisa deste livro.

      Se você deseja estudar Cabalá, ou apenas conhecer um pouco sobre isso, você precisa deste livro.

      Se você estuda Cabalá há bastante tempo ou já está começando a ensinar Cabalá, novamente, você precisa deste livro.





O "Preâmbulo à Sabedoria da Cabalá" é o artigo que mais facilita ao homem ingressar no mundo da Cabalá. Um dos maiores cabalistas de todos os tempos, Rabi Yehuda Alevi Ashlag, o escreveu como uma das introduções ao Livro do Zohar. Sem a compreensão deste artigo, é impossível entender corretamente sequer uma palavra do Livro do Zohar.



Sem este livro, é impossível avançar na Cabalá. Ele é a chave para toda a literatura cabalística: para o "Estudo das Dez Sefirot", o principal livro de estudos moderno; para o Livro do Zohar; para os livros do Sagrado Ari. Ele é a chave que abre as portas do Mundo Espiritual.



Por muito tempo, não fui capaz de iniciar sua tradução e comentários. Meu segundo livro, publicado em 1983, foi uma tentativa de revelar a estrutura básica do Universo. Recentemente, tem sido cada vez mais urgente a publicação de um livro de estudos em português sobre o nascimento, a estrutura básica e a correção dos Mundos e das Almas.



É difícil e "deselegante" descrever os termos cabalísticos em português, relacionar os conceitos cabalísticos em outra língua. Uma palavra em Hebraico contém infinitas informações: seu significado numérico, transposição de letras, inscrição e a substituição de um tipo de letra por outro seguindo determinadas regras - tudo isso faz com que seja impossível sua completa tradução para outra língua.



Para falar a verdade, precisei receber permissão do meu Professor. Meu Professor é o Rabi Baruch Shalom Alevi Ashlag, filho mais velho de Baal HaSulam e o último cabalista das gerações antigas. O período de Descida da Sabedoria Superior terminou nele, e um novo período pessoal e coletivo de apreensão da Criação teve início: o último estágio da correção e suas evidentes manifestações.



Passei 12 anos com meu Professor e ele me instruiu a continuar a grande missão de disseminar a Cabalá pelo mundo. Chamei minha escola cabalística de Bnei Baruch em sua homenagem. Essa escola é aberta a qualquer um que realmente deseja estudar e dedicar-se à ascender aos Mundos Superiores.



O conteúdo deste livro foi gravado durante meus estudos com iniciantes. Esse material foi datilografado, traduzido do hebraico, revisado, editado e preparado para publicação por dezenas de alunos meus. Estou muito feliz que eles tenham participado da publicação deste e de outros livros, já que aqueles que viabilizam a disseminação da Cabalá recebem uma recompensa espiritual de Cima, isto é, avanço espiritual.



Este livro contém o texto original (em hebraico) do artigo "Preâmbulo à Sabedoria da Cabalá", do Rabi Y. Ashlag e sua tradução (em itálico), acrescida de meus comentários (em fonte regular).



As imagens de cada processo espiritual foram desenvolvidas especialmente para este livro. Ele também contém 52 palestras feitas por mim sobre o artigo "Preâmbulo à Sabedoria da Cabalá"; 14 lições sobre a "Introdução aos Comentários da Sulam"; 4 entrevistas sobre a "Introdução ao Preâmbulo à Sabedoria da Cabalá", entre outras informações pertinentes.



Uma grande riqueza espiritual, necessária ao auto-conhecimento e avanço rumo à espiritualidade, encontra-se neste livro. O resto depende do leitor!



Meus alunos e eu agradecemos ao Criador pela oportunidade de publicar este livro, pela chance de revelar a Cabalá ao leitor de português, tornando acessível, com isso, a fonte para receber a Perfeição, Felicidade e Eternidade.



Convidamos você a trilhar essa jornada rumo aos ainda desconhecidos Mundos Superiores, que lhe aguardam, e a revelar seus segredos a todos aqueles que realmente o desejarem.



Michael Laitman

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2020

Introdução ao Livro do Zohar (23)




23. Para compreender o que está dito acima, precisamos relembrar o que foi dito no ponto 17, que é:



      A Essência que cria a realidade é uma substância misteriosa, que não pode ser compreendida por nós através das essências do mundo material. Isso se refere ao Mundo do Infinito e a Adam Kadmon, aos quais chamamos de Essência Inalcançável.

      O Mundo de Atzilut é a Forma.

      Os três Mundos de BYA são a Matéria.

      A luminescência de Atzilut em BYA é Forma vestida na Matéria.



A partir do exposto acima, é possível compreender onde estamos em nossa exploração do Livro do Zohar. Ali estão os Mundos do Infinito, Adam Kadmon, Atzilut, Beriá, Yetzirá e Assiyá. Os Mundos do Infinito e Adam Kadmon representam a Essência, o Mundo de Atzilut é a Forma, enquanto que os Mundos de Beriá, Yetzirá e Assiyá constituem a Matéria. Abaixo deles está a Machsom, ou Sium, e este mundo.



Passamos nosso tempo neste mundo apenas durante o período anterior à entrada no Mundo Superior. A Cabalá nos fala sobre o estágio que começa depois de atravessarmos a Machsom e iniciarmos nossa subida. A partir desse momento, a Matéria (nosso desejo) gradualmente emerge em nós, e assume a forma do Mundo de Atzilut. Ou seja, o Mundo de Atzilut veste-se em Matéria e lhe confere sua Forma de Doação.



Agora, tentaremos entender como alcançamos o Infinito. O que é o "Infinito" para nós?  É somente a ausência de compreensão? Se fosse, certamente não o chamaríamos com esse nome. Se utilizamos uma determinada palavra para denotar algo, significa que primeiro recebemos, apreendemos, ponderamos e classificamos esse algo dentro de nós, e somente então conferimos um nome a essa sensação ou estado. Isso significa que se nomeio algo de "Infinito", quer dizer que eu experimentei esse estado e que, depois de tê-lo avaliado de acordo com todos os graus e regras aceitos, lhe dou um nome. Assim, Infinito é uma das categorias físicas precisas, como outras definições e gradações.



Baal HaSulam pergunta: Como é possível nomear aquilo que não se compreende?



E responde: O nome do Mundo do Infinito não expressa a essência Daquele Que Cria a Realidade em Si, mas antes indica que todos os Mundos e Almas estão incluídos Nele. Isto se reflete na intenção da criação, sobre a qual é dito que "a realização de uma ação está no seu pensamento inicial" na conexão de toda a Criação com Ele, até a completa correção. Isso é o que chamamos Mundo do Infinito.



Na medida em que há um estado no qual tanto o primeiro como o último pensamento fundem-se em um, essa fusão é chamada Infinito. Nós não podemos recebê-la no nosso estado atual, pois ainda não alcançamos o estágio final. Assim, o Infinito significa a confluência dos dois pontos extremos da Criação. O mesmo é válido para o nosso mundo: quando não conseguimos coordenar causa e efeito, tudo parece consistir de aspectos divergentes, desconexos.



Isso ocorre porque a noção de Infinito nos parece verdadeiramente infinita. Entretanto, assim que começamos a corrigir nossas propriedades internas e a elevarmo-nos ao nível da Luz, tais noções fundem-se dentro de nós e todas as contradições desaparecem. Bem e mal, luz e escuridão dissolvem-se em uma única noção abrangente, e a definição de Infinito desaparece. Nós adentramos nele, e ele se torna real, claro e alcançável.



Também chamamos de Mundo do Infinito o "primeiro estágio das Almas", quando todas as Almas existem no Criador, repletas de todos os prazeres possíveis, cuja plenitude será recebida no estágio da Correção Final.


quinta-feira, 13 de fevereiro de 2020

Introdução ao Livro do Zohar (22)




22. Depois de tudo o que dissemos, resta-nos descrever, com a ajuda das Dez Sefirot, todas as imagens materiais que estão no Livro do Zohar. Tais imagens são: superior e inferior, ascensão e queda, contração e expansão, estado pequeno e estado grande, separação e unificação, os números e assim por diante em resumo, tudo aquilo que os inferiores causam nas Dez Sefirot com suas boas e más ações (descritas em palavras mundanas no Zohar).



Como é possível traduzir o mesmo que expressam as palavras desse mundo em Dez Sefirot?  Não há palavras nos Mundos Espirituais, apenas Sentimentos. Esses Sentimentos devem ser transformados, vestidos em alguma imagem para que possamos transmiti-las uns aos outros. Podemos escrevê-las ou expressá-las de alguma outra forma. Não precisamos de uma linguagem dentro de nós mesmos, ela se torna necessária apenas para transmitir informação.



O Livro do Zohar explica como tais pares de palavras, como superior-inferior, expansão-contração, quedas-ascensões, são suficientes para a sua correta interpretação e descrição com a ajuda das Dez Sefirot. As Dez Sefirot abrangem a linguagem físico-matemática do Mundo Espiritual.



À primeira vista, isso parece peculiar: como podem os Mundos Superiores ser tão suscetíveis? Que mudanças ocorridas neles podem ser descritas como causadas pelas ações de seres inferiores?



Ou seja, se modifico algo dentro de mim eu modifico o Universo inteiro. Os Mundos, com todas as Forças e Entidades Espirituais que lá estão, descem e se movem. Posso eu influenciar os Mundos Superiores a partir deste mundo?



Mesmo que seja necessário dizer que nada na Luz Superior é do tipo que "se veste" e que brilha nas Dez Sefirot, mas somente nos vasos das Sefirot, que não são divinos, elas são, apesar disso, criadas somente com a criação das Almas. Isso ocorre a fim de ocultar ou revelar o grau de recebimento, na medida e rapidez que são requeridas pelas Almas para que alcancem a desejada Correção Final. É como no exemplo anterior, com um dispositivo óptico que consiste de quatro lâminas de vidro colorido branco, vermelho, verde e preto.



O que Baal HaSulam está tentando transmitir nesse grande parágrafo? Ele diz o seguinte: mesmo que nada aconteça na Luz do Criador, mas somente nas nossas Almas, nós expressamos a influência da Luz com essas palavras. Essa influência é constante, mas ela gera cada vez mais mudanças em nós.



Por exemplo: se eu coloco um copo d'água na geladeira, a temperatura da água no copo será de 20ºC, enquanto que a temperatura dentro da geladeira é de apenas 10ºC. Isso significa que a influência constante da geladeira resfria a água até que ela atinja sua própria temperatura. Ou seja, a influência da geladeira é invariável, enquanto que a temperatura do copo está em constante variação. O mesmo ocorre conosco: a Luz Superior exerce em nós uma pressão constante, mas essa pressão penetra gradualmente nossa matéria, nosso desejo de receber prazer, e o modifica de acordo com seus próprios critérios.



A Cabalá descreve todas as transformações que ocorrem dentro de nós pela influência constante da Luz. É dito que: "Eu, o Criador, não mudo Meu Nome". Sua atitude em relação a nós é absolutamente boa, e Ele está constantemente nos pressionando para que nos elevemos ao nível do Bem Absoluto. Entretanto, já que Sua influência nos penetra cada vez mais profundamente, nós passamos a nos adaptar a ela e começamos a sentir nossos estados como imperfeitos e distantes Dele. Nós começamos a aspirar um estado mais elevado e desejar que a luz nos purifique e nos torne semelhantes a ela.



Acontece que, por Sua constante pressão gentil, o Criador invoca em nós sensações cada vez piores em relação a nossa própria condição, e sentimentos cada vez melhores em relação a Ele. A Cabalá descreve as constantes mudanças pelas quais passamos.



Basicamente, a Cabalá não faz isso para nos dizer o que mais iremos experimentar sob a influência constante da Luz, desde o nosso estado atual até a completa equivalência de forma com a Luz chamada Gmar Tikkun, mas sim para nos encorajar a fazer nossos próprios esforços e encurtar esse processo através da nossa participação pessoal e independente.



Com isso, passamos pelas mesmas transformações, mas elas tornam-se desejadas e, assim, antecipando os futuros estados luminosos, nós percebemos nossa ascensão espiritual, bem como nossa vida, como positiva e agradável. Em outras palavras: uma participação ativa no processo de correção eleva o homem a um bom nível no instante em que ele toma essa decisão.



Mesmo que seja necessário dizer que nada na Luz Superior é do tipo que "se veste" e que brilha nas Dez Sefirot, mas somente nos vasos das Sefirot, que não são divinos, elas são, apesar disso, criadas somente com a criação das Almas. Isso ocorre a fim de ocultar ou revelar o grau de recebimento.



A Luz está constantemente jogando conosco, entretanto, na verdade, não se trata de um jogo. Uma vez que consistimos de Reshimo de Yitlabshut e Reshimo de Aviut (informação sobre a Luz e o Kli), consequentemente, diferentes Kelim informacionais são ativados em nós alternadamente. Dessa forma, avaliamos nossos estados seja do ponto de vista da Luz ou do ponto de vista do Kli. Portanto, parece que passamos por estados diferentes. A Luz, entretanto, age de acordo com a medida e rapidez que são requeridas pelas Almas para alcançar a desejada Correção.



Isso se assemelha ao caso em que a cor branca de um livro e o material que forma suas letras somente são possíveis nos três Mundos de BYA, nos quais há vasos das Sefirot que foram criados, mas não há divindade. Entretanto, seria totalmente infundado opinar que eles existem no Mundo de Atzilut, onde os vasos das Dez Sefirot tanto representam a completa divindade como também se fundem com a Luz Superior que os preenche.



Baal HaSulam deseja dizer o seguinte: tudo possui três componentes, o Criador, a Luz, que é emanada Dele, e o Kli, que se modifica sob a influência da Luz para alcançar Equivalência de Forma com o Criador. Tanto o Criador como Sua Luz são imutáveis, enquanto que todas as mudanças ocorrem em nós a fim de nos tornar similares a Ele.



Tudo isso existe em absoluta unidade.


quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020

Mocha de Ilaah (7)




SANHEDRIN ALERTA A CHINA E PEDE DIA DE JEJUM E ORAÇÃO



A Organização das 70 Nações do Sanhedrin lançou um comunicado oficial
sobre o coronavírus:



“Aos honrosos e respeitados
líderes e ao povo da China:



Nós nos solidarizamos com a enorme agonia e com as perdas devido à horrível doença que aflige a sua nação. Estamos rezando pela sua redenção e sabemos que a aflição colocou uma grande sombra sobre o seu povo, uma sombra que agora está sendo transmitida para o mundo. É a versão no mundo moderno de uma praga do mesmo tipo que recaiu sobre o Egito.



Estendemos nossa mão em solidariedade e sugerimos que há uma maneira de evitar que danos mais sérios surjam dessa praga. Na nossa tradição, não há punição sem um pecado que permita a ela chegar ao mundo. De acordo com nossas tradições, após a Enchente de Noé, o Criador do mundo firmou um pacto com os filhos de Noé, o qual permitiu que a humanidade começasse de novo da maneira correta. Todas as nações se comprometeram com esse acordo e com as leis incluídas no pacto.



É por meio dessas leis básicas que a sua nação e toda a humanidade podem ser salvas desta horrível doença; através desse pacto que cria fronteiras morais e saudáveis, como descrito na Bíblia.



É para este fim, a redenção de toda a humanidade por meio do retorno ao pacto de Noé com o Deus da Bíblia, que nós fundamos a Organização das Setenta Nações. Essa organização está aberta para todas as nações. Nós os
convidamos a ler os princípios fundacionais e a considerar a sua entrada nessa organização por meio da assinatura na Lista das Setenta Nações. Como o nome sugere, a organização se destina a unir todas as nações e, assim sendo, a sua participação como uma antiga e ímpar nação é necessária para nós. Ficaremos honrados se vocês decidirem se juntar a nós e a todas as pessoas em solidariedade com o Criador."



Sinceramente, 

Rabino Hillel Weiss

Fundador da Organização das Setenta Nações, Jerusalém, Israel




Adendo: O Rabino Yoel Schwartz, chefe do Tribunal Noachida do Sanhedrin,
pediu um dia de oração no qual as pessoas do mundo inteiro se juntem para pedir a Deus a cura dos afligidos. As orações também seriam um clamor a Deus para ter piedade do povo da China. O Rabino Schwartz sugeriu que todos aqueles que estão fisicamente aptos a jejuar que o façam.



O dia de orações e jejum está marcado para o primeiro dia do mês hebraico de Adar, o qual começa no pôr-do-sol de 25 de fevereiro de 2020.



(Fonte e tradução: Breaking Israel News, Poliana Pasa)





Shamati (137)

    137. Zelofeade estava coletando madeira (Ouvi em Tav - Shin - Zayin , 1946-1947)   Zelofeade estava coletando madeira. O Zohar i...