quarta-feira, 17 de junho de 2020

Introdução ao Livro do Zohar (58)



15. Ao observar esses três estados, descobrimos que eles dependem um do outro. Se um deles não existisse (ainda que um mínimo detalhe de qualquer um deles - ação, causa e efeito), os outros também desapareceriam.



Esses três estados acima mencionados são interdependentes, sustentam um ao outro e existem simultaneamente no presente. Devemos percebê-los da maneira como foram criados inicialmente: existindo por nossa causa. Depende apenas do nosso desejo de ser incluído neste ou naquele estado para estar lá.



Esse desejo é chamado de “Aliyat MAN” (Elevação de MAN). É o envio de uma prece, e ela depende apenas do quanto percebemos a grandeza do Altíssimo e a baixeza da nossa própria condição.



Por exemplo, a menos que o terceiro estado existisse, no qual a propriedade de recepção transforma-se na propriedade de doação, o primeiro estado não seria capaz de existir no Mundo do Infinito (no Pensamento Primordial). A perfeição do primeiro estado só pode manifestar-se por já existir no terceiro estado futuro. Devido à Eternidade do Criador, o terceiro estado existe como presente e a perfeição do terceiro estado é como que copiada sobre o primeiro (dessa forma, o primeiro torna-se tão ideal quanto o terceiro). Portanto, o terceiro estado depende da existência do primeiro.



Em outras palavras, se o Criador não tivesse criado o estado perfeito, o primeiro também seria incapaz de existir em relação a Ele.



A menos que algo existisse no segundo estado, onde todo o nosso trabalho de correção para alcançar os níveis Espirituais acontece (durante os 6000 anos), como o terceiro estado chegaria (em relação a nós)? Nesse sentido, o segundo estado determina a existência do terceiro.



Não é suficiente que as coisas existam no Criador, pois elas existem Nele mesmo sem nós, já que Ele está em um estado perfeito e eterno. Entretanto, para sentirmos que estamos no terceiro estado, devemos passar pelo segundo.



O mesmo acontece com o primeiro estado no Mundo do Infinito, onde se encontra a perfeição do terceiro estado. Ele precisa, necessariamente, da existência do terceiro estado, ou seja, o segundo e o terceiro estados devem manifestar-se em completa perfeição. Assim, o primeiro estado necessita do surgimento de dois sistemas opostos no segundo estado. Isso revela o corpo (o desejo egoísta do segundo estado), o que nos permite que o corrijamos com a ajuda das forças impuras (e que recebamos o terceiro, estado que assegura a perfeição do primeiro).



Isso nos leva à conclusão acerca da necessidade das forças impuras. Não conseguiremos receber o terceiro estado se não cairmos sob a influência das forças impuras e recebermos o material com o qual possamos trabalhar e nos corrigir.



Sem um sistema de mundos impuros, nós não teríamos nem o desejo de receber (o enorme desejo egoísta que se iguala ao desejo de doar do Criador), e tampouco poderíamos corrigi-lo e alcançar o terceiro estado, pois “o homem não pode corrigir o que não existe nele”.



O sistema de forças impuras é indispensável como armazenamento de todos os desejos impuros. Nós extraímos e corrigimos um por um, subindo a escada do primeiro estado ao terceiro, chegando cada vez mais perto do Criador.



Dessa forma, não precisamos perguntar como o sistema impuro deriva do primeiro estado (que é perfeito e eterno, pois Malchut do Mundo do Infinito fez a Primeira Restrição - Tzimtzum Aleph - e, sem haver outros desejos, fundiu-se ao Criador). Essas forças impuras surgiram para que fôssemos capazes de corrigi-las e, assim, receber o terceiro estado.



O intervalo entre o primeiro e o terceiro estado faz com que o sistema impuro seja necessário. Ele é expresso pela nossa queda às profundezas das forças impuras e sua subsequente elevação, que as corrige de acordo com o primeiro estado. Isso já é o terceiro estado, pois adquirimos as forças impuras e as corrigimos.



Portanto, a diferença entre o primeiro e o terceiro estado reside na correção das forças impuras e não apenas na recepção de força, desejos e possibilidades adicionais.



Malchut do Mundo do Infinito é nada mais que um pequeno ponto na Luz. A fim de preencher todo o Infinito, o círculo exterior maior, Malchut deve adquirir desejos impuros que se equiparem ao tamanho desse círculo. A própria Malchut é apenas um ponto no círculo que está cercado de forças impuras. Ela primeiro adquire esses desejos e depois os corrige, então eles se tornam as forças puras de Malchut. Assim, ela preenche todo o círculo, adquire as nove Sefirot superiores e o ponto torna-se um Partzuf, um Kli do tamanho do Infinito.



O primeiro estado, Malchut, é apenas um ponto unido ao Criador. Perfeita, mas ainda assim um ponto. A Malchut do terceiro estado é um círculo enorme. Pode-se dizer que seja 620 vezes maior que o primeiro ponto. Na verdade, é impossível mensurar o quão maior o círculo se torna com esses 620 desejos depois que ele os conecta a si mesmo e os utiliza para doação. Essa é a verdadeira diferença entre o primeiro e o terceiro estado.




segunda-feira, 15 de junho de 2020

Introdução ao Livro do Zohar (57)




14. Disso derivam os três estados das almas:



O primeiro estado é o do Mundo do Infinito, no Pensamento da Criação, onde as almas já possuem a forma futura do Fim da Correção. O segundo estado é chamado “O período de 6000 anos”. Com o auxílio de dois sistemas (o sistema puro, altruísta e o sistema impuro, egoísta), as almas dividem-se em corpo e alma (ou seja, a Luz chamada “alma”, Neshamá, e o corpo, Guf, que é um desejo egoísta não corrigido conhecido como “Vaso”, Kli). Então, nos é outorgado o trabalho em Torá e os Mandamentos a fim de transformar o desejo de receber em desejo de doar. (Esse trabalho é feito através de ações corretivas sob a influência da Luz Superior. Ao atrair a Luz sobre nós, transformamos as intenções egoístas dos nossos desejos em intenções altruístas).



Nós não mudamos os desejos em si, pois eles foram criados em nós. Apenas a intenção de utilizá-los egoisticamente é considerada “desejo de receber”, enquanto que a intenção de utilizá-los pelo Criador é chamada de “desejo de doar”.



Portanto, existimos entre os sistemas de forças puras e impuras. Podemos receber forças de correção do lado direito, enquanto que o esquerdo adiciona mais e mais desejos corrompidos. Dessa forma, recebemos nossa correção.



Os desejos corrompidos que vem do lado esquerdo, das minhas forças impuras (Klipot), não são totalmente alheios a mim, pois eles são os meus próprios desejos egoístas, que sempre estão à minha esquerda, enquanto que as Luzes que os contrapõem e os corrigem estão à minha direita. Preciso separar, da minha coluna esquerda, um desejo que corresponda à minha habilidade de corrigi-lo. Então, separo da minha coluna direita a Luz adequada para corrigir tal desejo (isto é, sua intenção egoísta). Assim, eu crio em mim mesmo um desejo corrigido, com a intenção pelo Criador. Isso será definido como minha “Coluna do meio”.



Nem a coluna direita nem a esquerda são minhas de fato. Elas me foram dadas de Cima pelo Criador. Ambas foram criadas por Ele. Eu somente as conecto ao separar as forças impuras da esquerda e corrigi-las, utilizando a força pura da direita. Essa é minha única ação. Isso significa que nem os desejos egoístas da minha esquerda nem a Luz que vem da coluna direita são meus. Então o que é meu? A ação! A ação é minha.



O que significa “Minha ação”? Se a Luz afeta o desejo e, consequentemente, o corrige, então a ação depende da Luz, não de mim. Eu sou apenas o agente que a realiza. Inclusive, é mais preciso dizer que o que depende de mim é desejar que meus desejos egoístas colidam com a Luz Superior da direita e, através dela, sejam corrigidos.



Isso pode ser expresso ainda de outra forma (como vimos no § 155 do “Introdução ao Estudo das Dez Sefirot”): Enquanto estudamos, temos uma oportunidade única de mobilizar uma correção na sua forma mais pura, na ação. Durante os nossos estudos, nos concentramos no desejo de nos expor à influência da Luz Circundante que nos corrige e nos eleva ao nível seguinte, sobre o qual lemos. Nesse instante específico, nossos desejos egoístas ficam expostos à Luz Superior Corretiva.



As almas podem encontrar-se em dois estados. O primeiro se relaciona ao Mundo do Infinito, ao Pensamento da Criação, e o segundo se relaciona ao período respectivo de 6000 anos (embora possa levar menos tempo). Durante esse período nos corrigimos. Isso significa que sob a influência da Luz, nós gradualmente corrigimos todos os nossos 620 desejos egoístas.



“Gradualmente” significa uma ascensão ininterrupta dos 6000 níveis. A totalidade do percurso também pode ser dividida em 125 níveis. Na verdade, não importa como dividimos, mas sim, que devemos passar por todos os níveis. A ordem pela qual avançamos é tão predeterminada quanto nossas ações.



A única coisa que não é premeditada é o desejo que isso aconteça. Sem desejo, não há correção, as linhas direita e esquerda não entrarão em contato nem interação. Isso só pode ocorrer se desejarmos. Esse desejo é chamado “Aliyat MAN” (Elevação de MAN), isto é, a elevação do nosso desejo. Ele surge no momento em que o desejamos.



Esse desejo é exatamente o que devemos alcançar durante os nossos estudos. À medida que estudamos, devemos pensar que essa correção chegará a todos e cada um de nós. Devemos desejar que a gigantesca Luz Superior desça sobre todos nós. Somos muitos, somos um grande grupo espalhado por todo o mundo. Passamos por vários estados diferentes e vivemos em condições distintas. Com o nosso esforço conjunto, podemos atrair uma Luz Superior muito intensa e que nos corrigirá, basta querermos.



Tudo depende da intensidade do nosso desejo. Se ele atinge seu máximo (e isso de fato está em nosso poder), seremos corrigidos e alcançaremos o primeiro nível espiritual.



Enquanto estivermos nesse estado (de 6000 anos), só as almas são corrigidas, não os corpos. Isso significa que devemos abdicar de todos os desejos de receber para nós mesmos, chamados de atributos do corpo, e permanecer apenas com o desejo de doar, conhecido como desejo espiritual.



Falando claramente, não corrigimos o corpo durante os 6000 anos. Isso significa que não somos capazes de corrigir o “Lev HaEven” (o coração de pedra), nosso egoísmo original. Nós conseguimos fazê-lo apenas ao ascender ao mais alto nível, chamado “AHP de Aliya”.



Mesmo as almas dos justos não podem entrar no Jardim do Eden (um nível específico do Mundo de Atzilut) depois da morte (quando o egoísmo morre), mas apenas quando seus corpos tiverem apodrecido no solo.



Já falamos sobre o significado dos “corpos apodrecendo no solo”. Sabemos que isso constitui um cancelamento total do nosso egoísmo (fazemos um Tzimtzum). O egoísmo separa-se totalmente de nós e então trabalhamos apenas com as propriedades que recebemos de Cima - GE (Desejos de doar).



Todos os nossos Kelim de Kabbalah (Vasos de Recepção) são limitados. Ao deixar de usá-los, aparentemente os enterramos no solo para apodrecer. O que esse “apodrecer” significa? É como se examinássemos cada um desses desejos e adquiríssemos Kelim de Ashpa'a, GE (Vasos de Doação). Deixar de utilizar esses desejos chama-se “decomposição” desses desejos. Falaremos mais sobre isso depois.



Ao adquirir todos os desejos altruístas (GE), começamos a elevar os AHP previamente rejeitados. Tal retorno do AHP para o nível corrigido, resgatando-o do estado em que o havíamos designado, é chamado de “Ressurreição dos Mortos”. Elevamos os desejos “mortos” que não queríamos utilizar, os revivemos com suas deficiências e, assim, corrigimos nosso AHP egoísta. Isso é o que significa os mortos já decompostos saindo dos seus túmulos. Dessa forma, os vasos de AHP juntam-se aos vasos de GE.



Não devemos, de modo algum, imaginar que esses processos ocorrem em nossos corpos físicos do mundo material. Podemos queimar ou enterrar o corpo físico, fazer implantes ou qualquer outra coisa que queiramos. Nós não estamos falando desse corpo, ele nada tem a ver com os termos espirituais, pois a alma está totalmente desconectada dele.



O terceiro estado é o do fim da correção das almas, depois da “Ressurreição dos Mortos” (quando já adquirimos GE, e o AHP está corrigido e conectado a ele, isso significa que o vaso - Kli, todas as Dez Sefirot e os 620 desejos estão todos completos), quando todos os corpos (desejos egoístas) estão corrigidos. Nesse estado, o desejo de receber para si mesmo (original), que é a propriedade do corpo, é invertido e adota a forma de pura doação, tornando-se assim digno de receber toda a abundância, prazeres e deleite previstos no Pensamento da Criação.



Isso significa que antes do Kli corrigir toda a Luz que entra nele, ele é sentido como escuridão devido à dessemelhança de forma. Da mesma forma, conforme adquirimos semelhança de forma com a Luz, com o Criador, passamos a senti-Lo. Sentimos essa Luz na sua forma verdadeira, como Doadora da Perfeição, Infinitude, Amor e Bondade. Tudo depende do quão semelhantes podemos ser da Luz que vem de Cima.



Portanto, nosso mundo atual começará a expandir e a ser preenchido pelo Mundo Superior na medida da nossa semelhança com a Luz. Esse mundo irá, pouco a pouco, “desaparecer” das nossas sensações. Quanto mais nos corrigirmos, mais claramente veremos as leis que existem ao nosso redor, no Mundo Superior. É assim que sentiremos o Universo.



Ao mesmo tempo, as almas têm o mérito de fundir-se completamente com o Criador pela semelhança de forma com Ele. Isso ocorre porque elas não recebem prazer nos seus próprios desejos, mas no desejo de doar ao Criador (elas tornam-se iguais a Ele). Consequentemente, Ele alegra-Se quando elas recebem prazer, pois elas também recebem prazer Dele.



As almas elevam-se ao nível chamado “Pensamento da Criação”. Elas tornam-se iguais ao Criador e recebem a sensação de ilimitada infinitude. Como é dito: “O Pensamento da Criação é dar prazer às suas criaturas”. Elas sentem a eternidade em cada um de seus sentimentos, prazeres e recebimentos, uma existência eterna e perfeita.



Muitos estados seguem à correção dos vasos. Falamos apenas sobre alcançar um estado em que os nossos Kelim (desejos) estejam corrigidos. Uma vez corrigidos, o Criador nos eleva ao Seu próprio nível e ainda mais alto. Não conseguimos nem falar sobre esses estados, pois não há palavras na nossa língua que possam descrevê-los. Podemos apenas discutir sobre o que precede o Fim da Correção, quando tudo entra em um estado que chamamos de Infinito (Ein Sof).



Somos incapazes de compreender o que ocorre depois, já que o que sentimos, compreendemos e recebemos, o que podemos absorver e analisar, só pode existir quando existe o seu oposto: preto e branco, dor e prazer, ou qualquer outro tipo de delimitação. É somente na transição entre dois estados opostos que podemos sentir. Utilizamos as oposições para criar símbolos, expressar nossas sensações interiores na forma de letras, símbolos pretos contra um fundo branco.



À medida que entramos no Mundo do Infinito (Ein Sof), onde não há qualidades opostas, nem sensações contrárias de bem e mal, nossa língua torna-se inútil. Consequentemente, nada lemos sobre tais estados, pois os cabalistas não possuem meios de transmitir-los para nós.



Assim, é dito: “Prove e veja que o Senhor é bom”. Isso só é verificável ao provarmos, ao atrairmos a Luz Interna chamada Sabores (Ta'amim). Não há outra forma.



A Cabalá é puramente uma ciência aplicada. Ao utilizar o método em si mesmos, os cabalistas atingem a correção, diferententemente daqueles que a estudam apenas teoricamente e, por isso, nunca compreenderão o que é dito nesses livros. Os cabalistas recebem seus attainments em si mesmos, e compreendem do que se trata.



Para resumir, chamaremos os três estados da alma de estados um, dois e três. Portanto, deves guardá-los bem.



Baal HaSulam utiliza bastante esses nomes, chamando-os de primeiro, segundo e terceiro estados. O primeiro é o Pensamento da Criaça, o segundo é o período de Correção de 6000 anos, e o terceiro é o Estado Final.


sexta-feira, 12 de junho de 2020

Introdução ao Livro do Zohar (56)




13. Entretanto, ainda precisamos compreender que se o desejo de receber (isto é, o egoísmo, o desejo de receber para si mesmo) é tão ruim e destrutivo, como ele pode ter sido planejado e ter sua raiz no Pensamento da Criação, no Infinito e na Perfeição do Criador Ele Mesmo, cuja plenitude é indescritível?



Isto é, como pode haver uma raiz no Criador para tudo o que acontece dentro e fora de nós e que seja a origem da imperfeição na qual estamos?



A questão é que, assim que o Pensamento da Criação surgiu, tudo já havia, ao mesmo tempo, terminado. Isso ocorre porque, diferente de nós, o Kli não precisa de ações. Todas as almas e seus estados futuros emergiram prontamente na sua total e mais completa perfeição (no seu estado mais alto, final e supremo). Elas surgiram exatamente da maneira como o Criador as concebeu. Apenas no Fim da Correção as almas alcançarão esse estado elevado (da perspectiva do Criador, isso já existe. Ele já está unificado conosco nesse estado final e perfeito). Quando nosso desejo de receber estiver completamente corrigido e tornar-se “pura” doação (com a intenção para o Criador), ele (o desejo de receber) atingirá a completa equivalência de forma com o Criador.



Em relação ao Criador, nós existimos nesse estado final desde o momento da nossa concepção. Ele nos enxerga nesse estado perfeito e nos atrai a partir dele. Se consideramos isso, compreenderemos melhor Sua atitude em relação à Criação, em relação a nós. E também saberemos como devemos atraí-Lo.



Podemos comparar a atitude do Criador conosco com a atitude de uma mãe em relação ao seu filho: embora ela saiba que seu filho possa passar por várias mudanças de estado, seu amor por ele é absoluto. Por outro lado, a criança está fadada a experimentar as “mazelas do desenvolvimento” e, por fim, alcançar a completa equivalência de forma e correção.



Por que a Criação passa por todas essas transformações em relação ao Criador?



Porque o passado, o presente e o futuro são uma coisa só na Infinitude do Criador.



O tempo não existe em relação ao Criador, pois não há diferença entre uma ação e sua consequência. Isso tudo forma um único conjunto.



O mesmo princípio se aplica às pessoas. Ao penetrar os Mundos Superiores, o pensamento humano torna-se uma ação e o tempo se contrai até a não existência. Conforme o homem avança pelos níveis espirituais, o tempo começa a desaparecer. No campo das sensações, onde o homem se assemelha ao Criador, ele existe para além do tempo.



Ao tornar suas qualidades semelhantes às do Criador, o homem passa a sentir que seus desejos, suas ações e seu estado final são a mesma coisa. Não existe uma cadeia de causa e consequência. Ela só existe onde algo precisa ser corrigido. Quando já não há mais o que corrigir, ela deixa de existir, o tempo pára e tudo congela em um estado de perfeição.



Dessa forma, não havia nenhum desejo de receber corrompido (em relação ao Criador), separado da Sua Infinitude, ou vice-versa: a equivalência de forma que está destinada a existir no Fim da Correção surgiu imediatamente na Sua Eternidade (junto com o Pensamento da Criação).



A isso que nossos sábios se referiam quando diziam que “mesmo antes do mundo ter sido criado (a palavra hebraica “Olam”, mundo, vem da palavra “Ha'alama”, ocultação. Essa palavra refere-se à descida do nível da Infinita Perfeição a este mundo), Ele e o Seu Nome (o Criador, Sua Luz e todas as criaturas) já existiam no 'estado de perfeita unidade', pois nas almas não há separação do desejo de receber, pelo contrário, estão unidas com o Criador em seus atributos (eram totalmente idênticos). Esse estado é descrito pelas palavras: “Ele e Seu Nome são Um”.



“Ele” refere-se ao Criador e “Seu Nome” significa o vaso (Kli), as criaturas que foram criadas em seu estado final, perfeito e eterno.



Quando falamos de imperfeições, forças impuras, sofrimento e dos diversos estados pelos quais passamos desde o Pensamento da Criação até o seu final (do primeiro estado ao segundo e, depois, ao terceiro), devemos ter em mente que a transição do primeiro estado ao terceiro existe apenas para nós. Para o Criador, eles todos se fundem em um só. Na medida da nossa correção, a parte corrigida também se funde a esse estado perfeito e infinito.


quinta-feira, 11 de junho de 2020

Introdução ao Livro do Zohar (55)




12. Dessa forma, explicamos claramente a correção do desejo de receber impresso nas almas pelo Pensamento da Criação (impresso no desejo egoísta de receber que, inicialmente, é inerente em nós). O Criador preparou dois sistemas de mundos, um oposto ao outro, através dos quais as almas passam e dividem-se em dois aspectos, corpo e alma, vestindo-se um no outro. Com a ajuda do método Cabalístico (que inclui a correção gradual dos desejos), definido como “observar os mandamentos”, a propriedade de “receber para si mesmo” se converte na propriedade de “doação”.



Então, esses desejos são abençoados com todos os prazeres do Pensamento da Criação. E junto com isso (com a sensação dessa bênção), eles se fundem completamente com Ele.



Ou seja, a pessoa não recebe a generosidade do Criador, nem Lhe dá nada, mas alcança o nível do Criador, eleva-se até a sua Essência - até o Criador. O resultado é um paradoxo, mas é isso que acontece.



“Pelas Tuas ações, Te conhecerei”. Eu recebo Dele um exemplo (de como devo agir), a tela (com a qual opero), um desejo e força. Ao seguir Seu exemplo, faço as mesmas ações que Ele faz. Dessa forma, eu construo a linha do meio: do lado esquerdo estão meus desejos egoístas e, do lado direito, a Sua Luz e a tela. Na medida em que conseguir fazer com que uma linha se assemelhe à outra eu construo essa combinação e, a partir disso, crio minha linha do meio e faço minhas próprias ações.



Por fim, isso leva a uma consequência surpreendente: eu não me assemelho ao Criador nas minhas ações, mas, ao tornar minhas ações semelhantes às Dele, eu passo a compreender Sua intenção, Seus pensamentos, e os assim chamados Segredos de Torá. Isto é: “Pelas Tuas ações, Te conhecerei”. Como resultado, descobrimos que o Pensamento do Criador não é apenas dar prazer ao homem, seja ele infinito, eterno e perfeito, mas sim, elevar o homem ao Seu Próprio Nível, mais alto que o ponto inicial da sua criação.



Como resultado de tornar-se semelhante ao Criador, o homem ascende acima do ponto do seu nascimento. Ele eleva-se ao nível Mais Alto e alcança o Pensamento do Criador, o qual existia antes mesmo de Ele criar, a partir do nada, o desejo de receber prazer.



Esse é o Fim da Correção e, já que não há mais a necessidade do sistema de forças impuras, ele é eliminado da terra e a morte não mais existirá.



Essas expressões alegóricas podem comprometer seriamente nossa imagem, mas se as interpretarmos corretamente e imediatamente aplicá-las, então elas podem fortalecer nosso conhecimento e enriquecer essa imagem interior.



A palavra “solo” alude ao desejo egoísta de receber prazer, já que ele assimila, incorpora, absorve, e decompõe tudo o que nele penetra. Por outro lado, se o solo (a propriedade de recepção) for combinado com água (Biná - a propriedade de doação), e um grão for plantado ali, essas duas novas propriedades podem criar as condições necessárias para gerar uma nova vida.



Mais tarde, estudaremos todas essas raízes espirituais e por que o nosso mundo é construído dessa forma por conta disso.



O sistema de forças impuras será eliminado da terra (isto é, a intenção “para si mesmo” desaparecerá do desejo egoísta) e a morte não mais existirá (“morte” significa o abismo entre a Luz e o desejo de receber prazer, assim que Luz penetra no desejo de receber, ele ganha vida).



Todo o trabalho em Torá e nos mandamentos (isto é, o trabalho de atrair a Luz. Torá vem da palavra “Ohr”, “Ohra'a” - A Luz; um “mandamento” significa a correção de um desejo egoísta) é dado ao mundo durante os 6000 anos da sua existência…



Atualmente, estamos no ano 5780 (de acordo com o calendário Judaico), ou seja, algumas centenas de anos antes do “Fim da existência do mundo”, de acordo com essa cronologia. No futuro, clarificaremos o que significa “Fim da existência do Mundo”.



Vamos considerar os períodos em que esses 6000 anos são divididos. Seguiremos o desenvolvimento de dois eixos: o espiritual e o nosso.



Adão é o primeiro homem que descobriu o ponto no coração. Não nos referimos ao Adão espiritual, mas a um ser humano desse mundo. Cerca de 1948 a. C., Abraão surgiu. Esse é o período em que o ponto no coração não surgia meramente em um ser humano, ele o despertava e passava a guiá-lo ao Criador. Até essa época, os seres humanos existiam como animais, sem qualquer desejo pelo Criador.



Pela primeira vez, o ponto no coração do homem manifestou-se em Abraão. Ele desejou intensamente unir-se ao Criador e revelá-Lo. Hoje, estamos no ano 5780.



Nesse período de 6000 anos, toda a humanidade é obrigada a alcançar o nível do Criador. Mesmo antes de Abraão, existiram certas ações nessa direção, mas, naquela época, somente o método preliminar existia. Depois de Abraão, milhares de pessoas o fizeram.



Hoje, podemos fazê-lo a fim de possibilitar à toda humanidade realizá-lo rapidamente, sem sofrimento, pelo caminho da Cabalá, isto é, pelo Caminho da Luz. Se não ajudarmos a humanidade a atravessar o período da Revelação do Mal rapidamente e desejar o Criador, ela avançará pelo Caminho do Sofrimento.



Baal Ha Sulam escreve: “Essas poucas centenas de anos serão bastante críticos. Eles podem trazer destruições terríveis, guerras nucleares e imensas calamidades, o que resultará em um pequeno número de pessoas que permanecerão na Terra. Mas elas executarão o programa da Criação; elas incluirão todas as outras almas”.



Podemos ajudar as outras pessoas a acelerar esse processo, a atravessar esse período confortavelmente e sem dor.



E todo o trabalho em Torá e nos mandamentos conferidos ao mundo durante os 6000 anos da sua existência, e a cada pessoa no período de 70 anos da sua vida, tem por objetivo trazê-las ao fim da correção, à equivalência de forma e à unificação com o Criador.



Com isso, clarificamos o sistema de forças impuras e as Klipot (cascas) que emergem da Pureza do Criador e existem às suas custas. Esse sistema estava sujeito a existir a fim de viabilizar a criação dos corpos (isto é, os desejos egoístas) que, mais tarde, seriam corrigidos pela Luz (Torá), e com a ajuda da tela (o cumprimento dos mandamentos).



Sem que nossos corpos fossem criados com desejos não corrigidos (egoístas), pelo sistema das Klipot, nunca teríamos a oportunidade de corrigi-los (isto é, o homem nunca seria capaz de perceber seu próprio “eu” e alcançar o nível do Criador por si mesmo).



Do contrário, seria o mesmo ponto solitário existindo na Luz Infinita, e não um ser independente, mas um desejo feito pelo Criador e que não existe por si mesmo.



Pergunta: Existe qualquer método prático que fortaleça o contato com o Criador? É possível unificar-se com Ele nessa vida?



A Cabalá é um método prático que aumenta o contato com o Criador chamado Revelação. Enquanto existimos no nosso mundo da forma em que estamos, o acaso de apenas ouvir sobre isso, sobre esse método, já nos habilita a implementá-lo em nossas vidas, isto é, nos fundir completamente com o Criador. Podemos revelar toda a realidade de tal forma que deixaremos de sentir qualquer transição entre a vida e a morte do nosso corpo biológico. Hoje, podemos ascender ao Mundo do Infinito e existir no seu mais alto nível.



Não se trata apenas de aumentar nosso contato com o Criador, estamos falando de nos tornar semelhantes a Ele, iguais a Ele.



Possuímos todos os pré-requisitos para isso. Diferente das gerações anteriores de cabalistas, não precisamos esperar 10 anos por isso, podemos fazê-lo em 10 meses. Só depende da nossa união e desejo comum. Vamos unir as nossas forças.



Continuaremos a estudar o item 13 do “Introdução ao Livro do Zohar”. Baal Ha Sulam escreveu diversas introduções ao Zohar: “Introdução ao Livro do Zohar”, “Prefácio ao Livro do Zohar” e “Introdução ao Comentário sobre o Livro do Zohar”.



O “Prefácio ao Livro do Zohar” é o mais profundo e sintético de todos. Ele versa sobre o Sistema Geral da Criação, explorando suas profundezas. O “Introdução ao Comentário sobre o Livro do Zohar’ descreve o mecanismo da subida espiritual. O “Introdução ao Livro do Zohar” expõe as peculiaridades do Livro e explica como ele pode ser abordado.



Nos deteremos na mais importante dessas introduções a fim de compreendermos melhor o escopo e o poder do Universo. Devemos, também, nos preparar para a verdadeira leitura do Zohar.


segunda-feira, 8 de junho de 2020

Shamati (98)




Espiritualidade é chamado aquilo que nunca se perderá. Portanto, o desejo de receberna forma que se encontra, ou seja, a fim de receberé chamado corporalÉ assim porque ele será extinto a partir desta forma e vai adotar a forma de “a fim de doar”Um verdadeiro lugar na espiritualidade é chamado o lugar da realidade, uma vez que quem vem ali, naquele lugar, vê a mesma forma que o outroNo entanto, uma coisa imaginária não é chamada de um lugar realuma vez que é imaginária e então cada um imagina isso de uma forma diferenteQuando nos referimos às Setenta Faces da Torá, isso significa que ela tem setenta grausEm cada ponto, a Tora é interpretada de acordo com o estado em que alguém se encontra. No entanto, um mundo é uma realidade, o que significa que qualquer um que venha a qualquer um dos setenta graus naquele mundo, atinge a mesma forma que todos os outros que venham a atingir. A partir dai é que entende o que dizem os nossos sábiosque interpretam os versos da Torá. Eles dizem que isso é o que disse Abraão a Isaque, e outros ditos similares de nossos sábiosDizem o que é dito, o que é explicado nos versosSurge a pergunta: “Como é que eles sabem o que um disse para o outro?” Mas, por causa daqueles que atingiram o grau em que Abraão (ou alguém) alcançou, eles veem e sabem o que Abraão viu e sabiaPor esta razão, eles sabem o que Abraão disseÉ da mesma forma em todas as palavras de nossos sábios, quando eles interpretaram os versos da Torá. Tudo isso porque eles, também, atingiram o grau, e cada grau de espiritualidade é uma realidade. Todo mundo vê a realidade, como todos aqueles que vêm para a cidade de Londres, na Inglaterra, veem o que está na cidade e o que se diz na cidade.

domingo, 7 de junho de 2020

Shamati (50)




Dois estados
(Escutei em 20 de Sivan)


Há dois estados no mundo. No primeiro, o mundo se identifica com a “dor”, e no segundo, com a Sagrada Shekinat (Divindade). Isto acontece porque antes que a pessoa esteja dotada da capacidade de corrigir suas ações para transformá-las em outorgar, percebe o mundo somente sob a forma de dores e tormentos.



No entanto, depois, se é recompensado com o fato de poder ver que a Sagrada Shekinat está vestida no mundo inteiro, e que o Criador está preenchendo o mundo inteiro. Neste estado, o mundo recebe o nome de “Sagrada Shekinat”, pois está recebendo do Criador. Isto se chama “a unificação do Criador e da Divindade”. Do mesmo modo que o Criador dá, o mundo se ocupa somente em outorgar.



Isto se parece a uma melodia triste, por meio da qual alguns músicos sabem como transmitir a dor que é o seu tema central, porque todas as melodias são como uma linguagem falada que representam as palavras que a pessoa deseja exteriorizar em voz alta. Se a melodia evoca tristeza em quem a escuta, a ponto de fazê-la chorar pela dor que ela transmite, então é chamada “uma melodia”, e todos amam escutá-la. Isso se deve a que a melodia não aponta uma dor presente, mas sim uma dor passada, ou seja, a tormentos que já ficaram para trás e que já foram adoçados e receberam seu preenchimento. Por tal motivo, as pessoas gostam de escutá-la. Então, a música faz alusão aos adoçamentos dos Dinim (Juízos), e que as dores que a pessoa sentia foram adoçadas. Por isso, este tipo de aflição resulta doce ao ouvido, e assim, o mundo recebe o nome de “Sagrada Shekinat”.



A principal coisa que a pessoa deveria saber e sentir é que existe um líder que a guia até a cidade, como disseram nossos sábios: “Abraão o patriarca disse: ‘Não existe cidade sem um líder’”. A pessoa não deve pensar que tudo que acontece no mundo seja por casualidade, e que a Sitra Achra a induz a pecar e a dizer que tudo é fortuito.



Este é o significado de Hamat (vasilha de) Kerí (sêmen). Há um Hamat cheio com Kerí. O Kerí induz a pessoa a pensar que tudo é Bemikré (fortuito).



(Ainda quando a Sitra Achra provoca nela pensamentos tais como dizer que tudo é fortuito, sem uma direção determinada, isto tampouco é casualidade, pois o Criador assim o quer).



No entanto, não se deve crer na recompensa e no castigo, e que existem um juízo e um juiz, e que tudo está conduzido pela “Providência da recompensa e do castigo”. Isto se deve a que, às vezes, quando algum desejo e manifestação do trabalho de Deus desperta dentro da pessoa, e ela acredita que isto aparece por casualidade, deve saber que também aqui ela realizou um esforço prévio para escutar. Rezou por ajuda de Cima, para poder executar uma ação intencionada, e isto se chama “elevar MAN”.  



Entretanto, a pessoa já o esqueceu e não considerou fazê-lo, já que não recebeu uma resposta imediata à sua oração, como para declarar: “Para que tu escutes a oração de cada boca”. Ainda assim, deve crer e entender que a ordem de Cima estabelece que a resposta à oração pode chegar vários dias ou meses depois de se haver rezado.



Não se deve pensar que não é por casualidade que a pessoa tenha recebido este Itorenut (Despertar) presente. Às vezes a pessoa diz: “Agora que sinto que não me falta nada e que nada me preocupa, minha mente está curada e saudável; e por esta razão, posso focar minha mente e meu desejo em direção ao trabalho de Deus”.



Disto se depreende que a pessoa pode dizer que todo o seu compromisso no trabalho de Deus consiste em que “sua força e o poder de sua mão lhe concederam riqueza”. Assim, quando a pessoa pode comprometer-se e alcançar necessidades espirituais, deve entender que esta é a resposta a sua oração. Aquilo pelo que ela pediu antes, agora sim foi respondido.



Ademais, às vezes, quando se lê algum livro, o Criador lhe abre os olhos e a pessoa sente um certo despertar; então, também sua reação normal é atribuir isto à causalidade. Não obstante, tudo está guiado.



Ainda que se saiba que toda a Torá consiste nos nomes do Criador, como que se pode dizer que através do livro se está lendo e se obtendo algum tipo de sensação sublime? A pessoa deve entender que normalmente lê o livro e sabe que a Torá inteira consiste nos nomes do Criador, mas que apesar disto não recebe iluminação nem sensação alguma. Pelo contrário, tudo está seco e o conhecimento que a pessoa possui não o ajuda sequer minimamente.



Portanto, quando a pessoa estuda de certo livro e deposita sua esperança Nele, o estudo deve apoiar-se sobre a base da fé, ou seja, que a pessoa crê na Providência e que o Criador lhe abrirá os olhos. Neste momento, a pessoa se vê necessitada do Criador, e desta forma está em contato com Ele. Por meio disto, se pode chegar à adesão (Dvekut) com Ele.



Existem duas forças que se opõem entre si: uma Força Superior e uma força inferior. A respeito da Força Superior está escrito: “Todo aquele que é chamado por Meu Nome, e a quem Eu criei para a Minha glória”. Isto significa que o mundo inteiro foi criado somente para a glória do Criador. A força inferior é o desejo de receber que argumenta que tudo foi criado para ele, tanto o corporal quanto o espiritual. Para ele, tudo obedece ao amor por si próprio.



O desejo de receber argumenta que merece este mundo e o mundo vindouro. Por suposto, o Criador triunfa, mas isto recebe o nome de “o caminho da dor”. Se denomina “um caminho longo”. Mas há outro caminho mais curto, chamado “o caminho da Torá”. A intenção de todos deveria estar dirigida a encurtar o tempo.



Isto é chamado “eu aceitarei”. Do contrário será “em seu tempo”, segundo foi dito pelos nossos sábios: “recompensado: eu aceitarei; não recompensado: a seu tempo”, “que coloco diante de ti um rei como Hamán, e ele te obrigará a corrigir-te.



A Torá começa com Bereshit (No princípio): “... Agora a terra estava sem ordem e vazia, e a escuridão...”, e finaliza assim: “Diante dos olhos de toda Israel”.



No princípio vemos que a terra está “sem ordem e vazia, e a escuridão...”, mas, então, quando todos se corrigem para poder outorgar, são recompensados com “Então disse Deus: ‘Seja feita a Luz’...” Até que aparece a Luz “diante dos olhos de toda Israel”. 


Shamati (137)

    137. Zelofeade estava coletando madeira (Ouvi em Tav - Shin - Zayin , 1946-1947)   Zelofeade estava coletando madeira. O Zohar i...