terça-feira, 8 de dezembro de 2020

O despertar da Masach para a criação do Partzuf (42)

 Agora compreendemos o significado da descida consecutiva dos níveis durante o desenvolvimento dos Partzufim, um depois do outro, a partir do Bitush Ohr Makif e Ohr Pnimi, que governa em cada Partzuf e contribui na perda do seu último Behina de Reshimo de Aviut.

 

As Reshimot remanescentes após a diminuição da tela são de dois tipos: a Reshimo de Aviut e a Reshimo de Hitlabshut. Portanto, depois do enfraquecimento da Masach do Partzuf Galgalta, a Reshimo de Aviut do Behina Guímel permanece, enquanto que a Reshimo de Hitlabshut do Behina Dalet não se modifica.

 

A Reshimo de Hitlabshut é uma parte muito fina da Reshimo e não tem Aviut suficiente para um Zivug de Haka'a com a Luz. Assim como Galgalta, qualquer Partzuf perde apenas a última Reshimo de Aviut com o enfraquecimento da sua Masach, mas não a Reshimo de Hitlabshut.

 

Estudamos que há uma relação inversa entre a Luz e o vaso e que há duas regras nisto:

 

1.    "Lefum Tza'ara - Agra", isto é, a recompensa que é dada de acordo com o mérito (sofrimento). Em outras palavras: a quantidade de Luz revelada ao homem depende da quantidade de esforço que ele faz.

 

2.    A Luz deseja entrar no Kli mais puro. O Kli é considerado puro quando ele recusa receber qualquer coisa que o Kli grosseiro deseja receber.

 

Por exemplo, é mais fácil trabalhar com a intenção pelo propósito de doar durante uma oração, em que o homem cobre-se com um Talit e é coroado com um Tefilin, nesse momento, ele não quer receber nada, apenas cumprir o mandamento. Mas, quando estiver estudando, é mais difícil manter a intenção pelo propósito de doar e mais difícil ainda durante uma refeição em família, e ainda mais durante o trabalho.

 

Contudo, de acordo com a primeira regra, quanto mais dificuldades a pessoa conseguir superar, mais poderosa será a Luz recebida. Por isso que se o homem conseguir trabalhar com a intenção em benefício do Criador, sem dúvida será merecedor de um nível elevado. Sobre essa pessoa se diz que "Seu conhecimento é profundo e sua oração poderosa".

 

A segunda regra deriva da primeira: o nível mais alto corresponde aos Kelim mais leves, ainda que neles seja mais fácil ansiar pelo bem do Criador. Por outro lado, a altura do nível é determinada pela sua propriedade mais corrigida, a Luz penetra-a e desce ao nível mais baixo.

 

Portanto, o Reshimo de Aviut é uma deficiência, o "desejo de receber". Mas a pessoa não deve esquecer que, na espiritualidade, o "desejo de receber" sempre significa o desejo com uma Masach. Portanto, a Reshimo de Aviut implica que existe uma memória do quanto o Kli pode receber em prol da doação, isto é, a força de resistência anterior desaparece dele. O seu Kli mais leve, o Kli de Keter, não pode desaparecer sob a influência da Luz Circundante, pois não possui Aviut. Assim, a Reshimo da Luz que havia nele permanece e é chamada de Reshimo de Hitlabshut.

 

Sempre há alguma Reshimo deixada pela presença da Luz. Aqui, dois pontos devem ser esclarecidos:

 

1.    A Luz vem da direção do doador.

2.    O Aviut e a Masach vêm da direção do receptor.

 

O que quer que venha da direção do doador deixa uma memória, e o que quer que venha do recebedor choca-se contra a resistência e desaparece. Rabi Baruch Ashlag conta o seguinte exemplo: "Certa vez, eu estava num lugar onde velhos descansavam. Olhei em volta e vi todos eles dormindo, sem prestar atenção em nada. Diz-se sobre isso: 'O dia não contém paixão'. Aproximei-me de um deles e comecei a conversar com ele. Primeiro, perguntei de onde era e o que fazia, então o deixei falar e ele passou a me contar sobre seus empreendimentos passados. Pouco a pouco, ele foi se animando e ficando cada vez mais entusiasmado, relembrando suas conquistas e os vários percalços pelos quais havia passado, ou seja, em linguagem cabalística, as Reshimot das alegrias passadas o acordaram. No fim, lhe perguntei: 'Você gostaria de viver tudo isso novamente, viajar de cidade em cidade, fechar negócios e fazer acordos como você fazia antes?' Naquele mesmo instante, seus olhos perderam o brilho, pois ele voltou ao presente e a força que havia já não existia mais".

 

Com isso, vemos que a Reshimo do prazer do homem permanece nele, enquanto que a força não. Podemos concluir que ele não possuía mais qualquer Aviut, isto é, ele não podia receber com o propósito de doar. A Reshimo de Hitlabshut, a memória dos prazeres vestida no Kli-desejo, ainda existia, mas, sem a tela, ele seria incapaz de reviver os prazeres passados.

 

segunda-feira, 7 de dezembro de 2020

O despertar da Masach para a criação do Partzuf (41)

Depois da formação do Partzuf AB, ocorre o impacto entre a Ohr Makif e a Ohr Pnimi sobre a Masach de Guf de AB (de Aviut Guímel). Esse impacto contribui para a perda do último Behina da Reshimo de Masach. A Masach eleva-se ao Peh de Rosh e, ali, realiza um Zivug de Haka'a apenas no Aviut de Behina Beit. Esse Zivug forma as 10 Sefirot do nível de Biná, isto é, o Partzuf SAG do Mundo de Adam Kadmon, que não possui nem os Kelim de ZA e Malchut, nem as Luzes de Yechidá e Chayá.

 

Quando o Partzuf SAG expande-se no interior do Rosh e do Guf, resulta em um Bitush Ohr Makif na sua Masach de Guf e na perda do último Behina de Aviut da Masach, então ocorre o Behina Beit. A Masach de Reshimot de Aviut de Behina Aleph e superiores eleva-se a Peh de Rosh e realiza um Zivug em Behina Aleph, o que forma as 10 Sefirot do nível de Tiferet (ou ZA). Os Kelim Biná, ZA e Malchut, e as Luzes de Yechidá, Chayá e Neshamá não se encontram neste Partzuf.

 

O Behina Dalet em SAG possui desejos? Ou eles são restringidos juntamente com os desejos de Behina Guímel? Existe algum desejo em Behina Dalet de AB ou eles também são restringidos?

 

Todos possuem esses desejos. Nos referimos apenas ao "desejo de receber", sem o qual não há criação. Entretanto, havia o risco de que as almas pudessem "roubar", receber em benefício próprio, então a correção ocorre, tornando-as incapazes de ver qualquer coisa.

 

Agora, examinemos o que se diz: "Toda terra será preenchida com Sua Glória", isto é, todos devemos sentir a Sua existência. Então por que não podemos de fato senti-la? Isso é assim porque "Toda terra será preenchida com Sua Glória" trata-se do ponto de vista do Criador, mas a fim de impedir que a criação receba em benefício próprio, ocorre a Restrição. Sem divisar o prazer, o homem não busca a espiritualidade.

 

A introdução ao "Estudo das Dez Sefirot" diz que se o sistema de recompensa e castigo estivesse revelado, assim que a pessoa comesse algo proibido ela se engasgaria com a comida. Quem ousaria, então, comer o que fosse proibido? Ou, o contrário: Se o homem sentisse um enorme prazer quando vestisse o Tzitzit (um manto ritual de orações), ele nunca o tiraria. Portanto, se sentíssemos o prazer espiritual, nós imediatamente o desejaríamos em nosso benefício.

 

Existe apenas uma lei inerente ao egoísmo: "Trabalhar menos e receber mais", ele não conhece nada mais. Assim, o que a pessoa pode fazer se não consegue nem ver e nem receber nada? O Criador nos diz: "Eu dou tudo livremente e vocês devem doar livremente". Devemos alcançar o nível em que consigamos doar sem esperar nenhuma recompensa. Por isso, houve o Tikun (correção), não podemos ver e nem "roubar". Está escrito na Gemará (Tratado de "Sanhedrin"): "Adam HaRishon foi um ladrão" (ele roubou do Criador).

 

No princípio, era o domínio do Criador, isto é, tudo o que Adam HaRishon fazia tinha o propósito da doação, nada era em seu benefício. Entretanto, ao ver a imensa Luz, ele não foi capaz de recebê-la com a intenção de doar, e a tomou para si. Isso é o que significa "que ele toma a Luz do domínio do Criador para si mesmo"; como consequência, ele é chamado de "um ladrão".

 

Para garantir que isso nunca mais aconteça, estebeleceu-se a correção das almas, por isso que elas não conseguem ver nada. O homem não deveria pedir recebimentos e alturas espirituais, mas Kelim para conseguir ver.

 

Para nomear um Partzuf, não é preciso dizer em qual Behina ocorreu um Zivug, basta dar o seu valor numérico, a Gemátria, a fim de se saber como ele é qualitativamente. Yud-Hey-Vav-Hey é a base de qualquer Kli. Malchut do Mundo do Infinito e todo o Universo consiste dessa mesma e única estrutura. A quantidade de matéria dessa estrutura, isto é, a utilização de um desejo com a intenção correta equivale à Luz recebida pelo Partzuf. O valor numérico denota a quantidade e a qualidade dessa Luz.

 

O Partzuf Galgalta corresponde à toda Malchut do Mundo do Infinito e possui a maior tela no Universo. Se ele recebesse o máximo da sua capacidade em prol do Criador, como poderia haver espaço para outro Partzuf? O que AB pode acrescentar àquilo que Galgalta ainda não recebeu?

 

Ocorre que AB também corresponde à Malchut do Mundo do Infinito, e ela pode receber a Luz que Galgalta não pôde. A tela do Partzuf seguinte é mais fraca: ela interage com uma Luz de qualidade diferente, muito menos poderosa que a de Galgalta e, como consequência, AB pode receber uma porção adicional de Luz.

 

Cada Partzuf subsequente recebe a Luz de uma qualidade mais baixa. Cada novo Partzuf é um estado absolutamente novo. AB atrai os seus desejos do Sof de Galgalta, isto é, trabalha com desejos que o Partzuf predecessor não era capaz de trabalhar. Galgalta quis receber a Ohr Yechidá, enquanto que AB, apenas a Ohr Chayá.

 

Quando Malchut do Mundo do Infinito expulsa toda a Luz, ela é chamada de Dalet de Aviut e Dalet de Hitlabshut. E mostra que contém as Reshimot de todo o Mundo do Infinito. Galgalta passa a trabalhar com essas Reshimot, realiza um Zivug de Haka’a em Dalet/Dalet e recebe a Luz correspondente. Quando ocorre o Bitush Pnim u Makif, permanecem o Dalet de Histlabshut e Guímel de Aviut. O Dalet de Aviut desaparece, pois o Partzuf decide não trabalhar mais com ele, então o anula.

 

Existe uma relação inversa entre o Kli e a Luz. Quanto menor o Kli, mais próximo ele está da Luz em suas propriedades. Digamos que eu tenha cinco desejos egoístas, do mais puro ao mais grosseiro. O meu desejo mais puro é o mais próximo do Criador, enquanto que o mais grosseiro é o mais distante. Malchut tem cinco desejos: Shoresh, Aleph, Beit, Guímel e Dalet. Colocando de forma mais precisa: essas são as cinco fases do desenvolvimento do mesmo "desejo de receber". Shoresh é o desejo mais puro e mais elevado, portanto, é o que está mais próximo do Criador.

 

Quando Malchut instala a tela sobre o seu desejo egoísta, a lei que afirma que o desejo mais puro está mais próximo do Criador permanece inalterada. Além disso, a intenção em benefício do Criador é instilada nele, e é exatamente essa intenção que o permite receber mais Luz do que um desejo tão pequeno receberia. Malchut com Masach "atrai" a Luz, mas esta é recebida por Keter (a parte mais pura e elevada do Kli), e não por Malchut.

 

Os elementos principais do Universo são:

 

-         A Luz que emana diretamente do Criador;

-         O prazer do "desejo de receber" egoísta criador por Ele;

-         A tela que emerge como reação à Luz recebida

 

A Cabalá estuda esses elementos nos seus diversos estados. A correspondência harmoniosa entre a tela, a Luz e o desejo constitui a alma, que dita suas leis aos anjos, aos Levushim e aos objetos materiais.

 

Cada Partzuf preenche Malchut do Mundo do Infinito. Assim, os Partzufim ocultam da Luz o seu ponto mais interno. Nós somos o ponto central. Portanto, no que nos diz respeito, todos os Mundos, todos os Partzufim, são as telas restritoras. Por outro lado, dizemos que todos os Mundos foram criados em uma ordem descendente, isto é, antes da existência do homem.

 

Os mundos são as medidas de ocultação do Criador. Galgalta oculta 20% do Criador para o Partzuf abaixo dele, então, AB vê apenas 80% do Criador. Mesmo assim, esses 80% são o Criador para ele, portanto, eles são, na verdade, 100% para AB. Isso segue assim até que os cinco Mundos, que consistem de cinco Partzufim, sendo que cada Partzuf consiste de cinco Sefirot, ocultem plenamente de nós a Luz do Criador por trás de 125 telas. A Luz não alcança de forma alguma o nosso mundo. Estamos atrás da tela e não conseguimos ver nem sentir o Criador.

 

Por outro lado, à medida que o homem ascende e atinge o nível de algum Partzuf, ele constrói uma tela equivalente a esse Partzuf e, ao fazê-lo, elimina a ocultação do Criador naquele nível. Ao elevar-se ao nível seguinte, o homem neutraliza sua ocultação com a ajuda da sua tela, recebendo o Criador naquele nível, e assim por diante. No instante em que anula todos os filtros, ele alcança todos os níveis que o separam do Criador. Os Mundos foram criados para nos ensinar como agir em cada situação. Portanto, a ocultação do Criador é descendente, enquanto que a revelação ocorre na direção oposta. Os degraus, pelos quais a alma sobe, por assim dizer, desaparecem depois disso.

 

O Partzuf mais baixo conhece o anterior e compreende que é incapaz de receber tanta Luz quanto aquele. Entretanto, a fim de prover de Luz o Partzuf mais baixo, cada Partzuf mais alto deve enviar seu pedido por Luz (chamado MAN) para o Partzuf acima de si. Uma vez que cada novo Partzuf é um desejo absolutamente novo que, depois do TA, nunca foi preenchido de Luz, cada novo Partzuf leva a um novo recebimento, superando o Partzuf anterior tanto em qualidade quanto em quantidade.

 

A Luz recebida por cada Partzuf subsequente vem a ele através do Partzuf anterior. Todos os Partzufim pelos quais ela passa recebem sua parcela de Luz, e essa porção é imensuravelmente maior que a quantidade de Luz que será recebida pelo último desta cadeia. Apenas Galgalta recebe a Luz diretamente do Mundo do Infinito.

 

Todas as nossas ações são baseadas nos nossos desejos. A mente desempenha apenas um papel auxiliar nisso. A mente percebe, de forma consciente, apenas o que penetra os sentidos, ela calcula e os analisa. Quanto mais amplas e profundas forem as sensações, mais a mente é necessária para o seu processamento.

 

Se pensarmos em uma pessoa que estuda Cabalá e se entrega a algum tipo de trabalho interior, então, quanto mais sutil for o trabalho, mais flexível e precisa a sua mente deve ser a fim de diferenciar e analisar suas sensações para chegar a conclusões adequadas. Entretanto, a mente sempre permanece como uma ferramenta auxiliar do desejo. A mente é necessária apenas para a obtenção do objeto desejado. Todos nós desejamos o prazer, e a mente nos auxilia na conquista desse prazer. Se o homem deseja fazer uma pesquisa científica, sua mente o ajuda a chegar lá. O homem acredita que vive apenas pela sua mente, portanto, ele está acima de todas as demais criaturas.

 

domingo, 6 de dezembro de 2020

O despertar da Masach para a criação do Partzuf (40)

A diferença entre o Partzuf mais baixo e o mais alto consiste no fato de que cada Partzuf mais baixo aparece em um nível diferente, abaixo, do anterior. Como mencionamos, esse nível é determinado pelo Aviut de Masach, que consiste de cinco Behinot. O nível mais alto da Luz e o Behina mais baixo dos Kelim do Partzuf predecessor não existem nos subsequentes. Quanto menor o desejo que utilizo com a tela, menor a qualidade da Luz que recebo no meu Partzuf.

 

O Impacto entre a Ohr Makif e a Ohr Pnimi na tela que as separa contribui para a perda do último Behina de Aviut da sua Masach. Portanto, Behina Dalet desaparece do Partzuf Galgalta, a fim de que não permaneçam Reshimot disso.

 

Depois que a Masach de Guf se eleva e se funde com a Masach de Peh, realizando um Zivug de Haka'a no Aviut que restou das Reshimot da Masach, surge um Partzuf em um nível abaixo, isto é, o Partzuf Chochmá. O Behina Dalet dos vasos também está ausente ali, assim como a Luz de Yechidá. Devido à transformação das propriedades, um novo Partzuf AB se separa do Partzuf Galgalta e se torna independente, mas considerado seu descendente.

 

Se eu aceito 20% de cinco porções, isso significa que eu recebo a Ohr Yechidá e o Behina Dalet. Quando o próximo Partzuf surgir, ele virá com a Luz menor, Chayá, e o Kli Guímel, depois, com a Ohr Neshamá e o Kli Beit, então, com a Ohr Ruach e o Kli Aleph e, por último, com a Ohr Nefesh e o Kli Shoresh. Então os desejos recomeçam e, a partir dos 20% dos desejos remanescentes, nascem os cinco Partzufim do Mundo de Atzilut e assim por diante, até que todos os desejos de Malchut do Mundo do Infinito sejam utilizados.

 

Todos os Partzufim dos cinco Mundos receberam tanta Luz quanto havia em Malchut do Mundo do Infinito, mas de forma gradual e com a ajuda da tela. Independentemente de qual porção tomemos como exemplo, ela sempre consistirá de cinco partes, ainda que muito pequenas. O Kli é criado a partir de cinco desejos e é necessário realizar um Zivug de Haka'a em cada um deles.

 

Se o homem ainda não corrigiu seus Kelim, então, quanto menos egoísmo tiver, mais próximo estará do Criador. Já quando adquire a tela, quanto maior for o seu egoísmo melhor, pois mais próximo estará do Criador. Tudo depende da presença da tela. Para tornar um Kli adequado para o uso, a Luz primeiro precisa entrar nele e depois desaparecer, para que o Kli fique totalmente distante do Criador. Com mais correções, ele será capaz de realizar uma escolha e novamente fundir-se com o Criador.

 

Adentrar o Mundo Espiritual só é possível se existe uma tela para todos os seus desejos. Entretanto, se não há desejos, também não há a necessidade de Masach. Assim, se não possui desejos, o homem é incapaz de entrar no Mundo Espiritual, uma vez que não tem nada a corrigir.

 

A subida aos níveis espirituais ocorre em três linhas: esquerda, direita e central. Ao receber novas porções de egoísmo, o homem instala uma tela mais forte sobre elas. Com isso, ocorre um Zivug de Haka'a entre a tela e a Luz e, como resultado, o homem recebe uma nova porção da Luz e ascende ao nível seguinte.

 

Se o homem tem grandes desejos, mas a força de resistir a eles (a tela) é pequena, logo, ele recebe a Luz conforme a sua tela e gera um Partzuf pequeno. Assim, quando for capaz de suportar uma nova porção de egoísmo, o seu Partzuf se expandirá indefinidamente até receber uma tela para todos os seus desejos.

 

Isso se chama "Gmar Tikun". Quanto "maior" for o homem, mais desejos ele tem e mais forte é a tela que adquire. Tal homem tem grandes recebimentos, pois é capaz de prevalecer sobre seus desejos mais grosseiros. Os desejos são enviados ao homem de Cima quando ele for capaz de pedir correção.

 

Os desejos insuficientes do nosso mundo, a Ner Dakik, desviam a nossa mente, ocupam nossos pensamentos e têm tanto comando sobre nós que não sabemos o que fazer com eles, como nos livrar deles. Toda nossa vida concentra-se na busca de uma oportunidade de satisfazer esses desejos animais. O egoísmo em si mesmo não deve ser destruído, a pessoa deve apenas colocar dois tipos de tela sobre ele: a primeira é parar de receber para si mesmo, e a segunda é começar a receber em benefício do Criador.

 

Realiza-se um Zivug de Haka'a no Rosh, isto é, eu calculo o quanto posso receber com a intenção de agradar o Criador. A este cálculo, segue-se a recepção da Luz no Guf, de Peh a Tabur. O Tabur é o limite da recepção com a intenção pelo Criador. A Luz que o Kli for incapaz de receber, Ohr Makif, o incita a receber mais, do contrário, ela não cumpriria o Propósito da criação. Mas o Kli sabe que é incapaz de receber mais em benefício do Criador e, caso receba a mais, mesmo que um pouco, isso já seria para o seu próprio prazer.

 

Não há outra saída além de superar esse estado de impasse, isto é, expulsar toda a Luz recebida. O Kli compreende que, mesmo se puder receber no futuro, não será a mesma quantidade que recebe neste momento, mas menos, e com uma Masach mais fraca.

 

A Masach perde sua força, eleva-se a Peh de Rosh junto com as Reshimot que recebeu das quatro Luzes nos quatro Kelim. O Aviut Dalet foi perdido no Tabur depois do Bitush da Ohr Makif na Masach, portanto, o Kli não é capaz de receber a Ohr Yechidá dali em diante. Entretanto, ele ainda não realizou a restrição nos níveis restantes de Aviut e, como consequência, não sabe o que poderá ou não receber.

 

Agora, quando a Masach está em Peh de Rosh, o Kli sente que pode receber um pouco mais de Luz. Então, todas as suas Reshimot despertam, e ele tenta receber em Behina Guímel. A Masach desce ao Chazeh, realiza um Zivug de Haka'a e, então, surge um novo Partzuf AB. Entretanto, todas as Reshimot de AB vêm do Guf de Galgalta.

 

Qual é a diferença entre esses dois conceitos: a tela e a Restrição, a Masach e o Tzimtzum? A restrição significa a completa recusa em receber. A tela significa a recepção de uma parte e a rejeição das outras. Rabi Baruch Ashlag traz o seguinte exemplo: cada vez que um alcoólatra comparecia a um casamento, ele bebia até desmaiar, caía e dormia no chão. Depois, nem sua esposa permitia que entrasse em casa. Envergonhado da sua desgraça, o homem decidiu parar de frequentar casamentos de uma vez por todas, pois era incapaz de se controlar. E, assim, começou. Passado um tempo, decidiu que poderia comparecer às festividades e se permitir beber meio copo de vinho, uma quantidade que não poderia lhe fazer mal. Então, ele fez. Conclusão: uma restrição significa abster-se de frequentar festas, enquanto que a tela significa que a pessoa vai às festas, mas decide consumir uma pequena porção.

 

Há dois tipos de Reshimot. O primeiro tipo é a Reshimo de Itlabshut, isto é, as memórias dos prazeres com que a pessoa foi preenchida. O segundo é a Reshimo de Aviut, que é a recordação dos desejos através dos quais o preenchimento ocorreu, e quão forte e espessa era a tela utilizada.

 

O "desejo de receber" no Kli é gerado pelo Criador. O Kli recebe Dele o "desejo de doar", isto é, opõe-se ao seu "desejo de receber" natural e genuíno. Digamos que eu tenha 20% do "desejo de doar". Ele é chamado de firmeza da tela: eu sou capaz de resistir ao meu desejo de receber prazer em 20%. Isso significa que nesses 20% eu posso receber a Luz pois, neles, não recebo em meu benefício, mas pelo Criador. É como uma mãe que recebe prazer quando seu bebê está alegre. O Criador sente prazer quando eu recebo prazer. Os desejos restantes, não incluídos nestes 20%, permanecem vazios. Eu não trabalho com eles.

 

O que é Cabalá? Primeiro, pegamos nossos desejos interiores, os quebramos em pequenos elementos ou vetores e construímos diversos gráficos. Essa é a psicologia interior do homem, não como uma criatura deste mundo, mas de alguma entidade gerada pelo Criador com todas as forças que o Criador lhe confere. Então, estudamos de que forma, através destas forças, o homem alcança o Criador. Esta é uma breve explicação do que é a Cabalá. A pessoa não deve vê-la como um ensinamento místico sobre forças sobrenaturais secretas que existem fora do Universo. A ideia principal da Cabalá sugere que, durante o processo de aquisição de forças não egoístas, a pessoa pode tomar uma parcela de egoísmo e trabalhar com ela de uma forma diferente.

 

Primeiramente, a tela que estava em Peh de Rosh não queria receber nada, depois, ela calcula o quanto pode receber pelo bem do Criador. É um esforço maior do que não receber nada em benefício próprio. Como resultado, a tela que está em Peh de Rosh é dividida em duas telas. A primeira diz que eu não quero nada para mim mesmo. É a reflexão completa da Luz, sua rejeição, o cumprimento do TA. A segunda tela, que até então esteve inativa, também permanece ali. Depois de cumprir as condições do TA, eu passo a tentar receber um pouco de Luz em benefício do Criador.

 

quinta-feira, 3 de dezembro de 2020

O despertar da Masach para a criação do Partzuf (39)

Como dito acima, os Impactos entre a Ohr Pnimi e a Ohr Makif transformam a Masach de Malchut Mesayemet na Masach de Malchut, que realiza um Zivug em Peh de Rosh. Então, o Bitush da Ohr Makif enfraquece o poder restritivo da Masach fazendo com que, de todo o Aviut de Guf da Masach de Rosh, reste apenas as tênues Reshimot (semelhantes ao Aviut da Masach de Rosh), o que leva à unificação da Masach de Guf com a Masach de Rosh. Como resultado, isso habilita a Masach de Guf a realizar o mesmo Zivug de Haka'a que a Masach de Rosh.

 

Desse Zivug, emerge um novo Partzuf que possui suas próprias 10 Sefirot e cujo nível está um grau acima do Partzuf anterior. Ao mesmo tempo, as Reshimot de Aviut que originalmente estavam na Masach de Guf são recuperadas. Essa diferença separa a Masach de Guf da Masach de Rosh

 

Quando a sua verdadeira natureza se manifesta, ela não pode permanecer em Peh do Partzuf mais elevado uma vez que, no Mundo Espiritual, a mudança de propriedades separa um objeto do outro. Portanto, ela é obrigada a descer e tornar-se um Partzuf individual. Ainda assim, o Rosh do novo Partzuf está no nível do Guf do Partzuf mais alto, pois nasceu da sua Masach de Guf.

 

Essa distinção entre eles os divide em dois Partzufim diferentes e, sendo que o novo Partzuf emerge da Masach de Guf do Partzuf anterior, este se relaciona com o seu superior da mesma forma que um ramo se relaciona com sua raiz.

 

As Reshimot são a Ohr Makif que estava no interior do Partzuf e que saiu dele. Por isso, ela mantém uma conexão especial com o Kli.

 

A tela já fez um Zivug de Haka'a nos seus desejos anteriores, recebeu a Luz e certificou-se de que ela chegasse apenas até o Tabur. Ela sabe que isso é errado e não levará à Gmar Tikun. Então, quando seus desejos de receber a Luz pelo Criador são reativados, eles emergem um nível abaixo. Isso significa que o novo Partzuf receberá a Luz em um nível menor.

 

A primeira e a segunda porções de Luz são unificadas de forma a corresponderem à quantidade total da Luz que adentrou Malchut do Mundo do Infinito. Agora, Malchut deve receber toda a Luz que ela continha antes do TA com a nova intenção de receber não em benefício próprio, mas para agradar ao Criador, isto é, com a ajuda da Masach e da Ohr Hozer.

 

O segundo Partzuf difere do primeiro nas suas propriedades, portanto, ele surge não de Peh, como o primeiro, mas abaixo de Peh, ou seja, como se fosse uma cabeça mais baixo que o primeiro Partzuf. Mesmo assim, sua cabeça é considerada Guf do primeiro Partzuf, pois ele emerge da Masach de Guf do primeiro Partzuf. O segundo Partzuf é o resultado final do primeiro e se ramifica dele como uma copa ramifica-se do tronco.

 

Quando a primeira Masach em Peh de Rosh rejeita a Luz, ela se coloca em uma posição independente em relação ao doador. A segunda Masach, no Guf, diz que pode receber apenas em benefício do anfitrião. Ela possui cinco desejos e o Partzuf preenche cada um deles em cerca de 20%. O restante dos desejos permanecem vazios, pois a Masach não é forte o suficiente.

 

Ao receber a Luz no seu interior, a segunda tela desce. A Ohr Makif continua a interagir com o Partzuf: ela o pressiona e tenta preencher os desejos remanescentes. A Masach de Guf não consegue suportar isso e ascende ao nível da Masach de Rosh, e a Luz deixa o Partzuf. A Masach unificada realiza um novo Zivug e, como resultado, um novo Partzuf surge um nível abaixo do anterior, o qual difere quanto à qualidade da Luz.

 

A peculiaridade é que o Partzuf AB não nasce da Masach de Rosh de Galgalta, mas da Masach de Guf. O que é estranho, pois ocorreu um Zivug no Behina Guímel, no Rosh de Galgalta. Isso é explicado no "Estudo das Dez Sefirot", parte três, resposta 310. Enquanto a Masach de Guf, isto é, a Masach de Behina Dalet, ascende ao Peh de Rosh, ela se funde com o Aviut de Rosh, que é um "Aviut ascendente". Entretanto, ele é um Aviut de Behina Guímel, não de Dalet, pois o Aviut de Behina Dalet é a Masach de Guf, que nunca utilizou o Aviut Guímel.

 

Aqui, podemos determinar dois conceitos fundamentais:

 

1.    A Essência. Essa é a Masach de Guf, que eleva-se à Rosh exigindo ser preenchida. Por isso que a Masach de Rosh de Galgalta realiza um Zivug em Behina Guímel. Quando a essência da Masach elevada torna-se clara, ela desce novamente ao Guf, não ao Tabur (Behina Dalet) mas ao Chazeh (Behina Guímel). Esse Behina não é chamado de "filho ou descendente", mas de "Partzuf AB Pnimi", ou seja, Partzuf AB, que se expande no interior dos Kelim vazios de Galgalta e é considerado Guf de Galgalta, pois emerge de um Zivug no Rosh de Galgalta.

 

2.    A Inclusão. Depois da Masach de Guf ter descido ao Chazeh, as Reshimot do Aviut "descendente" são ativadas durante sua presença em Malchut de Rosh.

 

Ocorre que, em relação a AB Pnimi, essa é a Masach HaMesayem (que limita a expansão da Luz), nascida de um Zivug no Aviut Guímel em Peh de Rosh de Galgalta. Contudo, no que diz respeito à propriedade da "inclusão", ela é Masach HaMizdaveg (que interage com a Luz).

 

Então, ela atrai novamente a Luz, realizando um Zivug de Haka'a no Behina Guímel, para que o Rosh AB saia do Chazeh e suba até Peh de Galgalta. O Peh de AB está no nível do Chazeh de Galgalta, enquanto que o Guf de AB expande-se para baixo até o Tabur de Galgalta. Ocorre que AB Pnimi expande-se no interior dos Kelim de Galgalta e AB Hitzon (de fora) veste-se nele de forma que mesmo seu Rosh esteja no lugar do Guf de Galgalta. AB Pnimi espalha-se do Rosh de Galgalta (Behina Dalet) para o interior dos Kelim vazios de Behina Dalet, mas AB Hitzon não tem qualquer relação com Behina Dalet.

 

Dois objetos unificados são completamente semelhantes em seus desejos. Na mesma medida que a Masach puder suportar o egoísmo, o Kli torna-se semelhante ao Criador nas suas propriedades, recebendo a Luz dentro de si com a intenção pelo Criador. A comparação das propriedades é a comparação de intenções, mas isso não significa que ambos tornem-se um objeto único: eles continuam sendo dois objetos, mas suas propriedades são tão semelhantes que, neste momento, da nossa perspectiva, não há diferença.

 

Quanto mais o Partzuf recebe, mais se torna semelhante ao Criador nas suas intenções, e menos nas suas ações. Para tornar-se semelhante ao Criador, a pessoa deve desenvolver o seu próprio egoísmo, a fim de receber mais em benefício do Criador, mas isso levará a uma diferença ainda maior entre a criação e o Criador nas suas ações. Quando a Masach em Peh de Rosh rejeita toda a Luz, ela se torna, por assim dizer, semelhante ao Criador nas suas ações, pois ela também não recebe, mas se isola Dele na sua intenção.

 

O método da auto-restrição é errôneo. Não há necessidade de jejuar e rejeitar prazeres, pelo contrário: o Criador aumenta o egoísmo do homem na medida em que ele pode utilizar a tela e trabalhar com ela. Assim, das duas telas mencionadas acima, a tela do Guf pode levar ao Espiritual.

 

Entretanto, se a tela está apenas em Peh de Rosh, então, o homem é como uma pedra que não precisa de nada, que não tem movimento interior. Nunca foi claro como o egoísmo pode levar ao Espiritual, uma vez que o propósito da Criação implica a recepção de prazer.

 

O Kli não vê o que está fora de si. Todos os nossos nomes ("Ohr Makif", "pressão de fora", "ainda não entrou") são conceitos pertencentes à linguagem do nosso mundo a partir dos quais precisamos imaginar, de alguma forma, uma ação espiritual. Apesar disso, não há, de fato, uma Luz pressionando de fora, e não há prazer nisso. O Kli interno do homem sentirá prazer se essa Luz estiver dentro dele. Dessa forma, para que eu tenha desejo suficiente pelo prazer, devo de alguma forma imaginar e sentir esse prazer. A Luz é uma reação interna do Kli a um tipo de influência emanada pelo Criador, isto é, a Luz corresponde à nossa "resistência". Tudo depende de como o Kli irá reagir a essa influência. Apenas a Ohr Pnimi que penetra o Kli é a medida da semelhança com o Criador.

 

Todos os Partzufim, desde o Mundo do Infinito até o nosso mundo, nascem de acordo com o mesmo princípio: o Partzuf mais baixo deriva do mais alto.

 

O homem não deve nunca pensar sobre o que acontecerá com ele no próximo instante. Mas deve sempre utilizar o momento presente, tentando penetrar constantemente na sua profundidade. O momento seguinte nascerá deste, mas a pessoa não deve esperar que ele venha e nem pensar sobre como será. A passagem para o Mundo Espiritual depende do discernimento interior do presente.

 

terça-feira, 1 de dezembro de 2020

O despertar da Masach para a criação do Partzuf (38)

 

Primeiro, precisamos compreender por que o Partzuf AB é considerado filho do Partzuf Keter. Depois do seu nascimento, por meio do Zivug em Peh de Rosh do Partzuf Galgalta, sua altura corresponde precisamente às 10 Sefirot de Guf do Partzuf. Então, por que ele não pode continuar fazendo parte do Partzuf Galgalta, sem tornar-se um Partzuf individual, produto do anterior?

 

Aqui, você deve perceber a enorme diferença que existe entre a Masach de Guf e a Masach de Rosh. Há dois tipos de Malchut no Partzuf: a primeira é Malchut Mizdaveget, isto é, a Malchut que interage com a Luz Superior devido às suas intenções corrigidas (Masach); a segunda é Malchut Mesayemet que, com a ajuda da sua tela, impede a expansão da Luz Superior dentro das 10 Sefirot de Guf do Partzuf.

 

A diferença entre elas é tão grande quanto a diferença entre o Criador e a criação. Isso ocorre porque se considera que Malchut de Rosh, durante o Contato de Impacto com a Luz Superior, seja o Criador em relação ao Guf do Partzuf. Sua tela não rejeita a Luz quando esta lhe atinge. Pelo contrário, seguindo-se ao processo de vestir a Ohr Hozer na Ohr Yashar, surgem as 10 Sefirot que permitem à Luz expandir-se para baixo, até que as 10 Sefirot da Luz Superior vistam-se no Kli de Ohr Hozer, chamado Guf (corpo do Partzuf).

 

Por isso, considera-se que a Masach e a Malchut de Rosh sejam o Criador para as 10 Sefirot de Guf. Entretanto, até então não existe absolutamente nenhum poder de resistência nessa Malchut e na sua Masach. Ela virá graças à Malchut e Masach do Guf do Partzuf. Eis a explicação: depois que as 10 Sefirot expandem-se de Peh de Rosh para baixo, elas conseguem alcançar apenas Malchut dessas 10 Sefirot, pois a Luz Superior não é capaz de expandir-se para dentro de Malchut de Guf. A Masach lá posicionada impede a Luz de preenchê-la, com isso, o Partzuf termina e surge o Behina Sof (Fim do Partzuf).

 

Uma vez que todo o poder da Restrição manifesta-se nessa Masach de Malchut de Guf, o Impacto entre a Luz Interna e a Luz Circundante ocorre apenas na Masach de Guf (a tela do corpo) do Partzuf. Ela restringe e afasta a Ohr Makif, impedindo-a de brilhar no interior do Partzuf. A Masach de Rosh não faz isso,

 já que ela só atrai e veste a Luz, mas seu poder de resistência ainda não é aparente.

 

Como já dissemos, existem duas telas em cada Partzuf. A primeira fica em Peh de Rosh, e diz que não receberá prazer para si mesma; como consequência, rejeita toda a Luz. A segunda é a Masach de Guf, que surge junto com a intenção de receber a Luz pelo Criador, isto é, de vesti-la na Ohr Hozer.

 

Essa Masach desce com a Luz e ascende quando a Luz sai do Guf. A primeira tela está sempre em ação e encontra-se no Mundo Espiritual. A segunda determina a posição do Kli na escala do nível zero até a Gmar Tikun. Essas duas telas não se contrapõem.

 

Shamati (137)

    137. Zelofeade estava coletando madeira (Ouvi em Tav - Shin - Zayin , 1946-1947)   Zelofeade estava coletando madeira. O Zohar i...